Governo do Distrito Federal
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Concha Acústica

 

 

 

HISTÓRIA

 

 

Concha Acústica. Fotos: Júnior Aragão SEC/DF

 

 

Dedicada às apresentações artísticas ao ar livre, a Concha Acústica voltou a fazer parte do cenário cultural do DF em 19.08.21.

 

A Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) executou uma reforma de manutenção no valor de R$ 422 mil, e o equipamento cultural ressurge com uma programação que envolve cinema, oficinas e apresentações artísticas dentro do projeto “Complexo Cultural Beira Lago”, Termo de Fomento celebrado com a Organização da Sociedade Civil (OSC) Amigos do Futuro, no valor de R$ 500 mil, com geração de 25 empregos diretos e 210 indiretos.

 

O investimento incluiu a pintura completa e regularização das placas de concreto danificadas que compõem o piso; a revitalização do alambrado; pintura das estruturas; instalação de refletores; substituição de vidros e aplicação de película; pintura dos batentes de proteção da guarita; limpeza das lajes; pintura nas faixas do estacionamento; roçagem e reparos hidráulicos/elétricos.

 

ESTRUTURA

 

Localizada às margens do Lago Paranoá, no Setor de Clubes Esportivos Norte (ao lado do Museu de Arte de Brasília – MAB), está a Concha Acústica do DF. Projetada por Oscar Niemeyer, foi inaugurada oficialmente em 1969 e doada pela Terracap à Fundação Cultural de Brasília, hoje Secretaria de Cultura e Economia Criativa, destinada a espetáculos ao ar livre. Foi o primeiro grande palco da cidade. Foi construída com o objetivo de receber grandes shows ao ar livre.

 

Em forma de anfiteatro ao ar livre, seu palco, em nível inferior ao da plateia, é dotado de concha acústica com 42 metros de comprimento e 5 metros de altura na parte mais elevada. O projeto tem linhas arrojadas e teve como objetivo integrar a arquitetura com a natureza. Conta com dependências para bilheteria e camarins e estacionamentos públicos no entorno. Possui banheiros de alvenaria para o público.

 

A Concha Acústica tem uma extensão de 29.750 m², ocupando uma área construída de 8.435,12 m² com capacidade para 5 mil pessoas, com 200 bancos de concreto, distribuídos em 30 fileiras, com capacidade para 30 pessoas cada.

 

Sua estrutura é composta por três projeções de formas retangulares e uma plataforma de configuração trapezional, com um setor circular côncavo. O projeto tem linhas arrojadas e teve como objetivo integrar a arquitetura com a natureza.

 

Durante a década de 1970 a Concha foi pouco utilizada para eventos artísticos. Parou de funcionar em 2001, em setembro de 2003 foi reformada e reaberta. Entre 2013 e 2014, a estrutura passou por nova reforma. Agora, estava em quarentena desde 2020, sendo as últimas apresentações ocorreram em 2019.

 

MEMÓRIA CULTURAL

 

A Concha Acústica é o primeiro palco de shows de Brasília. Em 1961, com a cidade inaugurada, o espaço à beira lago aplaudia a delicadeza dos passos da bailarina Dalal Aschar e o Ballet Municipal do Rio. Até a inauguração oficial em 1969, atrações nacionais e estrangeiras ocupavam o palco de concreto. Passaram por lá a Orquestra Alemã, o Ballet Nacional da Geórgia e a Orquestra Sinfônica Infantil da Bulgária.

 

 

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1963

 

Um dos maiores atores do país, Sérgio Cardoso (1925 – 1972) fez um recital com inclusão de poemas de Gregório de Matos e Vinicius de Moraes.  Sucesso no teatro nacional e pioneiro da tevê brasileira, o intérprete corria o país com “O Resto é Silêncio”, espetáculo que incluía monólogos de William Shakespeare. Sérgio era apontado como um dos grandes intérpretes do bardo inglês no Brasil, com criação histórica para o personagem Hamlet, em montagem do Teatro dos Estudantes, de Paschoal Carlos Magno.

 

1967

 

Dois anos depois de ter estourado como programa na TV Record, a Jovem Guarda era uma febre no país, quando Roberto, Erasmo Carlos e Wanderléa encheram a Concha de ieieiê. O trio interpretou as principais canções que estavam na parada de sucessos de 1967. “Pare o Casamento”, “Namoradinha de um Amigo Meu”, “Quando”, “Nossa Canção” estavam no set list.

 

1971

 

Contratada pela gravadora Som Livre Exportação, a novíssima MPB liderava essa apresentação antológica na cidade, com participação de Os Mutantes, Tim Maia, Elis Regina, Wilson Simonal, Vinicius e Toquinho. A aparição de Rita Lee foi uma apoteose ao movimento hippie e à liberdade de expressão na nova capital do poder, à época sob uma ditadura militar. Três anos antes, a Concha tinha virado altar para o casamento do professor da UnB e diretor de fotografia, Roberto Duarte, com Cecília Paes de Carvalho. A cerimônia teve temática “Woodstock”, e o casal de atores Paulo José e Dina Sfat, que estavam na cidade por conta da filmagem de “Vida Provisória”, foram os padrinhos.

 

1971

 

Roberto Carlos, agora solo, voltou a causar corre-corre rumo à Vila Planalto. Com apresentação lotada, o futuro “Rei da MPB” vinha embalado pelas bilheterias dos filmes “Roberto Carlos em Ritmo de Aventura”, “Roberto Carlos e o Diamante Cor de Rosa” e “Roberto Carlos a 300 km por Hora”. Este último foi o mote do show que transformou Brasília num assunto só. Numa entrevista aos jornais locais, Roberto causou polêmica entre os mais apaixonados por Brasília ao declarar que a nova capital parecia uma “grande fazenda”.

 

1985

 

Movimentada por bandas de rock, com projeção nacional. a Brasília dos anos 1980 tinha ares de “rebelde” e “contestadora”. Em todo instante, surgiam novas bandas de seus porões, espantando uma histórica formação pacata, com trilha sonora seresteira.  Nesse show “porradão”, o acento punk-rock veio com Detrito Federal, Escola de Escândalos e Elite Sofisticada. Ali, surgia, com mais visibilidade, a ótima Finis Africae, que estouraria nas paradas nacionais com direito ao “Cassino do Chacrinha”. O show lançou o LP “Rumores”, que hoje é disputadíssimo no mercado de vinil.

 

1988

 

Um dos maiores eventos musicais do Centro-Oeste, o Porão do Rock deu o seu primeiro choro de vida no palco da Concha, com uma programação de 14 bandas todas do Distrito Federal: Maskavo Roots; Pravda; Plástika; Cachorro Cego; Engels Espíritos Band; Auravil; Nulimit; Mata Hari; Zamaster;  BSB Disco Club; James Band; Rodeo Drive; Bigroove e Ponto G. Seguiu por lá em 1999, mas já estava grande demais para ficar contido entre os bancos de concreto.

 

2004

 

Em turnê nacional, Rita Lee fez show do “balacobaco” enfileirando “hits” de todos os tempos: “Ovelha Negra”, “A Hard Days Night” (Beatles), “Esse Tal de Roquenrow”, “Tudo Vira Bosta”, “Jardins da Babilônia” e “Amor e Sexo” levaram o público que lotou a Concha ao delírio. Rita estava acompanhada de Roberto de Carvalho (guitarra), pelo filho Beto Lee (guitarra), Ary Dias (percussão), Dadi Carvalho (baixo), Cláudio Infante (bateria), Rafael Castilhol (teclados) e Débora Reis (vocais).

 

2006

 

Trio moderninho britânico, Placebo e a performance do andrógino vocalista e guitarrista Brian Molko transformaram o cenário da pacata Vila Planalto, num show que entrou para memória dos fãs, com desfile de singles entre 1996 e 2004. Entre as mais esperadas, “Every me Every You” cantada em coro.

 

2007

 

Criado em Paris, o Gotan Project trouxe para a cidade a onda do tango eletrônico a partir do álbum fenômeno “La Revancha del Tango”. A apresentação foi gratuita e fez parte das comemorações da Festa da Música, uma ação do Ministério da Cultura da França. O show foi tão cheio que teve gente que levou mais de uma hora para tirar o carro de dentro do estacionamento depois da apresentação. A abertura foi com a ascendente banda, hoje saudosa, Móveis Coloniais de Acaju.

 

2011

 

O Festival das Águas misturou estilos com Alceu Valença, Pitty, Skank, Titãs, MV bill, NX Zero, CPM22, Zeca Baleiro numa festa para celebrar a preservação do Meio Ambiente em quatro dias seguidos de show. O clima era de um Brasil melhor e desejos para o futuro de matas e fauna protegidas e povos indígenas respeitados.

 

Fontes de Pesquisa:

Correio Braziliense

Arquivo Público

Site Porão do Rock

Arquivos web

 

Gerente: Marcelo Jorge.

Informações: Gerência do Museu de Arte de Brasília e da Concha Acústica

Endereço: SCE Trecho Enseada 01, projeto Orla – polo 03, lote 20, CEP: 70800-200 Brasília – DF

E-mail: mab@cultura.df.gov.br

 

Assessoria de Comunicação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Ascom/Secec)

E-mail: comunicacao@cultura.df.gov.br

 

Site: http://www.cultura.df.gov.br/concha-acustica/