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18/12/20 às 10h56 - Atualizado em 18/12/20 às 12h34

“Rosas do Asfalto” faz relato delicado do trabalho sexual de pessoas idosas

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Texto: Loane Bernardo. Edição: Guilherme Lobão (Ascom Secec)

 

18/12/2020

11:00:00

 

“Rosas do Asfalto” relata de modo humanizado a vida de pessoas da terceira idade que vivem do trabalho sexual. No filme, cinco mulheres e uma travesti contam suas histórias de violência, abandono, preconceito, superação e sonhos. O trabalho, digno como qualquer outro, não tem dia nem horário, mas garante o sustento de filhos, netos e bisnetos. O documentário com relatos sobre a experiência de envelhecer no mercado sexual, onde o corpo é moeda de troca, concorre à Mostra Brasília de Curta-metragem da 53ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que pode ser acessada na Plataforma Canais Globo.

 

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Percorrendo todos os desafios enfrentados pelas personagens, de maneira simples, sem julgamentos, o filme dirigido por Daiane Cortes fala ainda de fé, coragem, amor, mas, sobretudo, de pessoas que só querem um lugar para viver em paz, como qualquer outro trabalhador. Algumas estão no salto, com roupas justas e pernas de fora; outras, de calça e camiseta, passam despercebidas pelas ruas. Mas uma coisa elas têm em comum: sentadas em bancos de praças ou em pé nas ruas de prostituição, as rugas e as dores no corpo não as impedem de disputar clientes com as profissionais mais jovens, destacando até a preferência de público.

 

Daiane conta que “Rosas do Asfalto” nasceu de uma observação de quando trabalhava como repórter de TV. Durante uma pauta na Praça do Relógio, em Taguatinga, uma cena chamou a atenção: senhoras que beiravam os 60 anos e até mais, todas com roupas simples, algumas de saias compridas, cabelos brancos, conversavam com homens que se aproximavam dos bancos da praça. “O filme traz dois grandes preconceitos sociais: a prostituição e a velhice. Elas são discriminadas por serem mulheres idosas, e que se ‘vendem’”, completou.

 

O filme tem trilha sonora toda feita por artistas do DF. As canções interpretadas pelo cantor Raidan Piratão foram compostas por músicos da cidade. As músicas deram vida às seis personagens de “Rosas do Asfalto”, como a que diz assim: “O espelho não reflete a imagem do que já passou”.

 

Jornalista, roteirista e diretora com longa experiência em televisão, Daiane já produziu e dirigiu diversas séries e foi premiada em dois documentários. Ela destaca o Festival de Brasília como um dos mais importantes do país. “É uma boa notícia para todos do audiovisual do país inteiro que trabalharam nos seus filmes esperando essa disputa, esse momento e esse reconhecimento”, relatou.

 

Assessoria de Comunicação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Ascom/Secec)
E-mail: comunicacao@cultura.df.gov.br