Governo do Distrito Federal
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27/09/21 às 13h38 - Atualizado em 6/10/21 às 15h23

Vencedores do Candanguinho são premiados

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Texto: Alexandre Freire/Edição: Sâmea Andrade (Ascom Secec)

27/9/2021

13:35:22

 

 

A Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) premiou hoje (27.9), em solenidade no Museu Nacional da República (MUN), 30 crianças e jovens, de seis a 17 anos, vencedores do 1º Prêmio Candanguinho de Poesia Infantojuvenil, uma iniciativa da pasta para estimular a produção literária desse público durante a pandemia da Covid-19. Os primeiros colocados receberam smartphones, tablets e leitores de texto.

 

No MUN, a premiação teve como momento alto, além da entrega de certificados e prêmios aos classificados, apresentação da cantora e poliartista brasiliense Renata Jambeiro, que interpretou sucessos de Gonzaguinha e Dorival Caymmi, além da canção de sua autoria com João Martins, “Levanta” (2015).

 

 

O titular da Secec, Bartolomeu Rodrigues, presente ao evento, informou que leu todos os poemas, se entusiasmou e quis escrever o prefácio da obra: “Quando eu era criança, não existia essa tecnologia toda que nos interliga em tempo real. Havia a rua e o meio-fio da calçada onde nos sentávamos para contar histórias, muitas delas de assombração, cada um revelando seu talento. Foi ali que ouvi pela primeira vez alguém declamar uma poesia e descobri que não era preciso usar rimas e métricas para expressar um sentimento poético”.

 

foto: Marina Gadelha - SECEC/DF

Secretário Bartolomeu Rodrigues

 

A solenidade prosseguiu na Biblioteca Nacional de Brasília, que reabriu suas portas ao público hoje, onde os jovens premiados receberam visita guiada e finalizaram o passeio com um brunch na Praça da Língua Portuguesa.

 

Os poemas selecionados por comissão julgadora de servidores e convidados da sociedade civil vão compor a coletânea “Mala do Livro: uma viagem na cultura”, em celebração aos 31 anos, em 2021, do programa de estado do GDF de formação de bibliotecas domiciliares, na casa de agentes de leitura e em instituições públicas.

 

Vencedora da categoria juvenil, Rafaela de Souza Barbosa, estudante do Colégio La Salle do Núcleo Bandeirante, disse que começou a ler com mais interesse durante a pandemia. “Descobri, com a literatura, que problemas meus que pareciam sem solução não são tão complicados”.

 

Outro selecionado, na categoria infantil, foi Bernardo Vieira de Almeida, do Colégio Objetivo do Guará. “Fiquei muito feliz. Não é fácil ter o seu texto escolhido num concurso com tanta gente”. Ele contou que a mãe e sua professora de português foram as grandes incentivadoras para que participasse.

 

INOVADOR

foto: Marina Gadelha - SECEC/DF

Beth Fernandes – Comissão de seleção

 

“Olha, eu já pesquisei muito, mas não conheço outro concurso público dessa natureza”, festeja a assessora de Relações Institucionais da Secec, Elizabeth Fernandes, escritora, poeta e membro do júri que teve a tarefa de julgar o mérito literário do material.

 

Sobre os poemas, Beth diz que achou a qualidade “surpreendente”, destacando a criatividade e a percepção adequada de forma e ritmo desse gênero literário. Outro aspecto que lhe chamou atenção foi como os textos encaminhados expressam questões da atualidade que influem na vida, como a pandemia, que aparece em vários poemas.

 

“A qualidade dos textos avaliados me surpreendeu positivamente, assim como a quantidade de inscritos, provando que crianças e jovens não querem ficar só diante de telas”, afirma a advogada taguatinguense, escritora e mãe de três, Christiane Nóbrega, que tem igual número de livros infantis publicados.

 

Markão Aborígene, que se apresenta como “pai, educador popular, poeta, escritor, MC e militante do Hip Hop”, formado em serviço social e morador do Riacho Fundo 2, autor de livros e de três álbuns musicais, também fez parte da comissão de seleção dos poemas dos escritores juvenis e revela seu entusiasmo:

 

“Participar do Concurso Candanguinho foi mágico. Minhas primeiras linhas na poesia também surgiram numa sala de aula e, fui agente da Mala do Livro, e sei da importância e da beleza do projeto. Destaco também a potência de cada adolescente ali. São territórios, sonhos e demandas que rompem barreiras e dizem ‘tô aqui, respeite nossa arte, nossa cultura, nos respeite’”.

 

“CARINHO”

foto: Marina Gadelha - SECEC/DF

Elisa Raquel

 

“O que posso dizer sobre o Candanguinho é que ele foi um concurso pensado com muito carinho, uma proposta de muito sucesso porque trabalha com a criatividade de nossas crianças, além de contemplar pessoas com deficiência. É grandioso”, afirma a diretora da BNB, Elisa Raquel Sousa Oliveira. Ela se refere a duas inscrições para candidatos e candidatas nessa condição (PcD).

 

A gerente de atendimento da BNB e envolvida no processo de seleção do edital, Marmenha Rosário destaca que o número de inscrições (289) “nos permite concluir que houve adesão expressiva por parte das escolas públicas e particulares do DF e RIDE, que incentivaram as crianças e adolescentes a participarem. Estamos no caminho certo na implementação da política de leitura, escrita e oralidade do DF”.

 

MALA DO LIVRO

Memória viva do programa de incentivo a leitura, do qual é integrante desde que começou, em 1990 (formalizado depois pelo GDF como programa de extensão bibliotecária no modelo de bibliotecas domiciliares – Decreto nº 17.927, de 20 de dezembro de 1996), a servidora Maria José Lira Vieira atesta que o Candanguinho motivou o público de crianças e jovens e ler mais. Ela compartilha relato do agente Douglas Gomes Bezerra, da QE 34 do Guará II. Ele ouviu o seguinte da boca de um garoto: “tio, eu vou ter de pegar mais livros porque quero ganhar um prêmio nesse concurso”.

 

A diretora da BNB estima que a Mala do Livro, também presente como assunto em vários poemas classificados, atenda atualmente 18 mil pessoas por ano, já tendo alcançado, em três décadas de existência, algo na casa dos 100 mil usuários, confirma o protagonismo da BNB como maior biblioteca pública do DF.

 

Atualmente, o acervo rastreável pelo sistema da BNB é de 75.300 títulos em 196 malas (na verdade, caixas de madeira dobráveis). Sem entrada no sistema, há 188 malas em instituições que prestam assistência social, além de outras sete em hospitais. Se computada a chamada Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride-DF), que avança para Minas e Goiás, o número de malas salta para mais de 500 unidades.

 

Assessoria de Comunicação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Ascom/Secec)

E-mail: comunicacao@cultura.df.gov.br