Governo do Distrito Federal
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18/05/18 às 17h08 - Atualizado em 13/11/18 às 15h07

Oficinas e Mesa Redonda encerram Maio da Diversidade

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O Maio da Diversidade Cultural segue promovendo atividades culturais e formativas. As últimas ações da programação incluem oficinas dos Prêmios Brasília Junina e Cultura e Cidadania e a mesa redonda Diálogos sobre 1988 – Memórias e histórias das lutas negras no Distrito Federal.

 

Com o lançamento dos Prêmios Cultura e Cidadania, a Secretaria de Cultura tem realizado oficinas para tirar dúvidas e explicar o processo de inscrição em cada categoria dos editais. Parte da programação do Maio da Diversidade Cultural, as oficinas já estão acontecendo, e seguem até o dia 29 de maio. Fechando a programação, na terça (29) acontecerá a mesa redonda “Diálogos sobre 1988 – Memórias e histórias das lutas negras no Distrito Federal” no auditório da Biblioteca Nacional da República, das 14h30 às 20h.

 

A atividade é uma ação-piloto voltada a impulsionar o desenvolvimento de projetos de iniciação científica e extensão universitária vinculados ao Departamento de História da Universidade Brasília, interessados nas trajetórias de ativistas e entidades dos Movimentos Negros na região da capital federal e das regiões administrativas.

 

Em 2018, completam-se 130 anos da abolição da escravidão e 30 anos da chamada “Constituição Cidadã” brasileira. No transcurso das últimas décadas, numa tensa e fina sintonia, ao tempo em que os movimentos sociais estruturaram protestos contra o que chamavam de “farsa da abolição” e descontruíam o “mito da democracia racial” no cotidiano, passou também a se dar na academia uma contínua revisão sobre as trajetórias das populações negras na história do Brasil.

 

Trata-se de um processo em que se forjaram, realizaram e se frustraram muitas expectativas sobre a democracia e cidadania no país; em que sujeitos e espaços foram sendo acomodados em papéis de protagonistas, coadjuvantes ou nem mesmo mantidos em cena. A despeito de e por força de intenções e gestos, produziram-se filtros de memória que inegavelmente têm afetado a forma como muitas pessoas se relacionam hoje com esse passado recente.

 

No que diz respeito às lutas antirracistas vivenciadas no Distrito Federal, observa-se uma perigosa lacuna acerca do reconhecimento/esquecimento da importância de indivíduos e grupos que tornaram possíveis até mesmo a realização de ações de impacto nacional, a exemplo da Convenção Nacional do Negro pela Constituinte (1986) e as Marchas Zumbi dos Palmares contra o Racismo, pela Cidadania e a Vida (1995 e 2005), entre outros atos mais ou menos circunscritos à vida local.

 

À luz da importância da memória e da história para o pleno exercício da cidadania, a realização da mesa redonda “Diálogos sobre 1988 − Memórias e histórias das lutas negras no Distrito Federal”, na Biblioteca Nacional de Brasília, figura como uma ação-piloto voltada a impulsionar o desenvolvimento de projetos de iniciação científica e extensão universitária vinculados ao Departamento de História da Universidade Brasília, interessados nas trajetórias de ativistas e entidades dos Movimentos Negros na região da capital federal e das regiões administrativas.

 

Sob a orientação da professora doutora Ana Flávia Magalhães Pinto, a ação a ser realizada em parceira com a Subsecretaria de Cidadania e Diversidade Cultural da Secretaria de Cultura do Distrito Federal, volta-se a favorecer o debate público sobre os dois marcos político-histórico-sociais anteriormente citados a partir das experiências de quatro intelectuais-ativistas negras/os atuantes na luta contra o racismo no Distrito Federal ao longo das últimas três décadas, a saber:

 

– Edson Lopes Cardoso: Diretor do Ìrohìn − Centro de Documentação, Comunicação e Memória Afro-Brasileira, mestre em Comunicação Social pela UnB, Doutor em Educação pela USP, ex-militante do MNU, 68 anos.

– Lydia Garcia – primeira professora de música da Secretaria de Educação do Distrito Federal, “militante histórica” do Movimento Negro, como faz questão de afirmar, 80 anos.

– Maria das Graças Santos – Graduada em Psicologia pela UnB, fundadora do salão de beleza Afro Nzinga, ex-militante do MNU-DF.

– Maria Luiza Júnior – Graduada em Comunicação Social na UnB e mestre em História na USP, ex-militante do MNU-DF, 64 anos.

– Ana Flávia Magalhães Pinto: Doutora e pós-doutora em História pela Unicamp (2014 e 2017), mestre em História pela UnB (2006); bacharel em Jornalismo pelo UniCEUB (2001); e licenciada em História pela Unip (2017). É professora adjunta da área de Teoria e Metodologia do Ensino de História do Departamento de História da UnB. Desde a primeira graduação, desenvolve pesquisas articulando conhecimentos das áreas de História, Comunicação, Literatura e Educação, com ênfase em: atuação político-cultural de pensadores/as negros/as, imprensa negra, abolicionismos e experiências de liberdade e cidadania negras no período escravista e no pós-abolição no Brasil e em outros pontos da Diáspora Africana. A partir de sua atuação como consultora da Unesco na Secad/MEC, entre 2004 e 2006, na coordenação editorial de volumes da Coleção Educação para Todos, tem se dedicado à pesquisa e à produção de material de apoio à implementação da Lei n. 10.639/2003. É autora e co-organizadora de livros, artigos acadêmicos e para mídias sociais. Integra a equipe do blog Conversa de Historiadoras, bem como os Laboratórios de Ensino de História (Labeh) e de História Social, da UnB. É atualmente coordenadora nacional do GT Emancipações e Pós-Abolição da Anpuh (2017-2019).

 

Serviço

 

Oficinas Prêmios

 

23 de maio
10h às 12h – Brasília Junina

Sala Pompeu de Sousa

 

28 de maio

Oficinas Prêmio Cultura e Cidadania

10h às 12h – Equidade de Gênero na Cultura e Cultura LGBTI

Sala Pompeu de Sousa

 

29 de maio
Oficinas Prêmio Cultura e Cidadania

10h às 12h – Culturas Populares saberes e fazeres das culturas populares tradicionais e Culturas Ciganas

15h às 17h – Culturas Afro-brasileiras e Cultura Hip Hop

Sala Pompeu de Sousa

 

30 de maio
Oficinas Prêmio Cultura e Cidadania

10h às 12h – Arte Inclusiva e Acessibilidade Cultural

15h às 17h – Cultura Indígena

Sala Pompeu de Sousa

 

Diálogos sobre 1988 – Memórias e histórias das lutas negras no Distrito Federal

 

29 de maio

Diálogos sobre 1988 – Memórias e histórias das lutas negras no Distrito Federal

Auditório da Biblioteca Nacional da República

14h30 às 20h