Governo do Distrito Federal
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24/11/21 às 11h33 - Atualizado em 24/11/21 às 11h52

Projeto Mala do Livro

Ascom/Secec

 

A Mala do Livro, programa distrital de criação de bibliotecas domiciliares no Distrito Federal e entorno, gerenciado pela Biblioteca Nacional de Brasília (BNB), equipamento da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec), completa 31 anos este mês e planeja uma comemoração recheada de boas notícias nesta quarta-feira (27.10).

 

A maior biblioteca pública do DF aproveita a ocasião e celebra, às 10h, a capacitação de 500 novos agentes comunitários de leitura, num investimento de R$ 1,2 milhão (Edital de Capacitação de Agentes da Mala do Livro), a premiação de cem deles – todos voluntários – com valores de R$ 5 mil (objeto de outro edital, que fixará os critérios) e o lançamento da coletânea de poesia infanto-juvenil “Mala do Livro: uma viagem na leitura”, fruto do concurso Candanguinho, quando 30 autores e autoras participarão de manhã de autógrafos.

 

Marina Gadelha

 

“Esse programa nos enche de orgulho. A Mala do Livro é um programa de estado, consolidado, que leva o livro a quem tem nele um portal para literatura e poesia, para conhecimento e qualificação, para oportunidades, emprego e renda. É uma das joias da cultura do GDF”, atesta o secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues.

 

“A Mala do Livro é um dos mais bem-sucedidos programas de incentivo à leitura do mundo. Como é um projeto de Extensão Bibliotecária, a BNB trabalha para aperfeiçoá-lo, seja capacitando agentes, seja ampliando o número de malas e atingindo mais leitores”, ecoa a diretora da BNB, Elisa Raquel Sousa Oliveira.

 

A Mala do Livro rompeu com a força que têm as palavras. As cestas cederam espaço a caixas-estantes em todas as RAs e em locais no entorno da capital federal. Um engenhoso móvel, feito em madeira ou compensado, se fecha como caixa e se abre como estante, comportando entre 140 e 180 livros, numa seleção de títulos adaptada aos interesses da comunidade, um dos eixos do programa, que responde a demandas das pessoas, não impondo nada. Além de livros didáticos e de referência, há literatura, entre clássicos infanto-juvenis e para adultos, do Brasil e do mundo. E também gibis e títulos ensinando a fazer coisas, empoderando com bricolagem pessoas com necessidade de tudo. Uma mala para as viagens que a imaginação ousar, primeiro passo para tantas realizações que três décadas testemunham.

 

Hoje há 193 unidades, sendo 107 domiciliares e 86 em instituições públicas e privadas. A diretora da Biblioteca Nacional de Brasília (BNB), a principal biblioteca pública do DF e que coordena o esforço, Elisa Raquel Sousa Oliveira, calcula que a Mala do Livro atende atualmente 18 mil pessoas por ano, tendo alcançado em três décadas algo na casa dos 100 mil usuários. A história da Mala do Livro, assinada em sua maioria por mulheres, cabeças de família e habituadas a lutar contra as probabilidades por um futuro melhor para os filhos, traz muitos relatos de superação.

 

Raio X da Mala (médias mensais)

Empréstimos: 2 mil

Visitas a cada agente de leitura: 45

Trocas de acervo: 15

Implantações de mini bibliotecas: 4

Participações em eventos culturais em 2020 antes da pandemia (janeiro a março): 15

 

Cadastro para ser agente de leitura

maladolivro@cultura.df.gov.br

(061)3325-2607

 

Associação dos Agentes de Leitura e Contadores de História do DF – Aaconte

e-mail: aacontedf@gmail.com

 

“Revista Eletrônica da Associação de Bibliotecários e Profissionais da Ciência da Informação (ABDF)”

Artigo de Neusa Dourado que aborda a Mala do Livro