Governo do Distrito Federal
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19/12/20 às 9h48 - Atualizado em 19/12/20 às 9h49

O cinema como ferramenta para o desenvolvimento infantil

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Texto: Vanessa Castro. Edição: Guilherme Lobão

 

19/12/2020
09:48:00

 

Com mediação da atriz, preparadora de atores e diretora Luciana Martuchelli, a mesa de debate “Infância e Futuro no Distrito Federal”, do 53º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, abordou o universo cinematográfico e seu viés social, político, artístico e educativo para o desenvolvimento das crianças e adolescentes.

 

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Pablo Ravi, integrante da banda brasiliense Pé de Cerrado e diretor do documentário “Curumins”, em competição na Mostra Brasília, falou sobre o processo de produção junto a crianças indígenas e como o cinema é uma ferramenta sensível e exponencial para divulgar esse universo.

 

“No Xingu, elas ficavam o tempo inteiro em cima da gente, era uma delícia. Como também somos músicos, tinha muita música e brincadeira. Foi uma convivência deliciosa, o que nos permitiu imagens lindíssimas, pois elas estavam se divertindo de verdade. Precisamos mostrar às crianças o universo indígena e a importância da natureza”, atestou.

 

Também com seu curta na Mostra Brasília, a cineasta Letícia Castanheira também transformou o cinema em um veículo para lançar um olhar para a infância. Nesse caso, a diretora de “Eric” lança um olhar materno para a Síndrome de Down. “Quando surgiu essa oportunidade foi um desafio muito marcante. Pegamos dinheiro emprestado com muita gente. Foi uma produção feita sem recursos, mas com muita humanidade e que passasse verdade”, disse Letícia.

 

David Murad, diretor e roteirista de “Do Outro Lado”, também no pleito da Mostra Brasília, conta a história de um garoto que nunca saiu de sua realidade em uma trama de medo, desejo pelo desconhecido cruzando as fronteiras das incertezas da vida. Para Murad a arte e o esporte são vistos como escapes contra as drogas ou violência, quando na verdade são direitos essenciais. “É uma oportunidade, de profissão e de vida. Infelizmente há o descaso e o abandono do governo em relação a tudo isso, nem educação básica temos direito”, contextualizou.

 

Amanda Fernandes, produtora executiva de “Algoritmo”, curta também brasiliense cuja produção fora integralmente captada através do celular, reforça a vocação da arte para a construção do pensamento crítico. Em seu filme, que fala sobre como o governo controla e investiga a vida da população através das redes sociais, tendo como protagonista a jovem estudante de veterinária Nicole, ela busca provocar justamente isso.

 

“Acredito que seja este o papel do artista: trazer ao público uma nova perspectiva. A criança, o jovem não são uma tábula rasa. É preciso chamar a atenção para a exposição tecnológica e todo esse movimento que eles produzem no mundo digital”, conclamou.

 

Assessoria de Comunicação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Ascom/Secec)
E-mail: comunicacao@cultura.df.gov.br