Governo do Distrito Federal
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14/04/20 às 10h35 - Atualizado em 14/04/20 às 11h55

Memorial dos Povos Indígenas explora artesanato e literatura nas redes sociais

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Ação dá visibilidade a acervo do museu e traz oportunidade de conhecer livros dos povos originários

 

O Memorial dos Povos Indígenas (MPI), equipamento da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec), está usando o Instagram para apresentar ao público o artesanato e literatura dos povos originários. A iniciativa soma-se aos esforços de outros espaços culturais do Governo do Distrito Federal de gerar conteúdo e aproximar a comunidade durante o isolamento provocado pela pandemia do coronavírus (Covid-19).

 

A iniciativa alterna dois tipos de publicações na rede social, num projeto chamado #mpinasuacasa, que possui duas séries: “artefatos indígenas”, com postagens às segundas, quartas e sextas-feiras, e “literatura indígena”, nas terças e quintas-feiras. “A gente achou que ficaria mais interessante trabalhar com dois conteúdos, ficaria mais dinâmico”, explica a servidora lotada no equipamento Adele Ferreira Rosa.

 

Adele escreve os verbetes para objetos tirados da exposição “Séculos Indígenas no Brasil”, fotografados por Hannah Beineke, parte do acervo do MPI. São 380 peças que fazem parte do acervo doado pelos antropólogos Darcy Ribeiro, Berta Ribeiro e Eduardo Galvão, cuja história vincula-se à Universidade de Brasília (UnB).

 

As postagens de literatura ficam a cargo da servidora da Secretaria de Educação (Seedf) Ana Paula Bernardes, que atua no MPI no projeto Territórios Culturais, de educação patrimonial, parceria entre as duas pastas. Graduada em Artes Visuais pela Universidade de Brasília (UnB), é idealizadora do projeto Roedores de Livros, com seis mil títulos no Shopping Popular da Ceilândia.

 

“Literatura indígena” traz postagens de sobre livros escritos por indígenas sobre as culturas dos povos originais, parte das 305 etnias existentes no Brasil, falantes de 274 línguas, segundo censo do IBGE em 2010.

 

Entre os autores indicados, todos de literatura infanto-juvenil, estão Aline N. L. Kayapó, Edson Kayapó, Tiago Hakiy, Yaguarê Yamã, Lia Minápoty, Rosi Waikhon, Ariabo Kezo, Cristino Wapichana, Jaime Diakara, Jera Poty Mirim, Edson Krenak, Estevão Carlos Taukane e, em Brasília, Kamuu Dan Wapichana.

 

Segundo Ana Paula, a ideia é dar chance às pessoas de conhecer um pouco das obras da pena dos próprios povos originários, o que pode ajudar a desmistificar ideias errôneas que se costuma ter deles. “Há indígenas que não se pintam, não usam cocar; alguns perderam suas línguas, outros lutam muito para mantê-las”, problematiza.

 

Nos finais de semana, o MPI aproveita e reposta conteúdos produzidos pelos próprios indígenas a partir das publicações feitas pelo MPI, comentando e agregando informações complementares para os “parentes”, como costumam se referir uns aos outros.