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20/12/20 às 15h29 - Atualizado em 20/12/20 às 15h45

“Guardião dos Caminhos” convida à reflexão e à resistência num país acabrunhado

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Texto: Alexandre Freire/Edição: Guilherme Lobão (Ascom Secec)

 

20/12/2020

15:29:00

 

Milena Manfredini, que assina roteiro e direção de “Guardião dos Caminhos”, curta selecionado para a Mostra Oficial do quinquagésimo terceiro Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, em streaming no Canais Globo, esconde-se sob a aparência delicada a força da natureza feminina.

 

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“Comecei a estudar cinema no final da adolescência e desde então nunca mais parei. Me formei em antropologia na PUC-Rio, Artes Visuais na Escola de Artes Visuais no Parque Lage e estudei cinema na Escola Livre de Cinema de Nova Iguaçu, um importante ponto de cultura da Baixada Fluminense responsável pela formação e inclusão de muitos jovens de periferia na linguagem do audiovisual no início dos anos 2000”.

 

Ela também fez a Escola de Cinema Darcy Ribeiro – “espaço muito significativo na minha formação e de boa parte das diretoras e diretores cariocas” – e frequentou o Cinema Nosso – “espaço em que tive a honra de ser aluna e hoje atuo como professora”. Milena dirigiu e roteirizou outros seis projetos autorais.

 

Milena se refere à indicação para participar do FBCB como “a realização de um grande sonho, pois o Festival de Brasília sempre foi uma referência para mim, enquanto cineasta”. Para ela, boa parte das diretoras e dos diretores que admira passaram por aqui. “Acredito que estar nele é bastante simbólico para mim por essa e outras razões”, reconhece.

 

Sobre o filme, Milena acredita em uma conjunção de ousadia de linguagem e devoção espiritual. “Guardião é um filme que ousa na narrativa e no suporte, pois é rodado em super-8 e visa compreender a dimensão do sensível e do sagrado na cidade do Rio de Janeiro. Num contexto político de tamanho retrocesso, convidar e homenagear uma importante divindade da religiosidade afro-brasileira, como o Orixá Exu, por si só, é um ato de coragem e ousadia”, justifica.

 

Manfredini coloca o curta-metragem em pé de igualdade com outros produtos. “Pra mim não tem escala de hierarquia. Curta, média e longa0metragem são cinema. O curta-metragem é um formato importante, pois possibilita a diretoras e diretores a experimentação e o aprimoramento no início da carreira. Muitas das grandes realizadoras e dos grandes realizadores que dirigem longas-metragens hoje começaram ou ainda continuam dirigindo curtas-metragens. O curta é o começo de tudo”, conclui.

 

Assessoria de Comunicação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Ascom/Secec)
E-mail: comunicacao@cultura.df.gov.br