Governo do Distrito Federal
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21/10/19 às 18h19 - Atualizado em 22/10/19 às 14h05

Terror nacional “A Noite Amarela” estreia no Cine Brasília com exclusividade

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Entra também “Luna”, sobre “bullying” contra mulheres que tiveram imagens íntimas vazadas nas redes sociais

 

“O terror é o gênero narrativo que mais se aproxima da nossa realidade. Primeiro, porque nossa realidade está se dissolvendo, e essa é uma característica essencial das histórias de horror”. Assim o diretor do brasileiro de “A Noite Amarela” – filme que estreia quinta-feira (24) na capital federal com exclusividade no Cine Brasília – Ramon Porto Mota, refere-se ao papel dessa narrativa na sétima arte.

 

Selecionado para o Festival Internacional de Cinema de Roterdã, na Holanda, onde estreou em janeiro passado, o longa paraibano conta a história de adolescentes que resolvem comemorar a conclusão do ensino médio com uma viagem de amigos para uma casa abandonada numa ilha. Trata-se de um “slasher” espiritual ou terror psicológico, com tons de romance adolescente de formação e amadurecimento. No roteiro, enigmas contraintuitivos dialogam com fenômenos quânticos.

 

“O filme aponta para uma tendência do cinema nacional contemporâneo que vem ganhando força em 2019, que é a de  desenvolvimento de ‘thrillers’”, diz o programador do espaço da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Secec), Rodrigo Torres. Ele aponta outros exemplos recentes desse gênero produzidos aqui, como “Morto Não Fala” (Dennison Ramalho, 2018), “O Clube dos Canibais (Guto Parente, 2019)  e o próprio “Bacurau” (Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, 2019). “Por que a escolha desta forma narrativa neste momento?”, provoca.

 

Outro longa nacional que entra em exibição e também trata de juventude é “Luna”. Conta a história da estudante Luana (Eduarda Fernandes), que tem um vídeo íntimo vazado nas redes sociais, enfrentando o sentimento de vergonha e outras consequências, chegando a flertar com a hipótese de suicídio.

 

A descoberta da homossexualidade a partir da relação com a amiga Emília (Ana Clara Ligeiro) constrói uma narrativa de superação da condenação da mulher por suas escolhas sexuais fora da curva da heterossexualidade. Luana vence a contenda porque decide enfrentar o fenômeno do “slut-shaming”, um “bullying” com corte de gênero com a finalidade de estigmatizar as mulheres.

 

“Luna” coloca em discussão o enfrentamento de agendas conservadoras que buscam aprisionar o corpo feminino na heterossexualidade normativa. O filme é dirigido por Cris Azzi, em sua primeira experiência como ficcionista. O filme competiu no 51º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, em 2018.

 

Continua por mais uma semana “Greta”, o longa do cearense Armando Praça. Ambienta percursos de vida marginais em torno do cotidiano de Pedro (Marco Nanini), um enfermeiro homossexual de 70 anos, fã da atriz sueca Greta Garbo. Na quarta-feira, o filme terá três sessões, às 16h, 18h e 20h.

 

Fichas técnicas, sinopses e programação.

“Noite Amarela”
De Ramon Porto Mota (2019, horror, Brasil, 102 min, 12 anos)
Sete amigos e amigas terminam o ensino médio e decidem fazer uma viagem para comemorar a conclusão de uma etapa da vida que abre. A divulgação fala de um “teen movie” macabro sobre o medo do futuro e do desaparecimento; do desconhecido, do escuro e da morte. O cenário é uma casa de praia localizada em uma pequena e isolada ilha.
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=ok4ML42u2oo

 

“Luna”
De Cris Azzi (2018, drama, Brasil, 89 min, 14 anos)
Sinopse: Luana (Eduarda Fernandes) e Emília (Ana Clara Ligeiro) se conhecem no primeiro dia de aula e se tornam amigas. A amizade intensa e explosiva é interrompida, quando Luana tem sua intimidade exposta nas redes sociais e descobre que a afirmação de sua escolha sexual é um caminho para enfrentar constrangimentos.
Trailer: https://www.youtube.com/watch?time_continue=122&v=Zzeo1Dyb0qc

 

“Greta”
De Armando Praça (2019, drama, 97 minutos, Brasil, 18 anos)
Sinopse: No filme “Greta”, de Armando Praça, Marco Nanini interpreta um enfermeiro de 70 anos (Pedro) que é fã de Greta Garbo, atriz sueca dos anos entre 1920 e 1930. Ele ajuda um jovem criminoso hospitalizado, Jean (Démick Lopes), a escapar e acaba se envolvendo romanticamente com ele. É inspirado livremente na peça de teatro “Greta Garbo, Quem Diria, Acabou no Irajá” (Fernando Melo, 1970).
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=Xktcr_OV42A

 

Programação de 23 a 27 de outubro
23/10
16h: “Greta”
18h: “Greta”
20h: “Greta”
24/10
16h: “Greta”
18h: “Noite Amarela”
20h: “Luna”
25/10
16h: “Greta”
18h: “Noite Amarela”
20h: “Luna”
26/10
16h: “Greta”
18h: “Noite Amarela”
20h: “Luna”
27/10
16h: “Greta”
18h: “Noite Amarela”
20h: “Luna”

 

Serviço
Cine Brasília
Entrada a R$ 12 a inteira (bilheteria só aceita dinheiro)
Endereço: Asa Sul, entrequadra 106/107. Telefone: (61) 3244-1660.