Governo do Distrito Federal
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27/03/19 às 17h39 - Atualizado em 27/03/19 às 17h39

Grafite que marca identidade de Brasília ganha exposição no Museu da Memória Candanga

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Poeira, lona, concreto e… grafite. A pouco mais de um ano para os 60 de sua fundação, Brasília convive diariamente com a arte urbana de grafite e pichações em suas fachadas e estruturas verticais, algo que se tornou uma espécie de marca de sua identidade.

 

Uma mostra disso vai virar exibição a partir do dia 6 de abril no Museu Vivo da Memória Candanga. Trata-se de “Entre Cores e Utopias”, trabalho de uma historiadora e pesquisadora de Artes Visuais, Renata Almendra, ilustrado com fotografias da arquiteta e urbanista Juliana Torres, ambas egressas da Universidade de Brasília.

 

“São mais de trinta imagens que traçam um passeio por grafites feitos em Brasília e seus arredores. Um convite para olhar a capital do Brasil sob uma ótica que difere da ordem da cidade tombada como Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade”, diz o convite feito pelas autoras para a exposição no Museu Vivo, lugar onde uma mostra permanente, “Poeira, lona e concreto”, conta parte do percurso da construção da capital a partir de seu embrião primeiro, o assentamento da Cidade Livre (ou Núcleo Bandeirante).

 

O doutorado de Renata, em fase adiantada, na linha de pesquisa de “História cultural, identidade e memória”, enxerga a arte urbana do grafite como a apropriação da capital por sua população mais jovem num momento em que a geração anterior, de fundadores, perde o protagonismo. A autora também reflete sobre o papel do poder público na mediação dessa relação entre as intervenções com grafite e a obrigação de preservar o patrimônio cultural. A pesquisadora, cujo trabalho envolve entrevistas com os artistas urbanos munidos de sprays, explica que o interesse deles é comunicar-se com o cidadão-observador.

 

“O grafite é uma representação da vida urbana, em que artistas interagem com a cidade, dão colorido ao concreto e trazem em si uma forma de comunicação. Já é uma marca do Distrito Federal e nossa intenção é estimular e fortalecer cada vez mais estes artistas urbanos” ressalta a subsecretária de cidadania e diversidade cultural, Erica Lewis.

 

Juliana, autora dos registros fotográficos, afirma no convite para a exposição que o projeto possibilitou expandir ainda mais a visão dos diversos diálogos que os grafites realizam com a cidade, “contrastando sua ousadia colorida com a monotonia modernista do concreto, imprimindo clamores de tempos melhores, com maior igualdade de direitos”.

 

A exposição “Entre Cores e Utopias”, diz o convite, apresenta um recorte do livro de mesmo nome, lançado em 2017. O catálogo contempla o trabalho de grafiteiros e contou com uma distribuição gratuita de 300 exemplares para escolas públicas do DF. O projeto é financiado pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC) da Secretaria de Cultura do Distrito Federal.

 

Dia Internacional do Grafite

No dia 27 de março é comemorado o Dia Internacional do Grafite, data lembrada por artistas e admiradores da arte urbana em todo o mundo, que fazem das ruas galerias a céu aberto.

O Distrito Federal, em ação inédita, instituiu pelo Decreto nº 39.174/2018, a Política de Valorização do Grafite, que visa fomentar, incentivar e difundir a produção e dar visibilidade a esta produção artística. Assim, a Secretaria de Cultura trabalha na formulação de políticas públicas para o setor, que é essencial para o desenvolvimento social, recuperação de espaços públicos e geração de oportunidades para artistas locais.

 

Serviço
Exposição “Entre Cores e Utopias”
Local: Museu Vivo da Memória Candanga (Setor JKO lote D Núcleo Bandeirante)
Abertura: 6 de abril (sábado) às 10 horas
Visitação: De 6 de abril a 25 de maio de 2019
De segunda a sábado, de 9h às 12h e de 14h às 17h
Informações: (61) 3301-3590
Entrada franca
Classificação indicativa: Livre.