Governo do Distrito Federal
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Parque Audiovisual de Brasília

Em setembro de 2017, o Governo do Distrito Federal publicou o decreto com as diretrizes da política do novo Parque Audiovisual de Brasília, que conterá em sua estrutura o desativado Polo de Cinema e Vídeo Grande Otelo. Para tanto foi feita assinatura do termo de cessão do terreno onde será construído o parque, localizado no Setor de Clubes Esportivos Sul (trecho 3), próxima ao Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).

 

Com 147 mil metros quadrados, o novo parque audiovisual terá estúdios, salas de cinema, núcleos de animação, efeitos especiais e infraestrutura moderna para produções de diferentes formatos como games, filmes e séries.

 

De posse do terreno, a Secretaria de Cultura iniciou os estudos para elaboração dos projetos técnico, arquitetônico e urbanístico do Parque Audiovisual, considerando também os aspectos econômicos, jurídicos, administrativos e a política de uso do local. A expectativa é, ainda este ano, concluir o escopo do projeto básico do empreendimento e debatê-lo com a sociedade civil, em audiências e consultas públicas. Como se trata de um projeto arquitetônico inovador e de grande porte, a Secretaria de Cultura contará com apoio de profissionais com larga experiência na área em consultorias para elaboração dos projetos.

 

Sobre o Polo de Cinema e Vídeo Grande Otelo

 

Criado em 1991, o Polo de Cinema e Vídeo Grande Otelo, em Sobradinho, já estava obsoleto há mais de uma década. O terreno de mais de 400 hectares com apenas uma única edificação (um galpão) não oferecia estrutura adequada para servir de estúdio/locação, segundo entendimento dos próprios profissionais do setor de audiovisual do Distrito Federal. Além disso, a localização em uma área isolada, de difícil acesso, e sem qualquer infraestrutura próxima de hotelaria, restaurantes e comércio, desestimulava a utilização do espaço. Prova disso é que, nos últimos 20 anos, o Polo de Cinema de Sobradinho foi cenário de apenas um único filme.

 

A situação se tornou ainda mais delicada devido à ocupação do terreno por várias famílias em situação de vulnerabilidade social. Diante do problema social e ambiental que já se arrastava por vários anos, e do fato de o terreno já não funcionar efetivamente como polo audiovisual e atendendo demandas do segmento mais interessado em seu uso, após escutas e audiências públicas, a Secretaria de Cultura fez um acordo com a Terracap para devolver à empresa o espaço do polo em troca de um terreno mais apropriado para as novas demandas para o desenvolvimento do setor do audiovisual.