Governo do Distrito Federal
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30/06/18 às 18h23 - Atualizado em 13/11/18 às 15h07

Cultura investe em política pública para o grafite

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A reabertura do Espaço Cultural Renato Russo 508 Sul foi marcada pela valorização da arte urbana. O evento realizado neste sábado (30) começou às 14h do lado de fora do espaço com o trabalho de grafitagem da fachada externa por grandes nomes da arte urbana do Distrito Federal.

 

Confira aqui as fotos

 

Em parceria com o Fórum de Graffiti do DF, mais 50 grafiteiras e grafiteiros estão completando o visual deste que é um dos mais importantes centros de criação, experimentação, formação e expressão cultural e artística de Brasília desde a década de 1970.

 

Esta ação é uma das muitas que a Secretaria de Cultura tem desenvolvido e que culminou hoje na assinatura do decreto que cria a Política de Valorização do Graffiti, que traz uma série de avanços para os agentes culturais desse segmento artístico-cultural. Para a subsecretária de Diversidade Cultural, Jaqueline Fernandes, “a política dá reconhecimento aos grafiteiros, incentivando sua criação artística e garantindo o acesso a todas as modalidades de fomento”. Jaqueline acrescenta que o documento também institucionaliza o Comitê Permanente do Graffiti, que servirá como um importante canal de comunicação entre os grafiteiros e o Poder Público.

 

Com o decreto fica criado o Centro de Referência do Graffiti, que terá seus usos e diretrizes definidas em diálogo com o Comitê Permanente do Graffiti e com a sociedade para que se torne efetivamente um espaço de difusão da arte urbana, podendo ser utilizado para ações, eventos, exposições e atividades formativas sobre o graffiti.

 

Ainda na ocasião foi lançado o Edital de Chamamento Público para seleção de 70 grafiteiras e grafiteiros e mais 2 DJs para o Encontro do Graffiti do DF 2018, que acontecerá  nos meses de setembro e novembro de 2018, sendo composto por um evento no Sol Nascente e uma exposição em pontos estratégicos do Distrito Federal.

 

Michele Cunha “MIKI”, uma das grafiteiras que está trabalhando da pintura da fachada da 508 Sul, é paraense, chegou a Brasília há dez anos e há seis anos começou a grafitar. “ Nós lutamos para estar grafitando a fachada porque aqui é um espaço de afeto, o primeiro lugar de arte em Brasília que eu tive contato e que me acolheu foi o Espaço Cultural Renato Russo”, lembra.

 

Flávio “Soneka”, do Recanto da Emas grafita há 17 anos em Brasília e pela terceira vez na última década pinta a fachada do prédio . “Fico muito feliz em estar participando deste mural pois eu vi várias gerações passarem e hoje eu continuo pintando aqui.”

 

Vale lembrar que em março deste ano a Secretaria de Cultura promoveu encontro entre 21 artistas do Fórum de Graffiti  do DF com o governador  Rodrigo Rollemberg. Na época, foi discutido propostas para valorização do grafite como expressão artística e ferramenta de inclusão social.

 

O Fórum de Graffiti foi criado em maio de 2017, durante o Encontro de Grafite do Distrito Federal. A ideia apresentada pela Secretaria de Cultura, que nos últimos três anos dá voz a segmentos artísticos e culturais historicamente esquecidos pelo poder público. Surgido nos anos 60, em Nova York, marcada por caráter contestador e transgressor, esta expressão artística e cultural é também um importante meio de comunicação e poderoso vetor de desenvolvimento social e econômico.