Governo do Distrito Federal
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27/12/21 às 16h09 - Atualizado em 30/12/21 às 15h41

Secec injeta R$ 28 mi em termos de fomento

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Texto e edição: Sérgio Maggio

29.12.21

11:00:00

 

Ouça aqui o resumo da notícia

 

 

Em 2021, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) firmou 73 termos de fomento com instituições da sociedade civil. Movimentou, assim, R$ 27,7 milhões que foram injetados em projetos de arte e cultura, com forte aprofundamento em atividades de capacitação profissional. O crescimento é de 17% em relação ao volume executado em 2020. O público beneficiado foi de 570 mil pessoas.

 

Regulamentado por meio do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil – MROSC, o termo de fomento consiste na execução de projetos viabilizados por meio de emendas parlamentares sob gestão da pasta. O instrumento tem sido estratégico para que a pasta avance em propostas de descentralização dos recursos da cultura.

 

Fotos: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília

Bartolomeu Rodrigues

De janeiro a dezembro, a pasta aprovou 73 projetos, dos quais, distribuídos com realizações presenciais nas 33 Regiões Administrativas (RAs).

 

“Colocamos esse aporte na ponta da cadeia da economia criativa, numa ação de descentralização nunca vista no DF”, destaca o secretário de Cultura, Bartolomeu Rodrigues.

 

O Complexo Cultural Beira Lago foi um dos 73 projetos realizados por meio de termo de fomento na Secec. A organização da sociedade civil Amigos do Futuro recebeu um aporte de R$498,6 mil para organizar eventos periódicos na Concha Acústica e no Museu de Arte de Brasília (MAB). O público estimado foi 15 mil pessoas, com 76 empregos diretos e indiretos gerados.

 

“Entendemos que fomentar os espaços culturais do DF é uma experiência muito exitosa. Iniciamos pelo MAB e Concha Acústica, mas queremos expandir o projeto, aberto ao público e de forma gratuita, para outros equipamentos culturais”, conta Acir Carvalho, produtor executivo do Complexo.

 

Renato Alves/Agência Brasília

Abertura da Concha

Com arte, cultura e gastronomia ao longo de todo o segundo semestre, o projeto também investiu em feiras de artesanato nas acomodações do MAB. Com o intuito de revitalização do espaço, a OSC ofereceu ainda 24 oficinas de formação nas áreas de história, técnica e fundamentos artísticos.

 

foto: Marina Gadelha - SECEC/DF

“O termo de fomento ganhou um foco estratégico dentro das políticas públicas da Secec ao percebermos a potência desse instrumento em movimentar a cadeia da economia criativa”, completa o secretário-executivo, Carlos Alberto Jr.

 

DIVERSIDADE E DIFUSÃO

A Subsecretaria de Difusão e Diversidade Cultura (SDDC) é a principal gestora dos termos de fomento na Secretaria. Dos 73 acordos firmados, 68 passaram pelo crivo do setor, com geração de quase 18 mil empregos diretos e indiretos. Juntos, esses projetos atingiram um público de 569 mil numa oferta de 3,3 mil vagas para capacitação.

“Essa política tem um alcance impactante para a cultura do DF. Além do agente cultural reposto no trabalho, os projetos avançam para capacitá-los, tornando-se profissionais mais potentes dentro da cadeia da economia criativa. O tripé se fecha com o espectador que acessa bens culturais de qualidade”, aponta a subsecretária da SDDC, Sol Montes.

 

foto: Marina Gadelha - Secec/DF

Sol Montes

No processo, a SDDC tem a função de analisar as propostas de projeto encaminhadas pela OSC e estabelecer critérios para aprovação do plano de trabalho, em regime de mútua cooperação e responsabilidades. A finalidade é de interesse público e recíproco, mediante a execução de atividades ou de projetos previamente estabelecidos que fomentem a arte e cultura.

 

Sol Montes indica que os termos de fomento promovem a capilaridade das ações culturais no DF. Regiões Administrativas (RAs) de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) são beneficiadas como os territórios preferenciais para a realização dos projetos. Permitem também que uma mão de obra jovem entre no mercado, ao mesmo tempo em que artistas experientes se reciclem, por meio do forte braço formativo.

 

Os projetos têm beneficiados grupos historicamente vulneráveis como os de mulheres negras e LGBTQIA+. Houve ainda variados projetos musicais, outros relacionados às culturas populares, e alguns com ações de arte e cultura em equipamentos públicos de responsabilidade da Secec.

 

Crédito: Divulgação

Projetos LGBTQIA+

“A prioridade da Secretaria para o termo de fomento é aprovar propostas que tenham maior alcance, número de ações e agentes culturais. Nós temos o olhar de eleger projetos que cheguem aonde as demais políticas não chegam, ou seja, os lugares mais distantes do centro”, explica Sol Montes, subsecretária de Difusão e Diversidade Cultural.

 

Produtor audiovisual há mais de 20 anos, Ronaldo Martins conta que resolveu se certificar por meio do projeto Cultura in Movimento, que teve aporte de R$896,8 mil, com 600 inscritos e 18 empregos diretos e indiretos gerados. O objetivo do projeto era o de capacitar jovens e adultos por meio de oficinas de disciplinas do audiovisual. O curso, totalmente on-line, totalizou 228 horas e teve programação até novembro.

 

“Agora, com a abertura do mercado de trabalho para novos profissionais, e com novas oportunidades de cursos e faculdades de produção de eventos, vi a necessidade de ter certificados e me atualizar. Esse curso, por exemplo, tem uma didática muito interessante e os professores são excelentes”, diz Ronaldo.

 

“O termo de fomento possibilitou que o projeto saísse do papel e fosse colocado em prática, pois sem ele dificilmente seria possível alcançar um público dessa dimensão”, conta Mônica Silva, produtora executiva do Cultura in Movimento.

 

TERRITÓRIO CRIATIVO

Um dos principais termos de fomento executado pela Secec, o Território Criativo teve, em 2021, 1,2 mil empreendedores culturais beneficiados pelos cursos, num investimento total de R$ 290 mil. O projeto é gestado pela Subsecretaria de Economia Criativa (SUEC), com o objetivo de promover qualificação para artistas, empreendedores e agentes culturais do Distrito Federal, por meio da oferta de encontros formativos.

 

Neste ano, em formato on-line, o projeto promoveu cursos, mentorias, oficinas e “lives” gratuitamente em torno de cinco eixos: produção cultural; inovação, tecnologia e empreendedorismo; acessibilidade; bastidores; e imersão musical.

 

“Nosso compromisso com a qualificação de artistas, empreendedores e agentes culturais se fortalece nesse período de duros revezes para a cultura. Esse programa reforça esse propósito”, destacou o secretário Bartolomeu Rodrigues.

 

Acesse

Território Criativo – (territoriocriativo.com.br)

 

O programa, instituído por meio da portaria nº 251/2017, garante a atuação da Secec na oferta de uma agenda integrada à economia criativa do Distrito Federal. Nessa edição, outro compromisso foi o de descentralização da ação, garantindo 50% das vagas para Regiões Administrativas fora do Plano Piloto, com ênfase para Gama, Recanto das Emas e Ceilândia.

 

O Instituto Janelas da Arte, Cidadania e Sustentabilidade, organização da sociedade civil (OSC) responsável pelas atividades formativas, destaca que o norte do projeto foi o de “capacitar o público-alvo para enfrentar o novo presente com um olhar voltado para o futuro, investigar novos caminhos, adaptar, fazer diferente e criar uma nova perspectiva”.

 

A proposta buscou potencializar as condições de sustentabilidade, considerando o atual cenário de avanço das tecnologias digitais, que vêm introduzindo outros modos de criação, de distribuição e de consumo de cultura, demandando profissionais capazes de lidar com novos desafios.

 

foto: Nityama Macrini

Érica Lewis

A subsecretária de Economia Criativa da Secec, Érica Lewis, destaca a importância desse segmento da “economia criativa”, definido como o de atividades produtivas cujo processo principal consiste em um ato criativo gerador de valor simbólico e de ativos intangíveis, revertidos em produção de riqueza cultural e econômica.

 

“O Território Criativo é um programa estratégico de formação e estímulo ao empreendedorismo cultural que pretende qualificar agentes para a retomada econômica e desenvolvimento de negócios criativos e sustentáveis”, aponta a subsecretária avisando que, em 2022, o Território Criativo vai capacitar no mínimo, 650 empreendedores culturais, com investimento total de R$ 540 mil.

 

Assessoria de Comunicação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Ascom/Secec)

E-mail: comunicacao@cultura.df.gov.br