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8/03/23 às 10h14 - Atualizado em 8/03/23 às 15h47

Sinfônica lota teatro em homenagem às mulheres

Texto: Alexandre Freire. Edição: Lúcio Flávio

 

Secretário Bartolomeu Rodrigues e maestro Cláudio Cohen - Foto: Hugo Lira

Bartolomeu Rodrigues e maestro Cláudio Cohen. Foto: Hugo Lira

 

A noite desta terça-feira (7) foi de casa lotada para a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro (OSTNCS), no concerto em homenagem ao Dia Internacional da Mulher no Eixo Cultural Ibero-Americano (antiga Funarte). A programação, comandada pela maestra Cibelle J. Donza, que foi a regente da sinfônica, tendo como a harpista Cristina Carvalho e um repertório que combinou estreia e clássico, recebeu no Teatro Plínio Marcos 659 pessoas entre crianças, jovens, adultos e idosos. 

 

O encontro contou ainda com a presença da governadora em exercício, Celina Leão. O secretário de Cultura e Economia Criativa (Secec), Bartolomeu Rodrigues, comentou ao chegar ao evento: “Uma noite memorável, com uma mulher no comando da orquestra e outra como solista. São evidências da relevância do lugar das mulheres na cena contemporânea e uma justa homenagem a todas elas, que têm nosso apoio na luta por igualdade numa sociedade ainda marcada pelo machismo e a violência”, destacou o gestor, que entregou um buquê de flores para a governadora. 

 

“A mulher tem aquela força interior, é capaz de fazer absolutamente tudo. Cumprimento as musicistas e a todos os músicos”, disse a governadora Celina Leão. A chefe do Executivo também agradeceu aos esforços de Rodrigues e do maestro Cláudio Cohen pelo trabalho na Secec: “obrigado a vocês, um povo sem cultura é um povo sem memória e sem identidade”, complementou.

 

A noite teve, além da estreia mundial da obra “Da Terra”, de Donza, a primeira audição da harpa da sinfônica, que foi recentemente adquirida em meio a outros instrumentos renovados para a orquestra, equipamento da Secec. Cristina Carvalho fez o solo de música do compositor Mário Tavares, nascido no Rio Grande do Norte e pouco conhecido do público leigo, mas grande intérprete de Villa-Lobos. A Quinta de Beethoven fechou a noite com um toque de drama.

 

A luta das mulheres por mais espaço de atuação no mundo do trabalho mostra que há cadeiras a conquistar na OSTNCS, onde elas são apenas 28% dos músicos. O maestro Cláudio Cohen, que ficou na plateia, contudo, mostrou que o percentual de musicistas da orquestra é maior do que na maioria das orquestras do país, levantamento que dividiu com o público: “O concerto temático de hoje é uma justa homenagem. A orquestra se engaja na luta das mulheres por igualdade e apoia campanhas como o Outubro Rosa, de prevenção do câncer de mama”, afirmou o regente. 

 

Uma das homenageadas durante à apresentação de gala foi a servidora da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Albertina Pires dos Santos, a Tina, que ficou bastante emocionada ao receber das mãos do secretário executivo da Secec, Carlos Albertos Jr., um buquê de flores. “Não esperava por isso, fiquei sem palavras, ainda estou emocionada”, agradeceu. “Esse momento representa a valorização do servidor, o reconhecimento do nosso trabalho, fico muito feliz”, comentou.

 

Servidora Albertina Pires dos Santos e o Secretário Executivo Carlos Alberto Jr. - Foto: Hugo Lira

Servidora da Secec homenageada durante apresentação de gala – Foto: Hugo Lira

Bárbara Novaes Medeiros, doutora e professora universitária, 36 anos, moradora da Asa Norte, adorou a noite. Ela acompanha a orquestra pelas redes, faz aula de canto e teclado e festeja a possibilidade de eventos como as apresentações da OSTNCS. Estudiosa da resistência de pessoas transgênero nas organizações do mercado, cujo tema defendeu em doutorado em 2022 na UnB, a mineira de Montes Claros entende que “Brasília tem mais abertura para as pautas que interessam às mulheres”. “Um presente para meus ouvidos. Que bom que Brasília oferece isso”, exultou.

 

A servidora Cristina Gomes, 44, também moradora da Asa Norte, acompanha a orquestra presencialmente. Pianista, declara-se fã de Beethoven. Gaúcha, está há 30 anos na capital federal. “Entendo que quem se interessa pelas questões de gênero já tem consciência dos problemas. Precisamos atingir quem não se interessa por meio da educação e da cultura”, ensinou.

 

Assessoria de Comunicação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Ascom/Secec)

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