Governo do Distrito Federal
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18/10/19 às 15h15 - Atualizado em 18/10/19 às 15h15

Frente Parlamentar da Economia Criativa é lançada em Brasília

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O auditório do Museu Nacional da República foi palco, nesta quinta-feira (17), do lançamento da Frente Parlamentar da Economia Criativa. Os secretários de Cultura e Economia Criativa (Secec) Adão Cândido e do Turismo Vanessa Mendonça acompanharam a audiência pública promovida pela deputada distrital Júlia Lucy.

 

O debate reuniu, além dos representantes do Governo do Distrito Federal, agentes culturais, empresas e artistas do Distrito Federal que falaram sobre a importância na Economia Criativa para o desenvolvimento das cidades.

 

Proponente da iniciativa, a parlamentar Julia Lucy enfatizou que a ideia da Frente Parlamentar é promover o aprimoramento das políticas públicas para o setor a partir de discussões entre órgãos do governo e da sociedade civil. Ela apresentou dados sobre o setor que indicam que 3,1% do Produto Interno Bruto do Distrito Federal vêm das atividades criativas, ramo “sustentável, que tem possibilidade de colocar Brasília em outro patamar econômico”, disse. Para ela, a Frente Parlamentar tem grande potencial de reunir pessoas que atuam no setor, mostrando a força política do segmento.

 

A secretária de Turismo Vanessa Mendonça ressaltou que este é um espaço de diálogo a fim de buscar soluções para desenvolver a indústria criativa, promovendo negócios. Segundo ela, é possível aprender com bons exemplos de cidades pelo mundo que se transformaram pela Economia Criativa.

 

Nesse sentido, o secretário Adão Cândido, reforçando o compromisso do Governo do Distrito Federal com a pauta, apresentou algumas ações que serão realizadas justamente com o intuito de fortalecer o segmento. Ele anunciou, por exemplo, parceria com o Ministério da Cidadania para realização do Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MicBR) em 2020. A primeira edição do megaevento no ano passado, que reuniu em São Paulo agentes culturais e empresários sul-americanos, teve movimentação financeira de cerca de US$5 milhões.

 

Cândido também apontou a necessidade de profissionalizar ainda mais o segmento, que tem uma das maiores remunerações do país. “Por isso, estamos formalizando uma parceria com a Organização dos Estados Ibero-americanos um acordo de cooperação de R$3,5 milhões focado na formação de jovens em áreas da economia criativa”.

 

Ele ponderou que a Economia Criativa tem potencial de transformar os espaços públicos, incluindo toda a comunidade no processo. “Temos feito um enorme esforço para integrar e apresentar a nossa capital para atrair mercado, investimentos e negócios”, disse ao comunicar Brasília como a 39º integrante do World Cities Culture Forum, rede mundial líderes do setor cultural que compartilha e explora o potencial da cultura como vetor de desenvolvimento. O anúncio será feito na semana que vem durante a conferência Lisboa. Além de Brasília, São Paulo também integrará o grupo.

 

A assessora especial de economia criativa da Secec, Thayná Lougue fez uma apresentação onde pontuou, além dos conceitos sobre o tema, dados de pesquisas nacionais que mostram a posição do Distrito Federal entre os principais produtores do país. Ela ponderou, entretanto, que é preciso um esforço para auxiliar esses profissionais a saírem da informalidade. “Hoje, o DF tem cadastrados 19,7 mil profissionais criativos, mas sabemos que este número é bem maior. Ao promover políticas que incentivem a formalização destes produtores, vamos fortalecer ainda mais o cenário e a economia”, disse.