Governo do Distrito Federal
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10/11/21 às 14h16 - Atualizado em 10/11/21 às 14h31

Anos 1990

Pesquisa: Alexandre Freire. Edição: Sérgio Maggio

 

1990

Na desastrosa Era Collor, Embrafilme e Concine desaparecem, e a produção brasileira entra em transe. Um ator, Chiquinho Brandão por Beijo 2348/72, e um filme, o documentário Conterrâneos Velho de Guerra, de Vladimir Carvalho (melhor curta e diretor da Mostra 16mm) levantam os ânimos.”

 

1991

Com histórica recusa dirigida à atriz Cláudia Raia, a musa dos anos Collor, estrela de Matou a Família e Foi ao Cinema, de Neville d´Almeida (melhor diretor), o público de Brasília ganha fama de mais engajado e participante do circuito festivaleiro. O Corpo, de José Antônio Garcia, é o grande vencedor

 

1992

A produção brasileira, que atingira 80 títulos nos anos de ouro, estava reduzida a cinco ou seis longas. O Festival caçava cineastas a laço. Entrou-se no tempo do vale tudo. A Maldição de Sanpaku (melhor filme), de José Joffily e Perfume de Gardênia, de Guilherme de Almeida Prado, são os concorrentes de peso. Simplesmente, dividiram todos os Candangos. As sessões tinham público recorde.

 

1993

O Festival de Brasília foi palco dos últimos instantes de Grande Otelo em solo brasileiro. Ao sair de Brasília, ele morre em Paris. Alma Corsária, de Carlos Reichenbach, aguardando até o último instante, levantou o nível do Festival, ganhando os principais Candangos (filme, diretor, roteiro e montagem) . As atrizes Norma Bengell, Maria Zilda Bethlen e Lucélia Santos dividiram o Candango de atrizes.

 

1994

Michelangelo Antonioni visitou Gramado e causou furor. Brasília não ficou no prejuízo. Recebeu Bernardo Bertolucci em sua edição de 1994. O diretor italiano homenageou Gianni Amico e recebeu um Candango especial. Louco por Cinema, de André Luiz Oliveira, foi exibido em sessão abarrotada e sagrou-se o vencedor.

 

1995

No ano do Centenário do Cinema, a palavra de ordem no Brasil é a retomada e O Judeu, de Tob Azulay, filme com quase uma década para chegar à finalização, registra os tempos da Inquisição. Desprezado pelo júri oficial, O Mandarim, de Júlio Bressane, ganha o Prêmio do Júri.

 

1996

 

O então secretário de Cultura e Esportes, o cineasta Silvio Tendler promete fazer a melhor edição de todos os tempos e monta um edição robusta com oficinas e mostras paralelas, como a de filmes recuperados da Cinemateca. Na Mostra Competitiva, filmes de primeira linha competem aos Candangos numa disputa acirrada entre Baile Perfumado, de Paulo Caldas e Lírio Ferreira (melhor filme), Um Céu de Estrelas, de Tata Amaral (melhor direção)Como Nascem os Anjos, de Murilo Salles (Prêmio Especial do Júri).

 

1997

No ano do 30º aniversário do Festival, júri dividiu-se entre dois ganhadores: Miramar e Anahy de las Misiones. Mostra relembrou premiados históricos e homenageou Paulo Emílio com seus filmes prediletos. O Prêmio Unesco para diretor estreante foi dividido entre Sérgio Silva e Aurélio Michiles. O melhor curta foi o metalinguístico e divertido 5 Filmes Estrangeiros.

 

1998

Amor & Cia, de Helvécio Ratton, que ambientou o mundo de Eça de Queiroz nas Minas Gerais, foi o vencedor. Um curta hilariante e muito talentoso, Amassa que Elas Gostam, dialogou com a pornochanchada e levou o Candango. Brasília discutiu política cinematográfica em seu seminário de maior envergadura, preparando as bases do III Congresso Brasileiro de Cinema.

 

1999

Santo Forte triunfa e Brasília reconhece o cineasta [Eduardo Coutinho] que se reinventou no cinema documental. Júlio Bressane ganha mais um Candango de diretor por “São Jerônimo”. Público e júri se encantam com o trabalho de Fernanda Torres em “Gêmeas”, de Andrucha Waddington.