Governo do Distrito Federal
16/01/22 às 17h29 - Atualizado em 21/01/22 às 14h16

Nota de Pesar/ Françoise Forton, atriz

Texto e edição (Ascom/Secec)

16.01.22

17:00:00

 

Ouça o resumo da notícia:

 

A Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) lamenta a morte precoce da atriz Françoise Forton, aos 64 anos, talento e cria de Brasília, que viveu na capital entre os anos 1970 e 1980, sendo uma das alunas da primeira turma de Dulcina de Moraes. Era apontada como o xodó da mestra.

 

No ano passado, no aniversário do Cine Brasília (22.4), a atriz participou de uma das lives do Festival Gira Cultura, da Secec, sobre o filme “Dulcina”, de Glória Teixeira, que lhe consagrou com o Candango de Melhor Atriz.

 

Confira a live

 

“Estava emocionado nesta live diante de uma das melhores atrizes de sua geração. Por onde Françoise Forton ia, exaltava a importância de ter vivido em Brasília”, lembra-se o secretário, Bartolomeu Rodrigues.

 

Françoise se dizia candanga e brasiliense de coração. Começou a trabalhar com teatro e balé ainda com 8 anos. Aos 10, fez o primeiro curta-metragem. Teve como tutora uma das maiores atrizes deste país, Glauce Rocha.

 

“O meu primeiro longa-metragem, Marcelo Zona Sul, de Xavier Oliveira, foi lançado no Cine Brasília. Estive diversas vezes no Festival de Brasília, entregando prêmios, concorrendo e assistindo. É a minha casa”, escreveu a atriz, recentemente, nas redes sociais.

 

 

 

Françoise fazia questão de ser uma memória viva de Dulcina de Moraes. Em 2011, veio a Brasília, no projeto de teatro-documentário “Mitos do Teatro Brasileiro”, ao lado da colega Nicette Bruno e dos atores Jones Schneider e Luciana Martuchelli, dar o seu testemunho sobre a vivência com aquela que foi considerada a mais importante atriz dos palcos enquanto esteve viva. Fez uma participação emocionada para um Centro Cultura Banco do Brasil lotado.

 

“Falar de Dulcina é falar de paixão, profissionalização, dedicação e amor ao teatro”, destacou.

 

Françoise Forton enfrentava um câncer e estava internada havia quatro meses. No último aniversário de Brasília, ela postou, nas redes sociais:

 

“Brasília, terra que amo que preenche minha vida com ótimas lembranças, que você seja sempre respeitada, amada, cuidada, que a natureza seja preservada e sua história não seja deturpada”, escreveu.

 

Françoise alcançou a fama nacional ao estrelar em 1976 a novela “Estúpido Cúpido”, de Mário Prata, Na trama, ela viva Maria Tereza, uma jovem do interior que ganhava a cobiçada coroa de Miss Brasil.

 

 

Assessoria de Comunicação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Ascom/Secec)

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