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24/04/22 às 22h53 - Atualizado em 2/06/22 às 11h59

“Sorria, Brasília” reúne 30 mil pessoas

Fotos: Caio Marins (MPI, MAB, MUN e Concha), Carol Lucena (Eixo Cultural) e Nityama Macrini (Eixo Cultural)

Edição: Guilherme Lobão e Larissa Sarmento

24.04.22

22:50:00

 

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Danças indígenas, exposições, museus, apresentações teatrais, orquestras, balé, feiras, shows de frevo e de rock, concertos instrumentais e clássicos do cinema. O “Sorria, Brasília” proporcionou cinco dias de muita cultura, diversão e arte para os brasilienses de todas as idades e de diversas regiões administrativas da cidade. Brasília comemorou seus 62 anos com uma programação extensa, em 17 equipamentos culturais da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, reunindo um público geral de 30 mil pessoas.

 

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Catálogo Sorria, Brasília

 

O encerramento das festividades aconteceu no domingo (24) com danças e canções sagradas no Museu dos Povos Indígenas, Festival de Orquestras Populares no Eixo-Ibero-americano, exposição no Museu Nacional da República, mostra de filmes na Concha Acústica e chorinho no Museu de Arte de Brasília (MAB).

 

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Foto de Hugo Lira

“O “Sorria, Brasília” promoveu não só a festa do reencontro, do abraço, da felicidade e de se estar ao ar livre. Foi também foi uma experiência de conhecimento sensível: a arte cumprindo o seu papel de transformar pessoas e criar mundos”, celebra o secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues

 

CULTURA POPULAR

 

Parte do patrimônio cultural imaterial do Brasil se reuniu na noite deste domingo, (24), no Eixo Cultural Ibero-americano. Com frevo, caboclinho, bumba-meu-boi, maracatu, forró, ciranda e muitas outras formas de expressões tradicionais da cultura popular e do rock’n’roll, o público de Brasília caiu na dança no encerramento do projeto”Sorria, Brasília”.

 

Quem abriu a festa no gramado foi a conhecida banda brasiliense Terminal Zero. Acumulando 27 anos de estrada e centenas de shows na capital, o vocalista Cláudio Lucca brinca: “Eu só não toquei para o Juscelino Kubitschek. Fora isso, já tocamos pra todo mundo dessa cidade”.

 

Nesta noite de encerramento também se apresentaram a Orquestra Popular Marafrebroi e a Orquestra Alada Trovão da Mata, parte da programação do Festival de Orquestras Populares.

 

O curador desta edição do festival foi o recifense Fabiano Medeiros, maestro da Orquestra Popular Marafrebroi. Ele formou o grupo ainda em 2008, reunindo em Brasília músicos de diversas partes do país. Destacando a diversidade das manifestações culturais e os artistas locais, ele dedicou a apresentação aos blocos de Brasília e seus realizadores, por manterem a força do frevo e do Carnaval viva na cidade.

 

Saudosa de uma pista de dança, a geógrafa Flora Barros levou seu barrigão de oito meses grávida para curtir o frevo. “A coisa que eu mais senti falta durante a pandemia foi de show, de sair pra dançar. E achei que não ia conseguir mais, por causa da gravidez”, suspirou. “Mas deu tempo! E ainda trouxe minha sobrinha, que nunca tinha visto Carnaval. Ela está apaixonada, não quer nem ir embora”, comemorou em meio ao cortejo da Marafreboi, que tocou até “Parabéns pra você” para Brasília.

 

A Orquestra Alada Trovão da Mata fechou esse terceiro e último dia de folia com o som inesquecível das alfaias. Com a batida própria do samba pisado, criado aqui no DF, seus brincantes apresentaram uma experiência lúdica e musical, que ajudou a celebrar o Mito do Calango Voador, história escrita por Tico Magalhães para narrar o surgimento do mundo, do cerrado e, claro, de Brasília.

 

Tiago Marques, servidor público, fez questão de vir ao Eixo Cultural Ibero-americano para apresentar a beleza da Orquestra para a amiga Cris Bayma, também servidora. Ela é maranhense, mas mora em Brasília há muitos anos e ficou encantada com a sonoridade do grupo.

 

Para Tiago o mais importante é ver como a cultura gera pertencimento. “Não importa de onde você é nessa cidade, quando a gente assiste isso se sente abraçado, acolhido. Seja a orquestra sinfônica ou a orquestra popular, isso é nosso”, celebrou.

 

O resultado da apresentação da Orquestra Marafreboi foi um espetáculo de sonoridade singular, com a diversidade de gêneros que é a cara da cultura popular brasileira e também da aniversariante Brasília, formada por gente de todo lugar.

 

Nos cinco dias de atividades, o Eixo Cultural Ibero-americano recebeu mais de 8,3 mil pessoas.

 

SABERES ANCESTRAIS

 

Foram quatro dias de intensa troca e interatividade com a cultura dos primeiros povos que habitaram o Brasil. Durante as festividades em comemoração ao Dia do Índio e dos 62 anos de Brasília, o Memorial dos Povos Indígenas (MPI) se transformou numa grande aldeia, concentrando saberes ancestrais, artesanato, comidas típicas, danças e canções sagradas milenares na feira colaborativa montada do lado de fora do espaço.

 

Na tarde deste domingo (24), a apresentação foi internacional. Diretamente da região mexicana de Tlaxcalteca, o artista maia Nahuall Biophillick, 33 anos, encantou visitantes com o hipnotizante ritual xamânico “Da roda animal do poder”.

 

Segundo a tradição de seu povo, cada ser humano nasce com um animal como anjo da guarda, recebendo dele, força, espiritualidade e sabedorias da natureza.

“Dos pés de vocês saem enorme força de luz, deixa sentir a força da terra, da mãe natureza, desse animal de poder”, disse o artista, em transe. “É preciso sentir o espírito, as vibrações que emanam desses animais”, continuou o indígena mexicano, há cinco anos vivendo no DF.

 

Quase 2 mil pessoas passaram pelas exposições do Memorial Dos Povos Indígenas desde o dia 19 de abril, durante as atividades do “Sorria, Brasília”.

 

VISITA AO MUSEU

 

 

Composta por acervo inédito de fotografia, a exposição “Xingu 57: Viagem ao Brasil Central” é um dos destaques do Museu Nacional da República. A mostra reúne registros do cientista Dimiciano Pereira de Souza Dias, que desceu os rios Xingu e Liberdade, acessando o coração da região onde hoje se localiza o Parque Indígena do Xingu, em 1957.

 

Os visitantes puderam conferir mais de 100 imagens e objetos indígenas expostos no local. O casal do Riacho Fundo, Kelly Gonçalves, 26 anos, e Alan dos Santos, 30 anos, aproveitaram o feriado para visitar o espaço pela primeira vez. Se animaram com o que viram. “Bem interessante o lugar e as exposições, como essa dos índios, que traz um aspecto de vida bem diferente da gente”, observou a cabeleireira. “Vamos voltar mais vezes”, afirmou o consultor de vendas.

 

Além da exposição indígena, o público pode conferir no lugar a mostra “Envenenada: Profanações e Polimorfismo Tonais”, da artista Raquel Nava.

Durante a programação do aniversário de Brasília cerca de 4.200 pessoas estiveram no local.

 

O Museu Nacional da República recebeu nesses cinco dias do projeto “Sorria, Brasília” um total de 5.294 visitantes.

 

CHORINHO NO MAB

 

 

Chorinho, artesanato, comida, além, claro, exposições nacionais e internacionais. Foi o que os visitantes do Museu de Arte de Brasília, o MAB, um dos espaços culturais mais queridos da capital, puderam conferir na tarde deste domingo (24).

 

Cerca de 500 pessoas passaram pelo local desde o início das festividades em comemoração aos 62 anos de Brasília.

 

Foi o caso da psicóloga, Luíza Alencastro, 28 anos, encantada com a mostra chinesa, “Atrás da Grande Muralha”. “Muito feliz com a reabertura do MAB, que é uma gracinha de lugar, muito agradável de vir”, comentou. “Belíssima essa exposição chinesa, espero que esse espaço nunca mais feche”, vaticinou.

 

A exposição sobre a cultura da China, que mostra diferentes maneiras pelas quais esses artistas utilizam elementos tradicionais como a caligrafia, fica aberta para visitação até o dia 22 de maio, com funcionamento em todos os dias, exceto terça, das 10h às 19h.

 

 

CINEMA AO AR LIVRE

 

 

Cinema de graça, ao ar livre. Isso foi o que os brasilienses que compareceram à Concha Acústica, neste domingo (24), puderam aproveitar. Dois filmes foram exibidos para fechar a programação do feriado. A animação, “Como Treinar um Dragão”, que fez a festa da garotada presente no local e o clássico, “Cinema Paradiso”, emocionante história de amizade entre um garoto e um projecionista, embalado pela tocante trilha de Ennio Moriconne.

 

Para a enfermeira Amanda Rodrigues Tavares, 36 anos, que fez questão de levar a filha Nicolle, 9 anos, para assistir a animação, é uma experiência nova. “Estou feliz de trazer ela para ver seu filme preferido e, assim, ao livre. Sem falar que tem uma vista maravilhosa”, acrescentou.

 

Outras pessoas também se emocionaram com a experiência. “Já tem um tempinho que está rolando esse cinema aqui . Eu, pelo menos, venho sempre que posso. Gosto muito”, disse o técnico em eletricidade, Edgar Neuton Fontenele Rocha, 52 anos. “Vi ‘Cinema Paradiso’ há muito tempo na televisão, rever aqui, nesse lugar bacana foi emocionante”, observou.

 

Assessoria de Comunicação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Ascom/Secec)

E-mail: comunicacao@cultura.df.gov.br