Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
4/05/18 às 10h23 - Atualizado em 13/11/18 às 15h31

Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional apresenta 9ª Sinfonia de Beethoven

COMPARTILHAR

A Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro apresenta nesta segunda (7/5) e terça (8/5) o último concerto do Ciclo Beethoven (1770-1827), que lembra os 190 anos de morte do compositor alemão, completados em 2017. No programa, sob a regência do maestro Claudio Cohen, a obra mais aclamada de Beethoven, a Sinfonia nº 9.

Diferentemente dos demais concertos, que acontecem sempre no Cine Brasília, o encerramento do Ciclo Beethoven será no Auditório Master do Centro de Convenções Ulisses Guimarães, com capacidade para quase três mil pessoas. A entrada gratuita, por ordem de chegada.

 

 

O concerto fará jus à grande obra de Beethoven e terá proporção de superprodução, com a participação de três corais (Ad Infinitum e Adventista, de Brasília; e Coro Sinfônico de Goiânia) e quatro cantores líricos como solistas: Luísa Francesconi, Masami Ganev, Paulo Mandarino, Johnny França.

 

 

 

Ciclo Beethoven

Com o Ciclo Ludwig Van Beethoven, a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional, sob a regência do maestro Claudio Cohen, fez um panorama sobre a obra do compositor. Durante todo o ano de 2017, foram executadas nove sinfonias, cinco concertos para piano e orquestra, concerto para violino, aberturas sinfônicas e outras obras-primas de Beethoven.

Ludwig Van Beethoven viveu no fim do século 18 e início do século 19, durante a Revolução Francesa e a Era Napoleônica, período de transição do Classicismo para o Romantismo.

 

Confira aqui a agenda de maio da Orquestra Sinfônica 

 

 

PROGRAMA CONCERTO BEETHOVEN

Sinfonia nº 9 (Beethoven)

I- Allegro ma non tropo, um poco maestoso
II- Scherzo: Mosto vivace – Presto
III- Adagio molto e cantabile – Andante Moderato
IV- Presto – Presto Assai
Solistas: Luísa Francesconi (Mezzo-Soprano), Masami Ganev (Soprano), Paulo Mandarino (Tenor), Johnny França (Barítono)

 

SOBRE A OBRA:

A Sinfonia nº 9 de Ludwig van Beethoven estreou em 1824 no Teatro da Corte Imperial e Real de Viena. Muitos a consideram a primeira grande sinfonia da História da Música. Com efeito, foi uma das obras orquestrais mais influentes ao longo de todo o século XIX. Apresenta uma complexidade formal sem precedentes, uma orquestração que apontava novos horizontes criativos, uma tal ousadia no que respeita às premissas artísticas e ideológicas, que assume uma dimensão verdadeiramente. Beethoven tinha completado a Sinfonia nº 8 havia já doze anos.

Apesar de os gostos musicais do público de Viena (assim como de toda a Europa) terem sido reorientados naquela época para o gênero operístico italiano, em particular para as óperas de Rossini, mantinha-se um inestimável respeito pela figura do compositor alemão. O anúncio de um concerto com novas obras da sua autoria era suficiente para incendiar expectativas. Beethoven vivia em Viena havia mais de três décadas e soubera sempre conquistar os favores de algumas das personalidades mais influentes.

Aos 54 anos (uma idade bastante avançada naquele tempo), já completamente surdo, tinha-se isolado praticamente do mundo exterior. Ainda assim, quando manifestou vontade de estrear esta mesma sinfonia na cidade de Berlim, dezenas de figuras notáveis vienenses não hesitaram em publicar uma carta rogando que não o fizesse. Beethoven consentiu, promovendo ele próprio a organização do concerto.

 

Relatos da época não deixam dúvidas de que a recepção foi entusiástica, aludindo inclusivamente ao episódio em que o compositor permaneceu absorto depois de a obra terminar, por não se aperceber de que a plateia o aplaudia efusivamente por detrás. Será possível, no entanto, adivinhar que a interpretação não tenha sido imaculada, considerando a dificuldade da partitura, para lá da circunstância de a orquestra e o coro incluírem um grande número de amadores e de terem havido somente dois ensaios em conjunto, com coro, solistas e orquestra. O carisma do nome do autor, a empolgação do segundo movimento, o lirismo do terceiro e o fervor épico do final terão sido bastantes. No entanto, a sua verdadeira dimensão só se descobriria mais tarde.

 

Ao longo dos tempos, cada vez que é interpretada, a Sinfonia n] 9 de Beethoven revela sempre algo de novo. Desde o início na sua dimensão musical intrínseca, sendo fascinante acompanhar o desenrolar das soluções criativas, até nos mais insignificantes detalhes. Por outro lado, transmite uma profunda reflexão filosófica moral e espiritual acerca da natureza humana. Como se nos mostrasse o caminho desde as trevas ao esplendor da existência, o seu lugar transcende a condição de uma obra artística. Soergue-se como um monumento da Humanidade.

 

 

SOBRE OS CORAIS:

 

Coro Sinfônico de Goiânia – Fundado em outubro de 1999, o Coro da Fundação Orquestra Sinfônica de Goiânia é formado por 44 vozes masculinas e femininas. O repertório contempla desde obras corais à cappella a grandes obras corais-sinfônicas, com o objetivo de valorizar a literatura coral brasileira, ao lado do repertório internacional.

 

Coral Adventista de Brasília – Criado em 1972, o Coral Adventista de Brasília, além de atuar nos cultos da Igreja Adventista, participa de concertos com a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional desde a gestão do maestro Cláudio Santoro. Já cantou em concertos no Brasil, Argentina e Estados Unidos. Em 2015 cantou O Messias, de Handel, no Carneggie Hall de Nova York sob a regência do maestro Jonathan Griffith. Atualmente tem como regente o maestro Eldom Soares.

 

Coral Ad Infinitum – Criado em 2018, é formado por pessoas da comunidade que já possuem grande experiência em canto coral. Teve sua estreia com sucesso junto à Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional em fevereiro, cantando a Sinfonia Indiana do compositor Dr. L. Subramaniam. Tem como regentes os maestros Eldom Soares e Paulo Vieira.

 

 

SOBRE OS SOLISTAS

Luísa Francesconi (mezzo-soprano) – Dotada de um belo timbre de mezzo-soprano lírico, Luisa Francesconi estudou em Brasília e aperfeiçoou os seus estudos com Rita Patané, em Milão. Destaca-se no repertório rossiniano, mozartiano e também no repertório barroco, em personagens como Giulio Cesare (Haendel), Griselda (Vivaldi), além de vasto repertório de concerto. Tem se apresentado nos principais teatros latino-americanos, portugueses e italianos.

Masami Ganev (soprano) – Natural do Japão. Iniciou estudo de piano aos 6 anos de idade com Tomie Takahashi. Recebeu menção honrosa no Concurso Internacional de Canto Lírico na cidade de Trujillo, Peru(2010). Foi semifinalista no Concorso Lírico Internazional Città di Ferrara, Italia (2012) e no Concorso Lírico Umberto Giorndano de Lucera, Italia (2015). Cantou, entres outras, com a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo e Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. (https://www.concertato.com.br/massami-ganev)

Paulo Mandarino (tenor) – Com sólida formação musical, destaca-se no cenário lírico como intérprete de personagens que vão do clássico ao verismo. Ganhador da Bolsa Virtuose, concedida pelo Ministério da Cultura a profissionais consagrados, estudou na Accademia Lirica Italiana, em Milão, com o tenor Pier-Miranda Ferraro. Apresentou-se em concertos nas cidades de Paris, Milão, Roma, Viena e Budapeste. (https://www.artematriz.com.br/paulo-mandarino)

Johnny França (barítono) – Barítono brasileiro, é vencedor do 12º e 14º Concurso Brasileiro de Canto Maria Callas com o prêmio de interpretação do personagem “Fígaro” em “IL Barbiere di Seviglia G. Rossini e La bohème de G. Pucinni. É formado pela Faculdade Mozarteum de São Paulo e participou da Academia de Ópera Theatro São Pedro e do Ópera Studio da Escola de Música do Estado de São Paulo, EMESP. (https://www.artematriz.com.br/johnny-franca)

SERVIÇO:

 

CONCERTO CICLO BEETHOVEN – NONA SINFONIA

Data: 7 e 8 de maio (segunda e terça), às 20h
Local: Centro de Convenções Ulisses Guimarães, Auditório Master

Entrada gratuita por ordem de chegada