Governo do Distrito Federal
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24/11/19 às 14h25 - Atualizado em 25/11/19 às 16h16

Mostra Território Brasil marca segundo dia do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

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Estreante no Festival de Brasília de Cinema Brasileiro, a Mostra Paralela “Território Brasil” começou neste sábado (23), no Museu Nacional da República. Acolhendo as expectativas dos expectadores da sétima arte, a mostra tem como principal objetivo, integrar todas as culturas regionais das regiões brasileiras. Como o Distrito Federal já acolhe vários sotaques e costumes em um só lugar, a Território Brasil abriu o festival com produções que provocaram o público a pensar sobre as questões culturais e sociais do país.

 

Abrindo a mostra, o público assistiu “O Buscador”, uma produção do Rio de Janeiro, dirigida pelo ator e diretor Bernardo Barreto. O filme contou uma história de enfrentamento ao passado, em uma narrativa que envolve sustentabilidade, amor livre, em conflito com uma vida luxuosa, cercada por escândalos por corrupção política. O longa metragem de ficção, marca a estreia de Bernardo como realizador e diretor cinematográfico.

 

A segunda sessão da tarde foi a produção do Distrito Federal “Servidão”. Na condição de anfitrião por ser uma produção brasiliense no festival, o documentário de Renato Barbieri e Neto Borges emocionou o público com a situação de milhares de brasileiros, que vivem e trabalham como escravos até os dias de hoje. A produção local investigou a mentalidade escravagista da sociedade brasileira, onde pensam que estas atitudes acabaram com a assinatura da Lei Áurea.

 

O documentário que contém testemunhos de abolicionistas modernos e de trabalhadores rurais que foram vítimas da escravidão contemporânea provocou o público a repensar sobre questões muito próximas de suas realidades. De acordo com o realizador e diretor da obra, Renato Barbieri o sentimento de participar de um festival com essa produção é de imensa satisfação. “Estamos felizes em participar como estreantes do festival,principalmente por um feedback positivo e emocionado do público nesta tarde”, conta.

 

 

Para a expectadora da mostra e uma das atrizes de produções do FBCB, Shirley Cruz os filmes impactaram o público, os convidando a realizar um amplo processo de digestão. Cruz revela que se deparou com um modo muito claro que os diretores contaram histórias que estão presentes no cotidiano de todo cidadão brasileiro. “Esta mostra trouxe um conteúdo que estimulou sentimentos de reflexão e mudança, gerando empatia com os problemas do brasileiro. Estou saindo daqui com informação, após uma reflexão muito profunda e com vontade de agir.”, explica.

 

 

Por fim, o público aguardava ansiosamente pela reprise do longa que foi exibido na ocasião da cerimônia de abertura do festival a coprodução ítalo-brasileira “O Traidor”, de Marco Bellocchio. O filme que disputou a Palma de Ouro, em Cannes, tem Maria Fernanda Cândido no elenco e parte das filmagens realizadas no Rio de Janeiro.

 

De acordo com a expectadora que aguardava a sessão começar, a teóloga Nilza Oliveira, o Festival de Brasília é um dos eventos mais aguardados por ela, que prestigia todas as edições. “Eu amo cinema e o cinema brasileiro vem se destacando e ganhando espaço no mundo a cada ano. Acredito que o público tem uma participação importante e efetiva neste processo de valorização da sétima arte no Brasil”, pontua.