Governo do Distrito Federal
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6/03/19 às 11h42 - Atualizado em 6/03/19 às 11h42

Terça-feira de carnaval movimenta a cidade com diversos ritmos

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Se a chuva tentou roubar o espetáculo nos quatro dias de Carnaval, hoje (6), apesar de seus melhores esforços, perdeu de novo. A folia nesta terça-feira postou que Brasília é a capital de todos os carnavais. 

 

Se a chuva não deu trégua, a animação tampouco. O Calango Careta, conhecido pela irreverência nas posturas críticas e excelência musical, aproveitou um breve estio no período da manhã e chamou para a rua moradores e vizinhos da quadra 405 da Asa Norte. Percussão e metais produziram um balanço que movia de barrigas gestantes e foliões da terceira idade, passando por todos os pontos intermediários do espectro. Respeito, tolerância, inteligência, e bom humor ficaram com os lugares de mais destaque. 

 

Fruto de um coletivo brasiliense com uma centena de artistas, que surgiu com a ideia de um bloco de carnaval de rua, em 2015, “o Calango”, como é chamado por fiéis seguidores, usa como formas de expressão música, circo e teatro. A fanfarra teve que se esconder, sob os pilotis no trajeto, da tempestade que desabou no meio da tarde sobre o Plano Piloto, mas emergiu vitoriosa no polo carnavalesco montado pela Secretaria de Cultura na Praça dos Prazeres ao cair da noite. 

 

O Pacotão, “há 41 anos na contramão”, fez sua apresentação na tarde da terça-feira levando milhares de pessoas as ruas. Trabalharam no Pacotão cerca de 100 PMs, entre policiais a pé, motociclistas e viaturas de controle de trânsito e micro-ônibus. Duas ambulâncias com CTIs, dez brigadistas, seguranças e bicicletas com campanhas educativas contra o uso do álcool ao volante. 

A terça-feira de Carnaval tinha como ponto de chegada de vários grupos a Praça dos Prazeres, nos arredores da 201 norte. O público, abrigado da chuva embaixo das tendas montadas no local, se espremeu para curtir uma palhinha do Calango, um show arrebatadador da banda Munchaku e, mais o show do Ska Niemeyer, expressões de vanguarda da música que experimenta com vários ritmos. No caso da Munchaku, o kuduro angolano, o arrocha e o coco brasileiros e o dub da Jamaica. No caso do Ska, frevos e marchinhas carnavalescos tocados no balanço do ska. 

 

Planaltina recebeu o tradicional bloco do Seu Júlio, que há 10 anima as ruas da Região Administrativa. O vice-governador, Paco Britto, e o secretrário de Cultura, Adão Cândido, prestigiaram a festa que também teve apresentação do reinado de Momo, posto ocupado por Antônio Jorge Sales. Paco Britto destacou a importância da realização da festividade também fora do Plano Piloto, como alternativa para os locais.

 

Para Adão Cândido, a realização dos eventos fora do Plano Piloto é essencial para garantir pluralidade e diversidade dos eventos. “O carnaval é uma festa popular e que deve ser para todos”, destacou. Ele pontuou, ainda, que a realização do Carnaval Social atende a essa proposta e a ideia é ampliar a ação em 2020. “Vamos começar a planejar o carnaval a partir de maio e em agosto apresentaremos um novo modelo, alinhado com os objetivos da nossa gestão”, afirmou Adão.