Governo do Distrito Federal
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27/10/21 às 10h26 - Atualizado em 29/10/21 às 13h37

Mala do Livro celebra 31 anos na BNB

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Texto: Alexandre Freire /Edição: Sâmea Andrade (Ascom Secec)

27/10/2021

10:45:34

 

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A Mala do Livro, programa distrital de criação de bibliotecas domiciliares no Distrito Federal e entorno, gerenciado pela Biblioteca Nacional de Brasília (BNB), equipamento da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec), completa 31 anos este mês e planeja uma comemoração recheada de boas notícias nesta quarta-feira (27.10).

 

A maior biblioteca pública do DF aproveita a ocasião e celebra, às 10h, a capacitação de 500 novos agentes comunitários de leitura, num investimento de R$ 1,2 milhão (Edital de Capacitação de Agentes da Mala do Livro), a premiação de cem deles – todos voluntários – com valores de R$ 5 mil (objeto de outro edital, que fixará os critérios) e o lançamento da coletânea de poesia infanto-juvenil “Mala do Livro: uma viagem na leitura”, fruto do concurso Candanguinho, quando 30 autores e autoras participarão de manhã de autógrafos.

 

Marina Gadelha

 

“Esse programa nos enche de orgulho. A Mala do Livro é um programa de estado, consolidado, que leva o livro a quem tem nele um portal para literatura e poesia, para conhecimento e qualificação, para oportunidades, emprego e renda. É uma das joias da cultura do GDF”, atesta o secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues.

 

“A Mala do Livro é um dos mais bem-sucedidos programas de incentivo à leitura do mundo. Como é um projeto de Extensão Bibliotecária, a BNB trabalha para aperfeiçoá-lo, seja capacitando agentes, seja ampliando o número de malas e atingindo mais leitores”, ecoa a diretora da BNB, Elisa Raquel Sousa Oliveira.

 

HOMENAGEM

O reconhecimento do trabalho dos agentes comunitários de leitura ganhou na quinta-feira, 21, a caixa de ressonância da Câmara Legislativa do Distrito Federal. O parlamento homenageou 35 deles em audiência virtual. “Foi muito emocionante”, testemunha a gerente da Mala, Maria José Lira Vieira, que participou do evento. “As estantes de madeira que se abrem como um abraço” são uma referência carinhosa ao formato físico das malas e às histórias de superação que inspiram aonde chegam.

 

audiência pública virtual da Câmara Legislativa

Audiência Pública Virtual

 

Ela destacou a atual gestão da Secec pela valorização do trabalho desses voluntários que tornam os livros acessíveis para quem tem dificuldades de acesso aos principais equipamentos de leitura, como as bibliotecas públicas e das regiões administrativas. “O edital de capacitação e o de premiação, o concurso do Candanguinho – tudo isso teve um impacto muito positivo entre nossos e nossas agentes”, afirma Maria José.

 

LIVRO EM ALTA

Maria José, presente no programa desde sua criação, em 1990, percebeu, durante a pandemia, uma demanda crescente pelo livro físico que recheia as caixas-estantes. Ela informa que neste momento há demanda por cerca de 180 novas malas, fora os pedidos de manutenção em parte das cerca de 500 unidades já existentes no DF e na Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride-DF), zonas rurais de Goiás e Minas, além de hospitais e equipamentos de assistência social.

 

“O livro físico está fortalecido. A gente percebe que os agentes comunitários de leitura estão agarrados às malas”, diz ela. As preciosas caixas-estantes são nesse momento um gargalo no processo de atendimento ao público. A BNB dispõe de mais de 200 mil livros em estoque, aguardando suporte de distribuição.

 

O sucesso da política de estado do GDF de incentivo a bibliotecas domiciliares há muito cruzou fronteiras interestaduais. Réplicas do programa existem hoje em doze estados – Bahia, Sergipe, Alagoas, Tocantins, Pará, Rio Grande do Norte, Piauí, Maranhão, Pernambuco, Goiás, Minas e São Paulo. As equipes receberam treinamento das bibliotecárias da BNB e as caixas-estantes foram custeadas pelos executivos estaduais.

 

Assessoria de Comunicação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Ascom/Secec)

E-mail: comunicacao@cultura.df.gov.br