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6/10/22 às 12h30 - Atualizado em 6/10/22 às 12h30

Prêmio Candango de Literatura anuncia premiados no dia 21/9

Edição: Ascom Secec

8/9/2022

10:30

 

A importância dos prêmios literários é inquestionável – e incomensurável. Os prêmios fazem muito pela carreira dos vencedores, podem significar a porta de entrada para autores desconhecidos ou a consagração para quem já está na estrada há mais tempo. No próximo dia 21/9, Brasília vai conhecer os premiados do Prêmio Candango de Literatura que, em sua primeira edição, já se afirma como um dos mais relevantes do Brasil. A solenidade acontece no Teatro Plínio Marcos do Eixo Cultural Ibero-americano, a partir das 19h30, e contará com o show “Rizoma”, do cantor e compositor Lenine acompanhado de seu filho, o músico e produtor musical Bruno Giorgi, e com o espetáculo cênico-musical “Floripes”, que reúne a atriz Adriana Nunes e o mestre violonista Manassés de Sousa.

 

Na cerimônia, que será apresentada por Adriana Nunes, com seu parceiro de Cia de Comédia Os Melhores do Mundo, Adriano Siri, estarão presentes o secretário de Cultura e Economia Criativa do Governo do Distrito Federal, Bartolomeu Rodrigues, o curador do prêmio, o célebre escritor Ignácio de Loyola Brandão, integrantes do Instituto Cultural Casa de Autores, como o presidente da entidade, Maurício Melo Jr, e vários outros autores. A solenidade será reservada para convidados, com transmissão ao vivo pelo perfil do prêmio no Instagram, mas parte dos ingressos será disponibilizada ao público (mais informações nas redes sociais do prêmio).

 

PRIMEIRO CANDANGO DE LITERATURA

Instituído pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, com gestão do Instituto Cultural Casa de Autores, o I Prêmio Candango de Literatura atraiu inscrições de autores de seis países: Angola, Brasil, Cabo Verde, Macau, Moçambique e Portugal. Foram 2 mil inscritos, dos quais 1.465 se habilitaram a concorrer a R$ 180 mil em prêmios.

 

O número de inscrições surpreendeu até mesmo o curador, o escritor Ignácio de Loyola Brandão, um veterano em concursos literários. “Eu me espantei, depois foi uma sensação de júbilo. Olhem que já participei de concursos neste Brasil! De todo tipo e gênero”, declara. “Esse número significa que a produção não para, que as pessoas que escrevem, ansiosas mais do que nunca, buscam expandir a indignação, a revolta, a alegria, a necessidade de se comunicar por meio da escrita. Não fosse uma loucura gostaria de ler tudo. Deve ter coisas surpreendentes”.

 

Para o secretário Bartolomeu Rodrigues, “o Candango de Literatura é hoje o mais importante prêmio literário do País”. Segundo ele, essa primeira edição “superou todas as expectativas pela quantidade e qualidade de participantes do Brasil e demais países de língua portuguesa. Podemos prever, sem margem de erro, que o Prêmio Candango de Literatura é uma política pública que veio para ficar no calendário literário internacional”.

 

Segundo o escritor Maurício Melo Jr, o Prêmio ganhou uma dimensão muito grande e meritória para uma primeira edição. “Tivemos inscrições de vários países de língua portuguesa e de autores importantíssimos, o que dá credibilidade ao prêmio. O apoio dessa comunidade, por si só, dá relevância a ele”, afirma, salientando a importância de uma premiação que privilegia a língua portuguesa. “É a ferramenta do nosso trabalho”.

 

O I Prêmio Candango de Literatura contempla as categorias de Melhor Romance, Melhor Livro de Poesia, Melhor Livro de Contos, Melhor Livro de Autor Residente no Distrito Federal (Prêmio Brasília), Melhor Capa e Melhor Projeto Gráfico, além de dois projetos de incentivo à leitura, um para o público em geral e outro para pessoas com deficiência.

 

Os vencedores nas categorias Romance, Poesia, Contos e Prêmio Brasília recebem, cada um, R$ 30 mil. Já as categorias Capa e Projeto Gráfico ficam com prêmios no valor de R$ 12 mil, e os prêmios de incentivo à leitura ganham R$ 15 mil cada.

 

LENINE

De acordo com os filósofos pós-modernos Gilles Deleuze e Felix Guattari, “rizoma” é a possibilidade de abertura do pensamento, o que remete à expansão das raízes de uma planta. Não à toa, Lenine e Bruno Giorgi (filho do cantor e compositor pernambucano e elogiado engenheiro de som) tomaram o conceito como inspiração para batizar o show em que estão juntos no palco.

 

A ideia que deu início ao show Rizoma vem de um período pré-pandêmico, quando Lenine e Bruno Giorgi começaram a experimentar outra maneira de reproduzir as canções. “Rizoma surgiu de todos os incômodos e sentimentos causados pela pandemia. Foi o estímulo necessário para que eu pudesse retomar o prazer por tocar e Bruno foi essencial nesse processo”, comenta Lenine.

 

Capturando elementos das gravações originais, os dois transportam para o palco o ambiente sonoro de cada faixa, de cada projeto. No palco, Lenine assume o microfone e o violão, enquanto Bruno se reveza entre baixo, bandolim, teclados, voz e sampler.

 

O público pode esperar por um apanhado musical da história do artista pernambucano. Estão confirmadas composições como “Castanho” (Lenine e Carlos Posada), “Martelo Bigorna” (Lenine), “Leve e Suave” (Lenine), “O dia em que faremos contato” (Lenine e Braulio Tavares), “Tubi Tupy” (Lenine e Carlos Rennó), “Jack Soul Brasileiro” (Lenine), “Paciência” (Lenine e Dudu Falcão), dentre outras.

 

ESPETÁCULO FLORIPES

O romance “O Voo da Guará Vermelha”, da premiada escritora Maria Valéria Resende, inspira o novo trabalho da Cia Armorial na série Conte Lá que eu Canto Cá, dedicada a oferecer um novo olhar sobre o sertão. Floripes leva para o palco a história do pedreiro Rosálio e da prostituta Irene, que descobrem as sutilezas da cumplicidade e do amor pelos livros. Em cena, a atriz Adriana Nunes e o multi-instrumentista e compositor Manassés de Sousa.

 

A série Conte Lá que eu Canto Cá se propõe a reconectar os corações do público ao sentimento caipira, à pureza das conversas levadas nos quintais das casas do interior do Brasil, com toadas, contos e causos. A Cia Armorial já se apresentou na França, Portugal, Holanda, Estados Unidos, África do Sul, Moçambique e Brasil, em formatos diversos como shows em teatros, bailes, saraus e palestras-shows em universidades, como Harvard, MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), UMBoston e IFB Brasília.

 

No formato criado para o espetáculo Floripes, a companhia criada pelo músico Marcello Linhos contará com a participação especial do grande Manassés de Sousa, no violão. Cearense radicado em Brasília, Manassés é um dos maiores violonistas brasileiros, viveu na França e já tocou com nomes como Naná Vasconcelos, Luiz Gonzaga, Chico Buarque, Elba Ramalho e Paco de Lucia.

 

Adriana Nunes atua no teatro e na televisão, e é uma das fundadoras e integrante da Cia de Comédia Os Melhores do Mundo. Junto com os colegas da companhia protagoniza o longa Hermanoteu – O Filme, com produção da Warner Bross. Mantém um canal feminino de humor no YouTube, o Canal Cutículas, e participa do Movimento das Mulheres no Humor, o Mamacitas, que reúne 130 mulheres comediantes do país.

 

Serviço

Cerimônia de premiação do I Prêmio Candango de Literatura

Local: Teatro Plínio Marcos do Eixo Cultural Ibero-americano

Data: 21 de setembro de 2022

Horário: 19h30

Transmissão ao vivo pelo perfil do prêmio no Instragram – @premiocandangodeliteratura

Informações: www.premiocandangodeliteratura.com.br