Governo do Distrito Federal
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4/06/19 às 16h32 - Atualizado em 4/06/19 às 16h36

Memorial dos Povos Indígenas apresenta seu novo regimento interno

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Ocorreu na tarde de ontem (03) a primeira leitura pública da minuta do Regimento Interno do Memorial dos Povos Indígenas. Com a nomeação do novo gerente, David Terena, que assumiu o cargo no último dia 26 de maio, o encontro teve como objetivo alinhar as atribuições previstas no documento, de acordo com a participação efetiva da junta indígena local.

 

O debate contou com a presença do novo gerente do Memorial, além de membros da Subsecretaria do Patrimônio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec), da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Legislativa, da comunidade indígena do Distrito Federal e os representantes da FUNAI, Newton Marco Galache, Sebastião Coelho e Mateus Terena.

 

Na oportunidade, David Terena se apresentou e leu o estatuto, propondo alterações no regulamento a fim de viabilizar melhoras efetivas no funcionamento do equipamento cultural, fomentando a cultura indígena e estimulando o interesse pela participação dos índios que residem no DF nas ações promovidas pelo MPI. Ele destacou pontos como termos de doações de obras e autorizações do uso de imagens.

 

Para David Terena, alguns capítulos do normativo precisarão ser alterados em virtude das particularidades do equipamento cultural. “Solicito o apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal para realizar os ajustes e viabilizar o diálogo e a participação da comunidade indígena dentro do MPI”, completou o administrador.

 

Agora, os representantes da Supac vão avaliar junto à Assessoria Jurídico Legislativa da Secec as alterações propostas solicitadas na reunião. O Subsecretario do Patrimônio Cultural, Cristian Brayner, ressaltou que o novo regimento interno fortalece o MPI: “Um regimento interno estabelece a natureza do equipamento, exigindo dos seus gestores responsabilidades em relação ao seu funcionamento e garantindo qualidade nos serviços prestados. Embora este espaço tenha por missão expressar a beleza e vivacidade dos povos indígenas, ele é dirigido a todos.”

 

De acordo com os dados da FUNAI, o Distrito Federal conta com cerca de 6130 moradores indígenas, representando a cultura indígena viva, com produção e disseminação cultural. A comunidade indígena solicitou que fosse aberto um espaço para debates sobre a melhor utilização do espaço e enriquecimento da cultura e dimensão indígena no Distrito Federal. Uma nova reunião será agendada para a avaliação dos novos ajustes feitos no normativo.