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7/03/22 às 17h06 - Atualizado em 23/03/22 às 20h41

Mulheres crescem na Orquestra Sinfônica

Texto: Alexandre Freire /Edição: Sérgio Maggio (Ascom Secec)

08/03/2022

14:45:34

 

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A Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro (OSTNCS) tem 28% de mulheres em sua composição de instrumentista. Esse número cresceu no último concurso público de 2014 e reflete um caminho para a conquista futura de equidade de gênero. Esse anseio é compartilhado pelas musicistas que integram nesta terça-feira (8.3) apresentação, às 20h, no Cine Brasília, em noite que homenageia às mulheres.

 

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Arquivo Pessoal

“O 8 de março representa em todo o mundo as conquistas sociais, políticas e culturais das mulheres e é visto como símbolo de resistência e luta por equidade de gênero”, destaca a violoncelista Larissa Mattos.

 

A violoncelista Larissa Mattos faz questão de relembrar as relações históricas que envolvem o trágico 8 de março de 1857 em que operárias morreram em Nova York num incêndio em fábrica onde foram trancadas por protestar contra baixos salários e a jornada excessiva de trabalho.

 

“Hoje, 165 anos depois, ainda existem condições desiguais de oportunidades e de salários”, pontua.

 

 

 

A musicista aponta também que o aumento do número de mulheres nas sinfônicas só se deu a partir da prática de que audições em concursos acontecessem atrás de biombos e sobre tapetes (para abafar o ruído de saltos) a fim de evitar a identificação do gênero. Critica ainda o uso do termo “maestrina” em lugar de maestra, para ser referir às regentes, por ser uma palavra com conotação pejorativa em espanhol.

 

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Renata Menezes

A clarinetista da OSTNCS Renata Menezes afirma que, no universo da música clássica, a mulher tem tido muitas conquistas, aumentando gradativamente a sua presença.

 

“Pelo pouco tempo em que as mulheres tiveram a liberdade de trabalhar, correr atrás dos seus sonhos, vemos que ela vem rompendo com muita categoria e profissionalismo”.

 

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Mariana Costa

A violista Mariana Costa Gomes referenda o pensamento de suas colegas na orquestra: “a caminhada por direitos iguais ainda será longa. O predomínio é de homens, especialmente nos naipes de metal e percussão. A música clássica ainda é permeada por uma ideologia ligada às suas origens, na qual predominam valores de uma cultura europeia, branca, patriarcal e capitalista”.

 

Assessoria de Comunicação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Ascom/Secec)

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