Governo do Distrito Federal
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20/09/19 às 16h42 - Atualizado em 20/09/19 às 16h43

Historiador de Brasília prepara série de livros sobre a capital

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Secec estuda apoiar edição de obras para aniversário de 60 anos em 2020

 

O jornalista e historiador Adirson Vasconcelos ficava atento ao rádio, único vínculo entre a Cidade Livre, nome do Núcleo Bandeirante quando Brasília ainda estava na prancheta de Oscar Niemeyer, e o Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, sede da Presidência da República desde 1897. O motivo era saber quando o então presidente Juscelino Kubitschek viria inspecionar as obras da capital federal.

 

Confirmado que JK havia embarcado no Viscount, um turbo hélice de fabricação inglesa, para fazer o percurso em quase quatro horas, o então jovem jornalista vindo do Ceará subia no seu jipe e ia esperá-lo, bloco de anotações à mão. “Ficamos amigos, JK e eu. Lembro-me que um dia, no meio do cerrado, eu aflito com o que seria da capital da República no futuro, o presidente me segurou pelos dois braços e disse: ‘calma, menino. Brasília será a capital do terceiro milênio´”, rememora Adirson, cuja história também se confunde com a do jornal Correio Braziliense.

 

“Um jornalista só precisa de três coisas: ser fiel à verdade, entender onde está o interesse público e saber escrever”, costuma repetir entre uma história e outra. E foi em nome dessas histórias na iminência do sexagésimo aniversário da capital que ele conversou ontem (19) com o secretário de Cultura e Economia Criativa, Adão Cândido, para manifestar sua intenção de publicar sete livros com o vasto acervo pessoal que tem sobre a história do DF.

 

“Acho muito oportuna a iniciativa e vamos estudar a melhor forma de apoiá-lo”, disse o titular da Secec na presença do subsecretário do Patrimônio Cultural, Cristian Brayner, na reunião no gabinete da pasta na Biblioteca Nacional de Brasília. Dos sete livros – todos com título “Brasília 60 anos” – seis são de história, divididos em décadas (1960 a 2010), e o último traz ensaios sobre o futuro com o subtítulo “A capital do terceiro milênio”.

 

Instituto Histórico e Geográfico do DF e o futuro da capital

O vice-presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal, William Carvalho, também presente à reunião, manifestou interesse em ajudar a trazer para Brasília uma perna do Congresso Mundial de Arquitetura, no Rio, no ano que vem, com previsão de visita de 20 mil profissionais de todo mundo. A iniciativa é da União Internacional de Arquitetos (UIA) e do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB).

 

Na mente de Carvalho e em sintonia com Vasconcelos, o Congresso Mundial de Arquitetura formará ambiente propício a discutir o futuro da capital federal, que impõe ao poder público a responsabilidade de cuidar da preservação da maior área tomada do mundo, com 112 km² de Patrimônio Cultural da Humanidade, conferidos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).