Governo do Distrito Federal
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19/04/19 às 20h29 - Atualizado em 19/04/19 às 20h30

Memorial dos Povos Indígenas mostra resistência das etnias em filmes e artesanato

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Liderança feminina indígena contextualiza situação dos “parentes”; visitantes reconhecem valor os povos nativos

 

O Memorial dos Povos Indígenas recebeu hoje (19) mais de cem pessoas que foram assistir a filmes sobre a etnia Mehinako, do Alto Xingu, Mato Grosso, sobre o Kuarup e a festa do Pequi, e visitar feira de artesanato Carajá, do Tocantins, por ocasião do Dia do Índio, celebrado nesta sexta-feira.

 

Ainda que “os parentes” (como se chamam entre eles os membros de diferentes etnias) não reconheçam a data instituída por Getúlio Vargas em 1943, e prefiram ter o mês de abril como um um período de visibilidade para suas lutas, a data coloca a causa indígena na agenda, como afirma a liderança feminina Luciane Santana Silva, dos Camacã Ymboré, no sul da Bahia.

 

A brasiliense radicada no Rio de Janeiro Monique Alves de Almeida, gestora imobiliária e contadora, na casa dos 40, em visita ao MPI no Dia do Índio, diz que trouxe enteado e sobrinha para conhecer o espaço. “Precisamos de olhar com respeito para os índios. Precisam de apoio do Estado”.

 

O dinamarquês Niels Skovgaard, cerca de 30 anos, engenheiro de software, em passagem pela capital, comentou sobre o espaço. Para ele, os índios precisam de um local onde possam apresentar suas músicas, comidas e bebidas, como existe em outros países. Seu amigo alemão Lars Ruckeis, economista, assistiu um pouco ao filme “Matulawache – A Festa do Pequi”, que era exibido na tela. Olhando em volta, disse que ficou impressionado com a arquitetura e a arena.

 

O subsecretário do Patrimônio da Secretaria de Cultura, Cristian Brayner, afirma que a questão indígena é uma prioridade, uma vez que a Constituição Federal determina ser dever do Estado proteger as manifestações das culturas indígenas. Ele explicou que há um projeto para revitalização completa do Memorial dos Povos Indígenas até o fim da gestão. As ações serão feitas em etapas, começando pela troca de todo o piso e da areia da arena, a reforma dos banheiros e a pintura de todo o espaço.

 

As ações serão viabilizadas por meio de parecerias e com recursos de emendas parlamentares. “Em 2020, criaremos um café e uma biblioteca especializada nas suas dependências. Com projetos e parcerias, o Memorial se tornará um lugar encantador e muito frequentado”, afirmou Brayner.