Governo do Distrito Federal
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10/11/21 às 14h14 - Atualizado em 10/11/21 às 14h30

Anos 1980

 

Pesquisa: Alexandre Freire. Edição: Sérgio Maggio

 

1980

foto: divulgação

O Festival quase não aconteceu. Na última hora e às pressas, organizou-se evento sem debates e com pouquíssimos convidados. A qualidade dos filmes salvou a festa. Iracema, uma Transa Amazônica, de Jorge Bodanzky e Orlando Senna, foi o grande vencedor. A TV Globo mostrou a atriz Edna de Cássia, a mestiça Iracema, lavando roupa no quintal de sua casa e anunciou no Fantástico: lavadeira é eleita melhor atriz do Festival de Brasília.”

 

1981

Joaquim Pedro de Andrade, revisitando Oswald de Andrade, faz sutilezas com O Homem do Pau-Brasil (melhor filme), e Djalma Limongi (melhor diretor) apresenta uma divertida história sobre os bastidores do futebol, “Asa Branca, Um Sonho Brasileiro”, com Edson Celulari.” Na lista de premiados, tem ainda Lucélia Santos (melhor atriz por Engraçadinha), Walmor Chagas (ator coadjuvante por Asa Branca) e Dina Sfat (atriz coadjuvante por O Homem do Pau-Brasil).

 

1982

O ano de Tabu (melhor filme), de Júlio Bressane; e de O Segredo da Múmia, de Ivan Cardoso (melhor diretor) deu o Candango de atriz a Vera Fischer e o de ator a Wilson Grey, o homem de 250 filmes.

 

1983

 

Dois longas dividiram as atenções: O Mágico e o Delegado, do baiano Fernando Coni Campos (melhor filme), e Inocência, do fluminense Walter Lima Jr. (melhor diretor) Dois curtas também causaram entusiasmo: Mato Eles?, de Sérgio Bianchi, e Chapeleiros, de Adrian Cooper.

 

1984

FOTO: reprodução

Brasília ganhou rival de peso no Festival de Gramado. Nunca Fomos Tão Felizes, filme de estreia de Murilo Salles, fotógrafo premiado, ganha os Candangos do júri e do público. Chiquinho Brandão brilha no curta A Longa Viagem..

 

1985

 

“A premiação de A Hora da Estrela, primeiro longa de Suzana Amaral, foi recebida com calorosos aplausos. Dos treze Candangos em disputa, o filme baseado em Clarice Lispector arrebataria dez. Nascia a estrela de Marcélia Cartaxo. Meses depois, ele ganharia o Urso de Prata em Berlim.”

 

1986

Arquivo FBCB

A Cor do Seu Destino, do chileno-brasileiro Jorge Duran, movimentou o Festival, com Candangos de filme, diretor, roteiro e atores coadjuvantes (Chico Diaz e Julia Lemmertz). O ousado Vera, de Sérgio Toledo, deu o Candango de atriz a Ana Beatriz Nogueira (Urso de Prata de atriz em 1987), que dividiu o prêmio com Louise Cardoso (Baixo Gávea), A meninada encantou-se com os bonecos de Álvaro Apocalypse, alma de A Dança de Bonecos, vencedor do Festivalzinho.

 

1987

Anjos da Noite, de Wilson Barros, consagra o neorrealismo ao se destacar entre filmes de temática político-social como O País dos Tenentes, de João Batista de Andrade, e Fronteira das Almas, de Hermano Penna. Carla Camurati desponta como melhor diretora pelo curta A Mulher Fatal Encontra o Homem Ideal.

 

1988

 

O Festival foi realizado num multiplex e o público histórico e cinéfilo revoltou-se. A Embrafilme, cada vez mais questionada, via os longas-metragens perderem força, e os curtas brilharem com Garota das TelasCaramujo-Flor e O Mundo Perdido de Kozák.

 

1989

 

O Festival volta ao Cine Brasília. Lúcia Murat estreia no longa Que Bom Te Ver Viva e leva o Candango de melhor filme. Júlio Bressane (melhor diretor) leva o padre Antônio Vieira para a tela em Os Sermões.