Governo do Distrito Federal
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19/10/19 às 18h14 - Atualizado em 19/10/19 às 18h17

Mala do Livro: agentes trocam experiências durante encontro

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Histórias e estórias para transformar vidas, realizar sonhos e consolidar ações e projetos. Assim foi o encontro de agentes da Mala do Livro realizado na manhã deste sábado (19) no Museu Nacional da República. Esta foi a segunda reunião do ano, em que os incentivadores da leitura em todo o Distrito Federal e Entorno apresentaram ações, compartilharam ideias e iniciativas. 

 

À frente do programa Mala do Livro, Maria José Vieira valorizou o momento de troca entre os agentes, oportunidade em que as histórias vividas por cada comunidade servem de inspiração para outros difusores da cultura. “Os depoimentos encorajam e inspiram. Daqui saem muitas boas ideias que podem se transformar em ações em outra região”, explica.

 

Os encontros trimestrais visam fortalecer a rede de agentes e ampliar as possibilidades oferecidas pelo programa. Essas ocasiões em que são feitos relatos do cotidiano de cada um e apresentado aos colegas projetos inovadores, também são vistas como oportunidade para divulgar ações pioneiras e compartilhar resultados alcançados. Maria José considera que o espaço é muito importante para inspirar uns aos outros. “Aqui temos um canal direto entre os participantes de todos os locais. Então, além de problemas e soluções, comemoramos vitórias e divulgamos os trabalhos, como lançamento de livros de alguns de nossos agentes”, conta. 

 

Esse é o caso de Antônio da Conceição Ferreira, o Antônio do Livro, que levou para o encontro a Bicicleta Cultural, projeto idealizado para facilitar o acesso à leitura, levando mais pessoas para as bibliotecas públicas. “Esta é uma forma de aproximar a comunidade das bibliotecas, além de promover um ciclo de mobilidade urbana, sustentabilidade e conhecimento”.

 

Antônio do Livro fez uma reflexão sobre a importância do hábito da leitura a partir de um clássico de Jorge Amado. “Infelizmente, vemos o tempo todo diversos meninos e meninas como os Capitães da Areia. E desejo que esse ciclo acabe. Isso só será possível pelo conhecimento. A leitura salva vidas”. 

 

O encontro dos agentes também serviu para buscar apoio para a realização de projetos. Representante da Secretaria Nacional de Assuntos Religiosos (Senar), ligada à Embaixada de Assuntos Humanitários, Zani acompanhou durante toda a manhã a troca de experiências da Mala do Livro e viu possibilidades para tirar do papel algumas das ideias transformadoras dos agentes.

 

Com o expertise na captação de recursos e efetivação de ações com cunho social, ela sinalizou apoio da instituição para alguns cases apresentados. “O projeto da Mala do Livro tem um impacto enorme na comunidade, e algumas das propostas têm bastante integração com o trabalho da Senar. Acredito que ainda este ano conseguiremos efetivar ações em conjunto”, sinalizou. 

 

Mala do Livro

 

O programa Mala do Livro é o mais antigo da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) e é reconhecido pelo seu alcance social. As malas – bibliotecas móveis – conseguem chegar em todas as áreas do Distrito Federal, atingindo público de todas as idades. 

 

Para Maria José, o investimento em leitura é fundamental para a transformação da realidade do país. “O livro é um produto transformador, que faz a diferença na vida das pessoas, independente de sexo, idade ou condição social. Investir na leitura é investir no progresso”.