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15/12/20 às 0h08 - Atualizado em 18/12/20 às 16h19

Mostra Paralela On-line resgata históricos filmes brasileiros

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Texto e edição: Guilherme Lobão (Ascom/Secec)

15/12/2020

00:08:00

 

Daniel MarquesComo de tradição, o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro vai além das mostras competitivas, que prestigiam a mais recente e qualificada produção cinematográfica nacional. Dentre as muitas atividades, incluem-se formativas, mesas redondas e, para esta 53ª edição, especialmente, a Mostra Paralela On-line.

 

CLIQUE AQUI PARA ASSISTIR À MOSTRA

 

Serão 33 filmes, disponíveis para acesso gratuito pelo próprio site da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec), durante todo o período de duração do festival, de 15 a 20 de dezembro.

 

Sob a curadoria do cineasta e produtor audiovisual Cavi Borges, a Mostra Paralela pretende um resgate histórico da memória do cinema brasileiro, além de pinçar algumas obras da mais recente produção nacional. “A ideia é trazer ao público filmes que fizeram parte da história do festival, ou que foram censurados à época e também alguns que pudessem dialogar com as mesas de debate que teremos durante esta edição”, resume Borges.

 

Acesse:

Programação detalhada  

Linha do tempo do FBCB

Últimas Notícias FBCB

Como assistir ao 53º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

Programação paralela

 

Para o curador, o fator limitante da pandemia acabou por permitir a realização de uma mostra mais abrangente, uma vez que não terá os entraves logísticos para exibição em uma sala física. “Vejo como um instrumento potente de democratização do acesso a filme importantes. Muitos deles são filmes raros e não estão na internet. Temos diretores que criaram links especificamente para estar nesta mostra on-line”, diz.

 

Dentre as raridades mencionadas, há obras do diretor marginal Sylvio Lanna, como “Sagrada Família” (1970) e “Malandro, Termo Civilizado” (de 1982, mas finalizado somente em 2018); e de Maurice Capovilla, como “Bebel, Garota Propaganda” (1968), “O Profeta da Fome” (1970) e “Harmada” (2003), exibido originalmente no Festival de Brasília daquele ano.

 

Outro marco do cinema brasileiro e também do Festival de Brasília é “O País de São Saruê” (1971/1979), documentário de Vladimir Carvalho. A obra não só fora censurada e impedida de ser exibida, como também se tornara pivô do recrudescimento da opressão militarista pós-AI-5, resultando no cancelamento de três edições do festival.

 

Também há na seleção filmes de uma jovem geração de realizadores com forte influência do cinema de invenção brasileiro dos anos 1970, como Bruno Safadi (“O Sofá, 2019”) e Sinai Sganzerla (“A Mulher da Luz Própria”, 2019). Este último, documentário sobre a atriz e cineasta Helena Ignez feito pela sua filha, fora exibido na edição on-line no festival de REcine para 3 mil pessoas.

 

Segundo Cavi, produtor daquele festival, a edição on-line também permite um alcance maior dos filmes para o público. “Estamos no meio de uma supertransformação cultural e política. Temos que nos readaptar e nos reinventar”, atesta.

 

ASSISTA AOS FILMES DA MOSTRA

 

CONFIRA OS DETALHES DOS FILMES DA MOSTRA

 

“A Lenda de Ubirajara” – 1975 – de André Luiz Oliveira

 

Sinopse – Jaguarê é um famoso caçador da tribo dos “Araguaias”. Mas para tornar-se guerreiro precisa derrotar um poderoso inimigo. Ele parte para longe de sua aldeia em busca de  tal proeza e encontra Pojucã, feroz matador de gente, guerreiro da Nação Tocantins. Jaguarê precisa vencê-lo para tornar-se Ubirajara, o Senhor da Lança. Jaguaré vence Pojucã e entra na sua aldeia como amigo. Casa-se com Araci e posteriormente fica sabendo que ela é irmã de Pojucã a quem havia derrotado. A guerra entre as nações é inevitável. “A Lenda de Ubirajara” é uma estória romântica que mostra de maneira fantasiosa e romanceada, mas com rigor etnológico, o índio brasileiro antes do contato com o homem branco. O índio aculturado aparece de contraponto como o trágico retrato de uma cultura desaparecida.

 

O diretor – André Luiz Oliveira é diretor, roteirista, músico e musicoterapeuta. Seu primeiro longa, Meteorango Kid – o herói intergaláctico, filme contracultural e alinhado ao cinema marginal. Com Meteorango, André ganhou o prêmio do público do 5º Festival de Brasília (1969). Mudou-se para Brasília nos anos 1990. Em 1994 ganhou seis prêmios no 27º Festival de Brasília (incluindo os de melhor filme e de melhor direção), com o clássico Louco por Cinema. Dirigiu também filmes para contar a história de importantes figuras da cidade, como Cozinheiro do Tempo, sobre o artivista Bené Fonteles, e Zirig Dum Brasília, sobre o músico e compositor Renato Matos. Como músico, no ano de 2004 André gravou seu disco Mensagem 2.

 

“A Mulher de Luz Própria” – 2019 – de Sinai Sganzerla

 

Sinopse – “A Mulher da Luz Própria” é um documentário de longa-metragem sobre a atriz e diretora Helena Ignez. Helena Ignez é uma das principais personalidades femininas do cinema brasileiro. Inaugurou um novo estilo de interpretação e atualmente dirige filmes independentes. O filme é narrado pela própria atriz e possui imagens de arquivo e imagens atuais que ajudam a descrever parte da história do cinema brasileiro, o contexto político e sua trajetória.

 

A diretora – Sinai Sganzerla trabalha com produção de filmes e mostras de cinema há mais de 15 anos e é responsável pela produção, preservação e restauração de mais de 30 filmes que pertencem a sua produtora, Mercúrio Produções.
Seu primeiro filme como diretora e roteirista O Desmonte do Monte (2018) teve vasta procura nos cinemas do Rio de Janeiro. Em 2019 foi exibido no 31º Cinélatino, Rencontres de Toulouse, único documentário brasileiro em competição. O filme recebeu o Prêmio de Melhor Pesquisa no Arquivo em Cartaz – Festival Internacional de Cinema de Arquivo, 2018. Em 2020 foi selecionado nos festivais MADRIFF Madrid Indie Film Festival, BARCIFF Barcelona Indie Filmmakers Festival e Festival International Du Cinéma Numérique De Cotonou, Benin.
A Mulher da Luz Própria (2019) é o seu segundo documentário. O filme foi premiado na Mostra do Filme Livre – MFL 2020, recebeu Menção Honrosa no 15° Festival Tucumán Cine Gerardo Vallejo (Argentina, 2020), recebeu Menção Especial do Júri no Festival Internacional de Cine Austral – FICA (Argentina, 2020), recebeu o Prêmio de Melhor Atriz (para Helena Ignez), Prêmio de Melhor Desenho de Som (por Jesse Marmo e Vinícius Leal) e Menção Honrosa no Festival Guarnicê de Cinema e recebeu o Prêmio Especial Christian Petermann no DIGO – Festival Internacional da Diversidade Sexual e de Gênero de Goiás. Foi exibido no 41 Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano en La Habana (Cuba, 2019), 18th International Filmmor Women’s Film Festival, Istanbul (Turquia, 2020), SANFIC 16 Santiago International Film Festival (Chile, 2020), Porto Femme – International Film Festival (Portugal, 2020), FICVIÑA 2020 – Festival Internacional de Cine de Viña del Mar (Chile, 2020), 21º Festival do Rio, XV Panorama Internacional Coisa de Cinema (Salvador e Cachoeira), 8º Olhar de Cinema – Curitiba Int’l Film Festival e em outros importantes festivais.
Seu primeiro curta-metragem Extratos (2019) recebeu o Prêmio Especial do Júri no 29º Festival Curta Cinema – Rio de Janeiro International Short Film Festival, Menção honrosa do júri Cine França Brasil – 8º Curta Brasília Festival Internacional de Curta-Metragem e Prêmio Melhor Mini Documentário da 1ª Edição do Focus Doc Indie Film Festival (Califórnia, EUA 2020). Foi selecionado para a 9ª edición do Festival Primavera do Cine, Vigo (Espanha, 2020), exibido no 18th International Filmmor Women’s Film Festival, Istanbul (Turquia, 2020), 48º Festival de Cinema de Gramado, 31ª edição do Festival de Curtas de São Paulo – Curta Kinoforum e em outros importantes festivais de cinema.
Sinai Sganzerla foi escolhida para ser homenageada do REcine – Festival Internacional de Cinema de Arquivo 2020, com mais duas importantes diretoras, e com a exibição do filme A Mulher da Luz Própria na abertura do festival e exibição do filme O Desmonte do Monte e do curta metragem Extratos em sessão homenagem.
Sinai Sganzerla foi selecionada para a sessão Directoras en Foco dentro do Sanfic, Santiago Festival Internacional De Cine com mais cinco cineastas internacionais, que tiveram exibição em festivais de cinema de renome.

 

“A Noite do Espantalho” – 1974 – de Sérgio Ricardo

 

Sinopse – Em Nova Jerusalém, no sertão nordestino, quem manda é o Coronel Fragoso, dono de grande parte das terras, acreditando ser também dono dos nordestinos da região, oprimindo-os ao seu bel prazer. Nesse cenário violento onde o poder que fala mais alto é o poder da bala, o vaqueiro Zé Tulão e o jagunço Zé do Cão – braço direito do Coronel – disputarão o amor da mesma mulher.

 

O diretor – Sérgio Ricardo, nome artístico de João Lutfi, foi um músico, compositor e cantor brasileiro, tendo trabalhado também como ator e diretor de cinema. Participou de diversos movimentos culturais como Bossa Nova, Cinema Novo, Canção de Protesto e Festivais de Música Brasileira.

 

Bebel Garota Propaganda – 1968 – de Maurice Capovilla

 

Sinopse – Bebel (Rossana Ghessa) nasceu em um bairro popular de São Paulo e vem de uma família pobre. Devido à sua beleza é contratada por um astuto promotor de vendas, Marcos (John Herbert), para ser o símbolo de um novo sabonete a ser lançado. A imagem de Bebel chega ao topo do país através dos jornais, revistas, televisão e cartazes, e, com isso, ela encontra o sucesso e o dinheiro. Um dia, porém, a campanha acaba e Bebel tem de retornar ao ponto de partida.

 

O diretor – Maurice Capovilla é ator, roteirista, produtor e cineasta brasileiro. Estreou no cinema no início da década de 1960 realizando curta-metragens. A estréia em longas foi com o documentário Brasil Verdade e logo depois com Bebel, Garota Propaganda, talvez seu maior sucesso de público. Seu filme Meninos do Tietê (1963) foi eleito o melhor filme na 1ª Semana Latino-Americana de Cinema Documental, em Buenos Aires.

Outros filmes de destaque dirigidos por ele foram: O Profeta da Fome’; Vozes do Medo; As Noites de Iemanjá; Jogo da Vida e Copa 78, o Poder do Futebol.Ele também atuou na TV e fez parte da equipe que criou os programas Globo Shell e Globo Repórter para a Rede Globo. Em 2005, foi agraciado com a Ordem do Mérito Cultural do então Ministério da Cultura.

 

Belair – 2013 – de Noa Bressane e Bruno Safadi

 

Sinopse – Em 1970, dois jovens cineastas brasileiros, Júlio Bressane e Rogério Sganzerla, fundaram a Belair Filmes e realizaram sete filmes entre fevereiro e maio do mesmo ano, entre eles A Família do Barulho, Copacabana, Mon Amour e A Miss e o Dinossauro. Esta é a história da produtora.

 

A diretora – Noa Bressane nasceu no Rio de Janeiro em 1978. Filha do cineasta Júlio Bressane, trabalhou com o cineasta em alguns filmes. Noa Bressane trabalha também na televisão como assistente de direção e co-diretora em seriados, novelas e minisséries.

 

“Benjamim Zambraia e o Autopanóptico” – Inédito – Felipe Caltaldo

 

Sinopse – No relógio das pedras a longevidade humana não dura um segundo.

 

O diretor – Felipe Cataldo é diretor, roteirista, produtor, editor e professor de Cinema, além de poeta e fotógrafo still. Dirigiu curtas-metragens selecionados para diversos festivais no Brasil e no exterior, angariando alguns prêmios.

 

“Cinemação Curtametralha” – 1978 – de Sérgio Peo

 

Sinopse – Documentário-manifesto em defesa da inclusão do filme brasileiro de curta-metragem no circuito nacional de cinemas, acompanhando cada longa metragem estrangeiro como reserva de mercado (Lei do Curta de 1977). O filme é dedicado à ABD (Associação Brasileira de Documentaristas).

 

O diretor – Sérgio Peo é artista plástico, arquiteto urbanista e cineasta, com prêmios de curta-metragens nos principais festivais do cinema brasileiros e internacionais. Junto com outros cineastas de sua geração, sempre se posicionou a favor de políticas em defesa da cinematografia nacional, não apenas pelo desenvolvimento da mesma, mas também pela distribuição e espaço para exibição de seus produtos. Em dois de seus filmes, registra e documenta parte da memória desta luta: Cinemas Fechados e Cinemação Curtametralha, ambos de 1980 (este último vencedor do Prêmio Século XX da Mostra do Filme Livre de 2006, no Rio de Janeiro).

 

Dois pra Lá, Dois pra Cá – 2019 – Marcela Bertoletti

 

Sinopse – No cotidiano os livros, as caminhadas com a cadela Luna e as conversas com o vizinho Vicente. Nos sonhos, a poesia. Certo dia, Horácio decide sair por aí e procurar por Pasárgada.

 

A diretora – Marcela Costa Bertoletti é natural de Belo Horizonte, mas vive no Rio de Janeiro desde 2005. Completou a graduação em comunicação com habilitação em cinema na Universidade Federal Fluminense em 2010 e “Dois pra Lá, Dois pra Cá” foi seu filme de realização de curso. “Dois pra Lá, Dois pra Cá” contou com as atuações de Arduino Colasanti e Sérgio Britto, com quem Marcela trabalhou no programa “Arte com Sérgio Britto”. Marcela também escreveu e dirigiu os curtas-metragens “Brincos de Estrela” e “Filme de Apartamento. Em 2018 publicou o conto “Atafona” no livro “Novas Contistas da Literatura Brasileira”. O conto gerou o projeto de seu primeiro longa-metragem, ainda em desenvolvimento. Entre 2016 e 2020, Marcela trabalhou na TV INES. E atualmente trabalha como analista de conteúdo no Canal Brasil.

 

Excelentíssimos – 2018 – Douglas Duarte

 

Sinopse – Um registro a quente dos fatos, personagens e articulações por trás da maior crise política do país desde a redemocratização. Gravado dentro do Congresso ao longo dos meses em que corria o impeachment, o filme retrata quem, como e porque se derruba uma presidente.

 

O diretor – Douglas Duarte é cineasta e produtor. Dirigiu os longas documentais Personal Che (2007), Sete visitas (2015) e Excelentíssimos (2018), e produziu os documentários Chão (2019) e Operações para Garantia da Lei e da Ordem (2015).

 

Harmada – 2003 – de Maurice Capovilla

 

Sinopse – Completamente derrotado em sua carreira, um artista busca encontrar forças para seguir em frente. Através de uma jovem, que pode ser sua filha, ele consegue desenvolver um projeto que muda seu destino.

 

O diretor – Maurice Capovilla é ator, roteirista, produtor e cineasta brasileiro. Estreou no cinema no início da década de 1960 realizando curta-metragens. A estréia em longas foi com o documentário Brasil Verdade e logo depois com Bebel, Garota Propaganda, talvez seu maior sucesso de público. Seu filme Meninos do Tietê (1963) foi eleito o melhor filme na 1ª Semana Latino-Americana de Cinema Documental, em Buenos Aires.

Outros filmes de destaque dirigidos por ele foram: O Profeta da Fome’; Vozes do Medo; As Noites de Iemanjá; Jogo da Vida e Copa 78, o Poder do Futebol.Ele também atuou na TV e fez parte da equipe que criou os programas Globo Shell e Globo Repórter para a Rede Globo. Em 2005, foi agraciado com a Ordem do Mérito Cultural do então Ministério da Cultura.

 

Homens Invisíveis – 2019 –  de Luiz carlos de Alencar

 

Sinopse – Um olhar para a situação da população de transmasculinos nas prisões, a partir dos problemas gerados pelo desconhecimento, transfobia, preconceito e discriminação

 

O diretor – Sócio da produtora Couro de Rato, junto com o documentarista Vladimir Seixas, integrante do IEL – Instituto de Estudos Libertários e da REAJA Organização Política. Pós-graduado em Cinema e Audiovisual no M_EIA, Instituto de Arte de Cabo Verde. Direção do curta Homens Invisíveis, em parceria com a FIOCRUZ, Melhor Doc Internacional no Trans Stellar Film Festival -Detroit-EUA; prêmio no Festival Mix Brasil 2019; melhor direção-Festival de Inhapim; Melhor doc-Festival de Jaraguá do Sul; dirigiu Contagem Regressiva, parceria com a Justiça Global, Melhor Doc e Melhor Trilha Sonora no Rio WF 2016, exibido em diversos países; dirigiu o doc Bombadeira, levado a mais de 30 festivais nacionais e estrangeiros, prêmio RedeTrans – 10 anos de Bombadeira, pela contribuição da obra para a comunidade transsexual.

 

“Horror Palace Hotel” – 1978 – de Jairo Ferreira

 

Sinopse – Ao longo do Festival de Brasília de 1978, Jairo Ferreira, Rogério Sganzerla e José Mojica testemunham – protagonizam? – uma invasão: a do Festival Brasileiro de Cinema de Horror. Enquanto perambulam pelo hotel em que se encontram hospedados cineastas e críticos, compõem um afresco sobre a insatisfação geral em torno do cinema brasileiro ao perguntar: quais filmes seriam verdadeiramente um horror?

 

O diretor – Jairo Ferreira Pinto foi um jornalista, escritor, crítico e diretor de cinema brasileiro. Foi coordenador do Cine Clube Dom Vital, de 1964 a 1966, crítico de cinema do jornal da colônia japonesa São Paulo Shimbum, entre 1966-72, acompanhando boa parte do movimento do Cinema Marginal; crítico da Folha de S.Paulo, 1976-80, e do Estado de São Paulo, 1988-90, além de colaborar com revistas como Filme Cultura e Artes, e de editar a revista Metacinema e colunista da revista Contracampo até a sua morte em 2003. Foi autor do texto Cinema: música da luz, que integra o livro O cinema segundo a crítica paulista, organizado por Heitor Capuzzo, e do livro Cinema de invenção, no qual discute a obra de vários cineastas brasileiros considerados experimentais, como Glauber Rocha, Carlos Reichenbach, Walter Hugo Khoury, Julio Bressane.

Na produção cinematográfica, foi assistente de direção em O quarto, de Rubem Biáfora, e em Orgia ou o homem que deu cria, de João Silvério Trevisan. Co-roteirista de O pornográfo, longa em 35 mm de João Callegaro; de Corrida em busca do amor, longa em 35 mm de Carlos Reichenbach; de Sonhos da Vida e de Sangue Corsário, curtas-metragens 35 mm de Carlos Reichenbach. Venceu o Prêmio Governador do Estado pelo roteiro do filme O Pornógrafo, fez também vários filmes em super-8, como O Vampiro da Cinemateca O Guru e os Guris, de 1975 em 35 mm.

 

“Imagens” – 1973 – de Luiz Rosemberg Filho

 

Sinopse – No real, apreende-se: a) as imagens precisas que se situam em um momento determinado de nossas contradições históricas e suas consequências; b) as imagens de um estado tão repressivo quanto a linguagem determinante de um sistema; c) a moralidade das mortes na busca da vida; d) a imobilidade enquanto reflexo de um mundo irritante, sem futuro, cansativo, castrador, indefeso, surdo e mudo; e) com a boca fechada, agimos no silêncio da história; f) o sangue é nossa realidade e nossa enfermidade. O mundo nos observa em silêncio… O cinema é um despertador. Ele começa a questionar. Ou isto corresponde às imagens de nossos sofrimentos.

 

O diretor – Cineasta, artista plástico e ensaista brasileiro, conhecido por obras como Jardim das Espumas (1971), A$$untina das Amérikas (1976), Crônica de um Industrial (1978) e Guerra do Paraguay (2017). Rosemberg era associado ao cinema marginal brasileiro, rótulo que ele rejeitava. Ao longo de sua carreira, realizou 45 filmes, sendo 11 longas e 34 curtas, marcados pela experimentação e pela crítica política. Começou a dirigir filmes ainda durante a Ditadura Militar e sofreu com a censura, que barrou filmes como O Jardim das Espumas e Crônica de um Industrial. Após dirigir O Santo e a Vedete (1982), entrou em um hiato somente voltando a produzir um longa-metragem 32 anos depois, com Dois Casamentos (2015).

 

Impávido Colosso – 2018 – de Fábio Rogério e Marcelo Ikeda

 

Sinopse – A partir de uma montagem da propaganda política obrigatória para a eleição presidencial de 1989, Impávido Colosso apresenta um debate da política no país por meio de uma reflexão sobre os discursos dos principais candidatos e sua atualidade nos rumos políticos do Brasil de hoje.

 

Os diretores – Marcelo Ikeda é professor do curso de Cinema da Universidade Federal do Ceará (UFC) e realizou os curtas É hoje (2006), Carta de um jovem suicida (2008), O homem que virou armário (2015), , entre outros, e o longa doc Entre mim e eles (2013). Fábio Rogério realizou os curtas O arquivo de Ivan (2008), A eleição é uma festa (2015), e Nadir (2019), entre outros. Juntos, Ikeda e Rogério também realizaram o curta O brado retumbante (2017).

 

“In Memoriam – O Roteiro do Gravador” – 2019 – de Sylvio Lanna

 

Sinopse – Um filme sobre a morte e o renascimento do Cinema. Narração conta com Helena Ignez e Hernani Heffman falando sobre o acervo cinemateca do MAM.

 

O diretor – Mineiro de Ponte Nova, Sylvio Lanna entrou para a história da cinematografia brasileira e mundial em 1970, quando finalizou seu primeiro e único longa: “Sagrada Família”. Considerado um marco do “Cinema Marginal”, o filme é um radical experimento narrativo e técnico, com uma desconstrução sonora poucas vezes vista em película.

 

“Jardim das Espumas – 1970 – de Luiz Rosemberg Filho

 

Sinopse – Um planeta extremamente pobre, dominado pela irracionalidade e opressão, recebe a visita de um emissário dos planetas ricos, interessado em acordos econômicos. Antes de se encontrar com o governante, ele é seqüestrado pela facção contraditória do sistema, o oposto de tudo aquilo que é dito oficialmente. Dois estudantes são interrogados sobre o seu desaparecimento e mortos, sendo seus corpos, abandonados numa estrada. O emissário, ao tomar contato com a realidade do planeta, descobre que vai fomentar um mito que não deve ser desenvolvido ali.”

 

Jogo da Vida – 1977 – de Maurice Capovilla

 

Sinopse – Baseado no livro Malagueta, Perus e Bacanaço, de João Antônio, a história apresenta três malandros que saem pelas ruas de São Paulo em busca de jogo e de dinheiro.

 

O diretor – Maurice Capovilla é ator, roteirista, produtor e cineasta brasileiro. Estreou no cinema no início da década de 1960 realizando curta-metragens. A estréia em longas foi com o documentário Brasil Verdade e logo depois com Bebel, Garota Propaganda, talvez seu maior sucesso de público. Seu filme Meninos do Tietê (1963) foi eleito o melhor filme na 1ª Semana Latino-Americana de Cinema Documental, em Buenos Aires.

Outros filmes de destaque dirigidos por ele foram: O Profeta da Fome’; Vozes do Medo; As Noites de Iemanjá; Jogo da Vida e Copa 78, o Poder do Futebol.Ele também atuou na TV e fez parte da equipe que criou os programas Globo Shell e Globo Repórter para a Rede Globo. Em 2005, foi agraciado com a Ordem do Mérito Cultural do então Ministério da Cultura.

 

“Jornada Internacional de Cinema da Bahia – Por um mundo mais humano” – de Noilton Nunes

 

Sinopse – O documentário mostra a Jornada na UTI da Cultura Brasileira e sua morte pouco depois, junto com seu criador e alimentador mór, Gido Araújo. O filme faz uma viagem através dos 35 anos de existência e resistência do mais importante movimento de cinema da Bahia. Pela Jornada passaram os mais conceituados cineastas do Brasil e muitos outros de diversos países, sempre mantendo em destaque o lema: por um mundo mais humano.

 

O diretor – Diretor, roteirista, diretor de fotografia, montador e produtor. Ainda estudante de cinema, realizou seu primeiro curta, Neblina (1968), premiado no Festival de Cinema Amador do Jornal do Brasil. Nos anos 70, produziu os longas Ladrões de Cinema (1977) e Na Boca do Mundo (1979), além de diversos curtas e desenhos animados. Entre 1978 e 1980 foi presidente da Associação Brasileira de Documentaristas. Co-dirigiu o longa O Rei da Vela (1983), com Zé Celso Martinez, premiado com três Kikitos no Festival de Gramado de 1983 e representante do Brasil no Festival de Berlim em 1984.

 

“Malandro, Termo Civilizado” – 1982/2018 – de Sylvio Lanna

 

Sinopse – Um filmepoesia, um documento ficcio-musical em direção aos recônditos da alma carioca e nacional. Protagonizado por Wilson Grey com o Ás de Copas, um malandro coringa-cupido de uma história de amor infinito, o amor que gerou o samba.

 

O diretor – Mineiro de Ponte Nova, Sylvio Lanna entrou para a história da cinematografia brasileira e mundial em 1970, quando finalizou seu primeiro e único longa: “Sagrada Família”. Considerado um marco do “Cinema Marginal”, o filme é um radical experimento narrativo e técnico, com uma desconstrução sonora poucas vezes vista em película.

 

Marcelo Yuka no Caminho das Setas – 2011 – Daniela Broitman

 

Sinopse – Com letras repletas de críticas sociais, Marcelo Yuka estava no auge do sucesso como compositor, baterista e líder da banda O Rappa – uma das principais na cena pop rock dos anos 1990. Porém, aos 34 anos, nove tiros em um assalto no Rio de Janeiro o colocaram em uma cadeira de rodas. O documentário é um mergulho na transformação de Yuka desde o trágico incidente, em novembro de 2000, que revela sua complexidade como artista e ativista. Enquanto luta por sua saúde física e espiritual, ele se arrisca em novas sonoridades e segue as setas numa incessante busca por justiça social e paz.

 

A diretora – Cineasta e jornalista, com mestrado da Universidade da Califórnia – Berkeley, Daniela Broitman trabalhou nos jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo. Produziu programas para o Frontline World (TV PBS), trabalhou em produções internacionais, como o premiado documentário “Rip: A Remix Manifesto” e a série “Witness” (da HBO americana). Em 2007, Daniela ganhou a bolsa da renomada Fundação Guggenheim de Nova York para se dedicar à realização do premiado filme “Marcelo Yuka no Caminho das Setas”. Também assinou roteiro, produção e direção do documentário “Meu Brasil” e de seu mais recente longa-metragem, “Dorival Caymmi – Um Homem de Afetos”.

 

“Meteorango Kid – O Herói Intergalático” – 1969 – de André Luiz Oliveira

 

Sinopse – “Meteorango Kid é um soco violento que comove e revolta”. Com esta frase o escritor Jorge Amado definiu o filme que assistiu na ocasião (1969) em que foi apresentado no V Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. O filme narra de maneira anárquica e irreverente, as aventuras de Lula, um estudante universitário, no dia do seu aniversário. De forma absolutamente despojada, mostra sem rodeios, o perfil de um jovem desesperado, representante de uma geração oprimida pela ditadura militar e pela moral retrógrada de uma sociedade passiva e hipócrita. O anti-herói intergalático atravessa este labirinto cotidiano através das suas fantasias e delírios libertários, deixando atrás de si um rastro de inconformismo e um convite à rebelião em todos os níveis.

 

O diretor – André Luiz Oliveira é diretor, roteirista, músico e musicoterapeuta. Seu primeiro longa, Meteorango Kid – o herói intergaláctico, filme contracultural e alinhado ao cinema marginal. Com Meteorango, André ganhou o prêmio do público do 5º Festival de Brasília (1969). Mudou-se para Brasília nos anos 1990. Em 1994 ganhou seis prêmios no 27º Festival de Brasília (incluindo os de melhor filme e de melhor direção), com o clássico Louco por Cinema. Dirigiu também filmes para contar a história de importantes figuras da cidade, como Cozinheiro do Tempo, sobre o artivista Bené Fonteles, e Zirig Dum Brasília, sobre o músico e compositor Renato Matos. Como músico, no ano de 2004 André gravou seu disco Mensagem 2.

 

“Mina de Fé” – 2004 – de Luciana Bezerra

 

Sinopse – A vida de uma jovem pode ser realmente difícil quando seu amor é o chefe do tráfico. Assim é Silvana.

 

A diretora – Atriz, Diretora, Roteirista. Diretora do episódio Acende a luz, que compõe o filme Cinco vezes favela – Agora por nós mesmos (2010), produzido por Carlos Diegues e Renata Almeida Magalhães, e escolhido para a Seleção Oficial do Festival de Cannes de 2010. Em 2002, foi premiada pela Riofilme com o roteiro do curta Mina de fé, que ganhou o prêmio de melhor curta no 37º Festival de Brasília.

 

“Nem tudo é Verdade” – 1986 – de Rogério Sganzerla

Sinopse – A visita do cineasta Orson Welles ao Brasil, em 1942, tinha por objetivo rodar “It’s all True” (“É Tudo Verdade”) porém, ele nunca terminou o filme por ser boicotado durante o governo Vargas. O diretor Rogério Sganzerla reconstrói a estada de Welles no Brasil, relatando os conflitos e dilemas encontrados pelo cineasta naquele período.

 

“O Bandido da Luz Vermelha” – 1968 – de Rogério Sganzerla

 

Sinopse – Um assaltante misterioso usa técnicas extravagantes para roubar casas luxuosas em São Paulo. Apelidado pela imprensa de “O Bandido da Luz Vermelha”, traz sempre uma lanterna vermelha na execução de seus crimes e conversa longamente com suas vítimas. Debochado e cínico, este filme se transformou em um dos marcos do cinema marginal.

 

O diretor – Antes de começar sua produção cinematográfica, escreveu durante quatro anos para o jornal O Estado de S. Paulo, sempre sobre cinema. Em 1967 realizou seu primeiro curta-metragem titulado como Documentário. E em 1968 seu primeiro longa-metragem foi rodado, o consagrado O bandido da luz vermelha. A partir daí realizou uma notória carreira como diretor de cinema.Sempre buscando a transgressão. Em toda a sua obra se vê uma força criadora e viva, deslocando-se visivelmente das idéias tradicionais e secas de grande parte do cinema contemporâneo, atual ou não.

 

“O Mágico e o Delegado” – 1983 – de Fernando Coni Campos

 

Sinopse – Alegoria política sobre Velasquez, um mágico charlatão que chega a uma pequena cidade do interior baiano para apresentar um show de variedade mágicas na sala de cinema da cidadezinha com a ajuda de sua partner, Paloma. Como instrumento de divulgação, Velasquez aproveita uma grande feira armada na cidade e realiza uma “multiplicação” de alimentos que causa grande confusão na população. Porém, a ilusão não dura muito e tanto o povo quanto o arrogante delegado do povoado começam a caçá-lo.

 

O diretor – Começou trabalhando em publicidade e estreou no cinema em 1964 com o longa-metragem Morte em Três Tempos. Em filmes de curta metragem se especializou em documentários sobre arte e artistas. Realizou sete de longas de ficção como diretor e roteirista. Em 1968 obteve o Prêmio Leopardo de Prata com o filme “Viagem ao fim do Mundo.” Em 1983 seu filme “O Mágico e o delegado” foi aclamado no festival de Brasília levando os principais prêmios.

 

” O Menino da Calça Branca” – 1961 – de Sérgio Ricardo

 

Sinopse – Um menino favelado realiza seu sonho ganhando uma calça branca no Natal. Vestido com ela sai pelos caminhos do morro. Com cuidado para não suja-la evita as brincadeiras com os companheiros e busca o asfalto para mover-se mantendo-a limpa. Fica a imitar o andar de adultos vestido de branco, sentindo-se um igual. Ao assistir a uma pelada de rua, a bola, caindo numa poça espalha lama sobre seu presente. Volta correndo aos braços de seu habitat, reintegrado à sua gente.

 

“O País de São Saruê” – 1979 – de Vladimir Carvalho

 

Sinopse – Com depoimentos reais, o filme retrata a vida de lavradores e garimpeiros no vale do rio do Peixe, mostrando o cotidiano de secas e pobreza nessa região semiárida do Nordeste do Brasil.

 

O diretor – Aluno no primário de um aspirante a cineasta, Linduarte Noronha, Vladimir tem seus primeiros contatos com o cinema, e ao lado do professor escreve seu roteiro de estreia. Cursando Filosofia na Universidade Federal da Bahia conhece Glauber Rocha, passando mais tarde a integrar o movimento do Cinema Novo. Uma influência essencial que moldou a sua carreira em torno dos documentários. De Salvador recebe o convite para ser assistente de direção de Eduardo Coutinho em Cabra Marcado para Morrer (1985), mas com a instauração da Ditadura Militar em 1964, as filmagens são interrompidas e Carvalho é obrigado a entrar na clandestinidade por um tempo.

Ao longo da carreira passa a ser visto como grande pensador, funda a sessão do Distrito Federal da Associação Brasileira de Documentaristas e continua no embate contra a Ditadura quando seu filme O País de São Saruê (1971) é retirado da programação do Festival de Cinema de Brasília e apreendido pela censura até 1979. Em 1994, cria a Fundação Cinememória de preservação cinematográfica, e, em 2004, é declarado Embaixador Cultural da cidade de Brasília pelo Governo do Estado. Em 2015 recebe um prêmio especial na abertura do Festival de Brasília, que recebeu seu primeiro e outros filmes, em comemoração aos seus 80 anos.

 

O Profeta da Fome  – 1970 – de Maurice Capoville

 

Sinopse – Baseado em “A Estética da Fome”, de Glauber Rocha, o longa conta a história de um faquir de circo de interior, representado por José Mojica Marins – o Zé do Caixão – que acaba se transformando numa espécie de “santo” graças à “industrialização de sua fome”, transformando sua desgraça em atração popular. O filme representou o Brasil no Festival Internacional de Cinema de Berlim de 1970.

 

O diretor – Maurice Capovilla é ator, roteirista, produtor e cineasta brasileiro. Estreou no cinema no início da década de 1960 realizando curta-metragens. A estréia em longas foi com o documentário Brasil Verdade e logo depois com Bebel, Garota Propaganda, talvez seu maior sucesso de público. Seu filme Meninos do Tietê (1963) foi eleito o melhor filme na 1ª Semana Latino-Americana de Cinema Documental, em Buenos Aires.

Outros filmes de destaque dirigidos por ele foram: O Profeta da Fome’; Vozes do Medo; As Noites de Iemanjá; Jogo da Vida e Copa 78, o Poder do Futebol.Ele também atuou na TV e fez parte da equipe que criou os programas Globo Shell e Globo Repórter para a Rede Globo. Em 2005, foi agraciado com a Ordem do Mérito Cultural do então Ministério da Cultura.

 

“O Signo do Caos” – 2005 – de Rogério Sganzerla

 

Sinopse – O longa experimental aborda a vinda do cineasta Orson Welles ao Brasil nos anos de 1940 para as filmagens do inacabado “It’s All True”. No filme, o material produzido pelo diretor é apreendido pelo Dr. Amnésio, que fica obcecado em censurar e banir a obra de qualquer possibilidade de exibição.

 

O diretor – Antes de começar sua produção cinematográfica, escreveu durante quatro anos para o jornal O Estado de S. Paulo, sempre sobre cinema. Em 1967 realizou seu primeiro curta-metragem titulado como Documentário. E em 1968 seu primeiro longa-metragem foi rodado, o consagrado O bandido da luz vermelha. A partir daí realizou uma notória carreira como diretor de cinema.Sempre buscando a transgressão. Em toda a sua obra se vê uma força criadora e viva, deslocando-se visivelmente das idéias tradicionais e secas de grande parte do cinema contemporâneo, atual ou não.

 

O Sofá – 2019 – de Bruno Safadi

 

Sinopse – Joana D’Arc é ex-professora da rede pública de ensino do Rio de Janeiro. Lutando com os recursos que tem, ela tenta recuperar sua casa, perdida para a Prefeitura. Sua árdua trajetória é compartilhada pelo pescador pirata Pharaó, da Baía de Guanabara.

 

O diretor – Bruno Safadi nasceu na cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Estudou cinema na Universidade Federal Fluminense (UFF) e começou a sua carreira artística comandando videoclipes, shows e peças de teatro. Debutou no cinema realizando os curtas Na Idade da Imagem ou Projeção nas Cavernas (2002) e Uma Estrela Pra Ioiô (2004).

Sua trajetória em longas teve início com Meu Nome é Dindi (2007), pelo qual foi premiado na Mostra de Tiradentes. Alcançou fama no cenário cinematográfico nacional ao dirigir os dramas Éden (2013) e Sofá (2019).

 

O Último Dia de Lampião – 1975 – de Maurice Capovilla

 

Sinopse – Baseado em fatos reais, “O último dia de Lampião” é uma reconstituição da morte de Lampião, Maria Bonita e 11 cangaceiros, na fazenda de Angicos, sertão do Sergipe. O filme foi baseado no depoimento de ex-cangaceiros, soldados da Volante e habitantes ainda vivos que estavam presentes e participaram do ocorrido.

 

O diretor – Maurice Capovilla é ator, roteirista, produtor e cineasta brasileiro. Estreou no cinema no início da década de 1960 realizando curta-metragens. A estréia em longas foi com o documentário Brasil Verdade e logo depois com Bebel, Garota Propaganda, talvez seu maior sucesso de público. Seu filme Meninos do Tietê (1963) foi eleito o melhor filme na 1ª Semana Latino-Americana de Cinema Documental, em Buenos Aires.

Outros filmes de destaque dirigidos por ele foram: O Profeta da Fome’; Vozes do Medo; As Noites de Iemanjá; Jogo da Vida e Copa 78, o Poder do Futebol.Ele também atuou na TV e fez parte da equipe que criou os programas Globo Shell e Globo Repórter para a Rede Globo. Em 2005, foi agraciado com a Ordem do Mérito Cultural do então Ministério da Cultura.

 

 

“Poetisa” – 2020 – de Noilton Nunes

 

Sinopse – Amália jovem poeta, cineasta, ativista política viaja pelo Brasil e mundo. Quando volta conta tudo que acontece para seu marido Felismindo Brasil, cineasta em estado de coma profundo.

 

O diretor – Diretor, roteirista, diretor de fotografia, montador e produtor. Ainda estudante de cinema, realizou seu primeiro curta, Neblina (1968), premiado no Festival de Cinema Amador do Jornal do Brasil. Nos anos 70, produziu os longas Ladrões de Cinema (1977) e Na Boca do Mundo (1979), além de diversos curtas e desenhos animados. Entre 1978 e 1980 foi presidente da Associação Brasileira de Documentaristas. Co-dirigiu o longa O Rei da Vela (1983), com Zé Celso Martinez, premiado com três Kikitos no Festival de Gramado de 1983 e representante do Brasil no Festival de Berlim em 1984.

 

“Rocinha Brasil 77” – 1977 – de Sérgio Peo

 

Sinopse – Sobre a favela da Rocinha, a maior do Rio de Janeiro. Um passeio de câmera revela seus caminhos e intimidades, enquanto o discurso de seus moradores aponta a solução da urbanização das favelas, em contrapartida à proposta de remoção, ameaça que paira sobre todos.

 

O diretor – Sérgio Peo é artista plástico, arquiteto urbanista e cineasta, com prêmios de curta-metragens nos principais festivais do cinema brasileiros e internacionais. Junto com outros cineastas de sua geração, sempre se posicionou a favor de políticas em defesa da cinematografia nacional, não apenas pelo desenvolvimento da mesma, mas também pela distribuição e espaço para exibição de seus produtos. Em dois de seus filmes, registra e documenta parte da memória desta luta: Cinemas Fechados e Cinemação Curtametralha, ambos de 1980 (este último vencedor do Prêmio Século XX da Mostra do Filme Livre de 2006, no Rio de Janeiro).

 

“Sagrada Família” – 1970 – de Sylvio Lanna

 

Sinopse – O filme “Sagrada Família” (1970), dirigido por Sylvio Lanna retrata uma família burguesa de quatro integrantes, que está de viagem em um carro para o interior, com um guia. Como define o autor, “não é uma estória de detetive, mas uma estória para detetives”, através da qual é possível ter um olhar metafísico para as imagens e chegar a uma estrutura complexa por meio dos diversos elementos do filme.

 

O diretor – Mineiro de Ponte Nova, Sylvio Lanna entrou para a história da cinematografia brasileira e mundial em 1970, quando finalizou seu primeiro e único longa: “Sagrada Família”. Considerado um marco do “Cinema Marginal”, o filme é um radical experimento narrativo e técnico, com uma desconstrução sonora poucas vezes vista em película.

 

“Tudo é Brasil” – 1997 – de Rogério Sganzerla

 

Sinopse – Fechando a trilogia sobre Orson Welles, cenas inéditas e imagens de bastidores de Its All True ilustram depoimentos de quem teve contato direto com a obra do diretor. O filme é também um retrato do Rio dos anos 40.

 

O diretor – Antes de começar sua produção cinematográfica, escreveu durante quatro anos para o jornal O Estado de S. Paulo, sempre sobre cinema. Em 1967 realizou seu primeiro curta-metragem titulado como Documentário. E em 1968 seu primeiro longa-metragem foi rodado, o consagrado O bandido da luz vermelha. A partir daí realizou uma notória carreira como diretor de cinema.Sempre buscando a transgressão. Em toda a sua obra se vê uma força criadora e viva, deslocando-se visivelmente das idéias tradicionais e secas de grande parte do cinema contemporâneo, atual ou não.

 

Assessoria de Comunicação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF

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