Governo do Distrito Federal
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10/11/21 às 14h17 - Atualizado em 10/11/21 às 14h31

Anos 2000

Pesquisa: Alexandre Freire. Edição: Sérgio Maggio

 

2000

Bicho de Sete Cabeças (melhor filme) comove plateia, que vaia, antes da exibição, Rodrigo Santoro (melhor ator), por ser televisivo, e, depois da sessão, aplaude calorosamente o intérprete. Pela primeira vez, a filha (Laís Bodanzky) de um cineasta premiado com o Candango (Jorge Bodanzky) leva a mesma láurea para casa. Brava Gente Brasiliera, de Lucia Murat, é outro destaque, indicando que esta edição é das mulheres.

 

2001

Lavoura Arcaica e Samba Riachão dividem o Candango. Beto Brant, que competia pela primeira vez no Festival de Brasília, ganha o prêmio de melhor diretor. O sambista Riachão leva a plateia ao delírio ao cantar Saudade à capela. E o titã Paulo Miklos causa furor em solo rapper com Sabotage.

 

2002

Amarelo Manga revela a força do cinema pernambucano e consagra Cláudio Assis com a tríplice coroa: melhor filme para o júri oficial, a crítica e o público. Uma sigla B.O. (Baixo Orçamento) entra em debate. Cineastas jovens questionam os grandes orçamentos com filmes bons e baratos e elegem, informalmente, uma musa: Dira Paes.

 

2003

Filme de Amor mostra Júlio Bressane em diálogo com o sublime. É o terceiro Candango de melhor filme da carreira. Rogério Sganzerla, diretor de O Bandido da Luz Vermelha, que morreria dois meses depois, traz O Signo do Caos. Paulo César Pereio ganha o Candango de melhor ator.

 

2004

Festival aposta em filmes inéditos e mostra, em primeira mão, dois longas dedicados a Lula: Entreatos e Peões. Neste último, Eduardo Coutinho narra memórias do ABC Paulista e ganha seu segundo Candango. Leonardo Medeiros (Cabra-Cega) e Zezeh Barbosa (Bendito Fruto) emocionam com seus desempenhos. O projeto Ancinav coloca-se no centro dos debates.

 

2005

Divulgação/Eu me Lembro

 

O Festival passa a apostar em curtas e longas 100% inéditos. Dá seu primeiro passo mais ousado e amplia sua credibilidade. A Ancinav, depois de muita polêmica e muita oposição, desmancha-se no ar. Eu me Lembro consagra Edgar Navarro, um anarquista para toda a vida. Emocionado com o monte de troféus Candango, ele cai no palco e regressa à Bahia com o pé enfaixado.

 

2006

 

Baixio das Bestas reafirma o talento transgressor de Cláudio Assis, mas desta vez sem unanimidade. O filme dividiu o público e rendeu vaias ao diretor. Depoimento de Thiago de Mello sobre José Lins do Rego comoveu a plateia. Documentário de Sílvio Tendler

sobre o geógrafo Milton Santos foi o escolhido do Júri Popular.

 

2007

Júlio Bressane (Cleópatra, melhor filme) e Laís Bondasky (Chega de Saudade) dividem a plateia e as preferência do júri. Festival aposta na descentralização cultural com filmes de diversos estados. Finalmente, a edição se rende a Paulo Gil Soares e seu Proezas de Satanás na Vila de Leva-e-Traz.

 

2008

Filmefobia, de Kiko Goifman, ganhou o Candango de melhor longa-metragem, segundo o Júri Oficial. O resultado dividiu o público no Cine Brasília. A plateia já havia vaiado o cineasta quando ele subiu ao palco para receber o prêmio da crítica. Para o Júri Popular, o melhor longa-metragem foi À Margem do Lixo, de Evaldo Mocarzel.

 

2009

 

É Proibido Fumar, drama escrito e dirigido por Anna Muylaert, seu segundo filme, conta uma história de solidão nas grandes cidades. Foi o grande vencedor do Festival de Brasília nesse ano, ficando com oito estatuetas, entre elas os Candangos de filme, ator (Paulo Miklos), atriz (Glória Pires), roteiro (de Anna) e trilha sonora.