Governo do Distrito Federal
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25/03/21 às 17h39 - Atualizado em 25/03/21 às 17h57

Vitrine FAC/ Peça discute o fazer teatral

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Texto Eric Seixas*. Edição: Sérgio Maggio

25.03.21

17:55.01

 

Com 12 sessões transmitidas pelo Canal do YouTube (clique aqui) desta terça-feira (25.3) até 30.5 , “Boa Sorte com a Peça” quer mostrar a força e a qualidade do teatro feito no Distrito Federal ao mundo. A peça da Cia. Fictícia de Teatro é uma espécie de releitura da montagem “Merda” (que, no jargão artístico, é uma saudação para se ter sucesso na temporada).

 

Sob o comando do dramaturgo e diretor James Fensterseifer, atores Daniel Obregon e Felix Saab refletem, em tom de humor, sobre as dificuldades em viver e fazer teatro. Agora, em pandemia da Covid-19, o espetáculo deixou de circular em quatro capitais brasileiras para se adaptar ao formato virtual, ao vivo e sem plateia.

 

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Acesse

FAC – FUNDO DE APOIO À CULTURA

 

 

GERAÇÃO DE EMPREGO

Felix Saab e Daniel Obregon

Graças ao recurso de R$58.210,00, com 50 empregos diretos e indiretos gerados, do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), a peça volta a cartaz, trazendo essa possibilidade abrangente de atingir o maior número de pessoas pelo formato online.

 

“O recurso do FAC viabiliza a continuidade do fazer artístico/cultural realizado por artistas, produtores, diretores, técnicos, cenógrafos, fotógrafos, figurinistas, e uma grande lista de profissionais, gerando emprego e renda e levando ao público a possibilidade de usufruir de programações e conteúdos de qualidade, agora, sem saírem de suas casas e com toda a segurança que pede a atual situação do país e do mundo”, avalia o diretor e dramaturgo.

 

A primeira temporada da então “Merda!” foi feita de forma independente, com recursos oriundos da bilheteria. Agora, terá uma série de atividades correlatas de formação e de acessibilidade.

 

“Um espetáculo quando realizado dessa forma perde parte da sua força para seguir adiante e, quando muito, paga somente os custos de montagem. Isso faz com que a remuneração dos profissionais que fazem parte dessa montagem seja reduzida ou, em muitos casos, não exista”, conta a produtora Elisa Matos.

 

TRÊS PERGUNTAS/ELISA  MATOS

 

Qual o impacto cultural e social do projeto?

Especialmente nesse momento onde as pessoas vivem com inúmeras restrições geradas pela pandemia da Covid-19, os impactos cultural e social gerados por projetos como o nosso são imensos. Também é importantíssimo, como sempre foi e agora de forma potencializada, que a cultura seja valorizada, apoiada e fomentada, e que mais empregos sejam gerados por meio de produções artísticas no país e, especificamente, na nossa capital.

 

Qual objeto do projeto?

O projeto “Boa Sorte com a Peça” tem o propósito de impulsionar e difundir a arte feita no Distrito Federal para outros estados do país, ajudando a consolidar o trabalho cultural local e promovendo um intercâmbio entre as cidades.

 

Como serão as ações paralelas?

Estão divididas entre ações de acessibilidade cultural e educativas:

Acessibilidade cultural: – interpretação em libras em 2 sessões e quatro impressões do texto em Braile para ser entregue em biblioteca ou instituição que atenda público com deficiência visual. Faremos também a audiodescrição de 1 sessão, para atender ao público com deficiência visual.

Educativas:

  1. a) Agrupamento das Artes Cênicas: incentivo ao estudante de artes cênicas a se envolver com a profissão, por meio da leitura crítica do tema do espetáculo, realizado por meio de contatos com universidades, faculdades e escolas de artes cênicas.
  2. b) Quatro Debates Cênicos, com duração de uma hora, após quatro das doze sessões do espetáculo;
  3. c)  Workshop de dramaturgia, gratuito e online, com duração de três horas.

 

*Erik Seixas é estagiário sob a orientação de Sérgio Maggio e Sâmea Andrade.

 

Assessoria de Comunicação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Ascom/Secec)

E-mail: comunicacao@cultura.df.gov.br