Governo do Distrito Federal
23/04/22 às 22h39 - Atualizado em 26/04/22 às 12h35

“Sorria, Brasília” descentraliza a arte no DF

Texto: Carol Ribeiro (Eixo Cultural), , Déborah Gouthier (Eixo Cultural), Lúcio Flávio (Casa do Cantador), Ianca Gomes (BNB)

 

Fotos: Carol Lucena (Eixo Cultural), Hugo Lira (BNB), Nityama Macrini (Eixo Cultural), Caio Marins (Casa do Cantador)

 

Edição: Guilherme Lobão e Larissa Sarmento

 

23.04.22

 

22:40:00

 

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Com forró, pop, rock e reggae, a programação de sábado (23) do aniversário de 62 anos da capital federal ecoou do Plano Piloto a Ceilândia. O público do DF ganhou de presente, na Casa do Cantador, o Festival Circularte, que reuniu apresentações de Sérgio Pereira e do trio Nordestinos Candangos. No Eixo Cultural Ibero-americano, mais de mil pessoas prestigiaram o Festival de Orquestras Populares.

 

O “Sorria, Brasília”, projeto da Secretaria de Cultura e Economia Criativa para comemoração do aniversário da cidade, contemplou diversas regiões administrativas, em 17 equipamentos culturais da Secec, alinhado às políticas de descentralização e difusão da arte por todo o território do Distrito Federal.

 

Com atividades desde o dia 20 e até este domingo (24), o “Sorria, Brasília” iniciou a maratona cultural do aniversário no Complexo Cultural Samambaia, com concerto da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro. Depois passou pelo Complexo Cultural de Planaltina, pelo Museu Vivo da Memória Candanga e pelo Museu do Catetinho, além dos espaços culturais espalhados pelo Plano Piloto.

 

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“Um aspecto fundamental nesse projeto de aniversário é a preocupação da Secretaria de democratizar o acesso cultural e descentralizar as atividades da festa, antes muito concentradas no Plano Piloto. Neste ano, ampliamos a malha de ações culturais com regiões administrativas como Ceilândia, Samambaia e Planaltina, onde a pasta tem equipamentos culturais importantíssimos para o DF”, observa o secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues.

 

 

DIVERSIDADE MUSICAL

 

A diversidade musical em primeiro plano. Essa é a proposta do Circularte, festival de música que embalou o público no palácio da cultura nordestina no DF, a Casa do Cantador, na noite de sábado (23), em Ceilândia, como parte do “Sorria, Brasília”.

 

Entre as atrações, estava a banda Nordestinos Candangos, com levadas de forró e outros gêneros nordestinos, e o cantor e compositor Sérgio Pereira, com seu pop reggae. Ambos apresentaram seus trabalhos autorais. “A ideia é justamente esta: misturar ritmos, sons diferentes, a mesclagem da música”, resume Pereira, que também é idealizador do Circularte.

 

Cerca de 70 pessoas prestigiaram o festival. Moradora da cidade, a secretária Dayane Oliveira Rangel, 23 anos, marcou presença no encontro com o namorado e amigos. “Iniciativas gratuitas como essa, além de serem divertidas, são educativas”, avaliou.

 

Nome bastante conhecido no DF e nacionalmente, Marquim da Tropa elogiou a iniciativa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa. “A cidade tem muitos artistas talentosos, é muito importante valorizar a galera local em eventos como esse”, disse Marquim, que é integrante do grupo de rap Tropa de Elite e ator premiado por seus trabalhos em filmes do cineasta Ardiley Queirós.

 

Marquim estava acompanhado de seu colega de tropa, Ed Buggy, que subiu ao palco para fazer uma dobradinha com Sérgio Pereira, sendo bastante aplaudido pelo público ao final.

 

CONCERTO POPULAR

 

 

Palhaçaria de qualidade, com direito a cortejo na rua. Assim começou a manhã de sábado (23) do “Sorria, Brasília”, na área externa do Eixo Cultural Ibero-americano. A apresentação circense foi realizada pela renomada dupla de palhaços brasilienses, os Irmãos Saúde, que asseguraram o sorriso no rosto de crianças e adultos.

 

A festa seguiu durante a noite, em grande estilo, ao som da Orquestra Popular Salve Glória, sob a condução da maestrina, arranjadora e flautista brasiliense Diana Mota. “Tem três anos que espero esse festival e a oportunidade de estar aqui entre orquestras tão maravilhosas quanto a minha”, brincou a maestrina.

 

No repertório, a Salve Glória apresentou arranjos originais, com foco nos ritmos da cultura popular, como o frevo, o carimbó, o baião, o maracatu, a ciranda e o ijexá. O concerto faz parte do Festival de Orquestras Populares, que também integra o projeto em comemoração ao aniversário de 62 anos de Brasília.

 

As amigas Stella Cristina, autônoma, e Nádia Maria, professora, se programaram para curtir a noite de sábado e trouxeram até cadeiras de praia para assistir aos shows com tranquilidade. “As músicas me lembram de quando conheci Recife”, declarou, saudosa, Stella.

 

Maria Mendes é cuidadora de idosos e Paulo da Mota empresário. Eles aproveitaram o feriado e o fim de semana para embarcam nas atividades do “Sorria, Brasília”, às quais compareceram por dois dias. E se disseram encantados. “Brasília tem uma cultura muito diversificada. Estávamos com saudade de viver isso”, comemorou Paulo.

 

Quem fechou a noite foi a Orquestra Popular Rockfônica, que apresentou clássicos do rock mundial com arranjos musicais de frevo. O público curtiu sucessos de bandas como Beatles, Nirvana e Titãs em ritmo carnavalesco pernambucano.

 

“É muito legal ver as músicas, os clássicos do rock que a gente conhece, mas com outra cara, o ritmo do frevo. É uma oportunidade da gente sair, com todos os cuidados, com segurança, e desfrutar de uma opção de lazer”, destacou o servidor público Bruno Carneiro, que foi com a família assistir a noite de concertos.

 

O músico Sombrio da Silva se apresentou ontem com a Orquestra Popular Quadrafônica e retornou hoje para conhecer os outros trabalhos. “Em Brasília não temos tanto esse hábito, então quando a gente ouve a palavra orquestra, parece uma coisa distante, mas assistir uma orquestra popular traz pra gente essa outra ideia, de proximidade, do que realmente é”, analisou.

 

Ao final da festa, a Orquestra Rockfônica se despediu de Brasília com um cortejo, espalhando frevo a alegria carnavalesca pelo Eixo Cultural Ibero-americano.

 

DIA DO LIVRO

 

 

No Dia Mundial do Livro (23), o “Sorria, Brasília” concentrou atividades culturais também na Biblioteca Nacional. A efeméride serviu como pano de fundo para a inauguração da obra “Cata Tesouro”, grafite de Hugo Barros, que integra o projeto Livro de Rua.

 

“O Livro de Rua é um projeto que nasceu para incentivar e democratizar a leitura infantil. Um livro em uma parede chama muita atenção, causa impacto e gera um impulso de incentivo para a leitura”, Hugo Barros, autor do projeto. “O Livro de Rua nasceu para incentivar e democratizar a leitura infantil. Um livro em uma parede chama muita atenção, causa impacto e gera um impulso de incentivo para a leitura”, justifica.

 

Cerca de 30 pessoas acompanharam a inauguração pelos corredores da Biblioteca. A criançada presente se divertiu na Biblioteca Nacional, onde se encantaram com a narrativa do grafite. Depois, no espaço infantil, acompanharam com atenção a história dos monumentos de Brasília, contada pela Tia Amanda, do projeto Mala do Livro.

 

Angélica Brasil, arquiteta, 43 anos, ficou sabendo da contação de histórias por meio da Mala do Livro e levou sua filha Rute, de 7, para conferir de perto a inauguração do Livro de Rua. “A importância da leitura é que o conhecimento não se rouba, posso pegar qualquer coisa sua, mas aquilo que ficou dentro de você. O conhecimento que o livro te trouxe nunca vai sair. É isso que transmito para a minha filha” compartilha.

 

A programação de sábado do “Sorria, Brasília” ainda incluiu atividades no Memorial dos Povos Indígenas, com feira étnica, exposição e shows de Kumuu Dan Wapichana, Heloísa Cruz de Araújo, Nívia Costa e Kessia Daline; e na Concha Acústica, com a mostra de filmes do Cinema na Concha, exibindo “Trolls’ (2016) e “Saída de Mestre” (2003).

 

Assessoria de Comunicação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Ascom/Secec)

E-mail: comunicacao@cultura.df.gov.br