Governo do Distrito Federal
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16/05/19 às 16h03 - Atualizado em 16/05/19 às 16h58

Secec apresenta diagnóstico de equipamentos culturais

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A Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF apresentou em entrevista coletiva, nesta quinta-feira (16), no Centro de Dança, um diagnóstico sobre a situação dos equipamentos culturais que estão sob a gestão da pasta. Na ocasião, o secretário Adão Cândido e o subsecretário do Patrimônio Cultural Cristian Brayner apresentaram os principais enfrentamentos na atual gestão e sugeriram soluções para a revitalização e bom funcionamento de cada espaço.

 

Após estudo elaborado pela Subsecretaria do Patrimônio Cultural (Supac) e pesquisa feita com os servidores lotados nos equipamentos, foi feito um diagnóstico para promover melhorias em todas as edificações, garantindo que elas possam atender à comunidade de acordo com suas competências.

 

O levantamento abrange 21 dos 24 equipamentos culturais: Memorial dos Povos Indígenas, Centro Cultural 3 Poderes(Panteão da Pátria, Espaço Lúcio Costa e Museu da Cidade), Complexo Cultural de Planaltina, Biblioteca Nacional de Brasília, Museu Nacional da República, Concha Acústica, Polo de Cinema e Vídeo do DF, Museu de Arte de Brasília, Casa do Cantador, Centro de Dança, Museu Vivo da Memória Candanga, Complexo Cultural Samambaia, Museu do Catetinho, Biblioteca Pública de Brasília, Espaço Cultural Renato Russo, Cine Brasília, Teatro Nacional Claudio Santoro e Galeria Athos Bulcão.

 

De acordo com as análises feitas durante as visitas realizadas pela equipe técnica da Secec, quase todos os espaços enfrentam problemas de manutenção e infraestrutura como problemas nos banheiros, falta de sinalização, rampas de acesso e infiltrações, por exemplo. Alguns equipamentos também sofrem com falta de mobiliário ou mobiliário inadequado e falta de normatização.

 

Durante a coletiva, Cândido pontuou sobre os principais enfrentamentos, soluções para cada equipamento e listou prioridades. “A falta de manutenção dos equipamentos coloca em risco a segurança e o conforto dos servidores que trabalham ali diariamente e dos próprios visitantes”, declarou.  Em alguns casos, o líder da pasta anunciou que a maioria as medidas para melhoria das instalações já estão em curso.

 

Decorrente da falta de uma política contínua de preservação, muitas das zonas culturais ficaram em situação de abandono, com significativas depredações, prejudicando os servidores e dificultando a promoção de cultura para a população do DF. O subsecretário do Patrimônio apresentou todo o estudo e mostrou fotos de todos os equipamentos, apontando as reais necessidades de cada um. “Este exercício nos permitiu estabelecer ações e prioridades de ação”, disse.

 

Para Brayner, os principais enfrentamentos para pasta atual são a conclusão das obras dos espaços fechados como o Teatro Nacional, Museu de Arte de Brasília (MAB), Complexo Cultural de Planaltina e o Complexo Cultural de Samambaia, além da iniciação de um projeto para obra para o Polo de Cinema do DF, que se encontra abandonado. Para o Museu de Arte, uma das novidades para a continuidade da obra, será a elaboração de projeto para contemplar a arte e design do DF, com reserva técnica, laboratório de conservação e restauro.

 

Considerada como símbolo tradicional da cultura nordestina, a Casa do Cantador contará com um projeto de revitalização, incluindo um acervo especializado em literatura de cordel e regionalista para a biblioteca, além de criação de camarim e primeiro estúdio público e gratuito de gravação de música do DF.

 

O subsecretário ressaltou que a Secec tem como prioridade promover políticas de democratização de todos os espaços, e que para isto está em busca de parcerias privadas e emendas parlamentares para a conclusão das obras em andamento. Além disso, o uso de instrumentos de fomento como o Fundo de Apoio à Cultura (FAC) para ocupação dos equipmenteos com programação de qualidade.

 

Ele também explica que há um esforço da Secec em atualizar o conteúdo dos espaços, tornando-os mais atrativos e funcionais. “Precisamos adequar a comunicação dos espaços, trazer uma linguagem inclusiva e diversificada, para dialogar melhor com nossos públicos”, conclui.

 

Apresentação dos equipamentos (arquivo em powerpoint, com desafios e soluções)