Governo do Distrito Federal
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6/10/21 às 10h54 - Atualizado em 6/10/21 às 17h31

Fotos mostram cotidiano poético da Cidade Livre

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Texto: Ascom Secec /Edição: Sâmea Andrade (Ascom Secec)

6/10/2021

09:15:22

 

 

O Museu Vivo da Memória Candanga (MVMC), equipamento da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec), está com a exposição “Joaquim Paiva: Cor e Vida”. São 16 fotos do fotógrafo, professor e diplomata aposentado do Itamaraty, nascido no Rio de Janeiro (1946), onde reside atualmente.

 

Paiva morou em Brasília por 20 anos, em quatro passagens que permearam a atividade diplomática em sete postos no exterior. Na capital, encantou-se com o Núcleo Bandeirante, um dos primeiros locais onde se instalaram os candangos que a construíram  – cujo primeiro nome foi “Cidade Livre”, atual Região Administrativa VIII.

 

As fotos mostram as cores de roupas e ambientes no contexto do cotidiano desses pioneiros e seus descendentes, que o carioca registrou utilizando-se de câmeras amadoras.

 

“O Núcleo era marcado pela provisoriedade, pelos puxadinhos, pela diversidade. Muito colorido e cheio de gente, onde a cultura popular, o artesanato e o folclore estavam muito presentes. Tudo muito diferente do racionalismo do Plano Piloto, com seus edifícios claros e sem árvores naquela época”, descreve ele.

 

O diplomata acredita que as vivências no exterior aguçaram seu olhar para os cenários que encontrava quando voltava a Brasília do “exílio remunerado”, como gosta de frisar, e registrava em suas lentes.

 

FOTOJORNALISMO NA VEIA

 

A influência do fotojornalismo nas décadas de 1970 e 1980 na capital federal, às quais se refere como “era mais gloriosa” do ofício, levaram-no a acumular fotos. A coleção chegou a 3.200 no total, 2.700 delas hoje em regime de comodato no Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro. 140 foram doadas pelo autor ao MVMC, depois de uma exposição feita no cinquentenário da capital, em 2010.

 

O curador da mostra, que está na Casa Azul do equipamento da Secec, Felipe Ramón Moro Rodríguez, explica que escolheu material que “trata da vida da pessoa comum, não da autoridade”. Diz que “quem é de fora, quando pensa em Brasília, pensa nos políticos. Essa exposição retrata gente simples, do povo”.

 

Pela mesma razão, não incluiu registros das grandes construções arquitetônicas, mas de casas levantadas pelos pioneiros e moradores. “O próprio Museu Vivo [antes Hospital Juscelino Kubitschek de Oliveira], foi construído dessa maneira”.

 

A gerente do MVMC, Eliane Falcão, diz que a obra de Joaquim Paiva mostra o universo da arte na construção da nova capital, contando, por meio de fotos, momentos únicos. “As fotografias mostram a importância da passagem do tempo com base em linguagem muito própria e particular, em uma cidade que estava começando”, comenta.

 

Joaquim Paiva voltará a Brasília em 2022 na mostra itinerante do Centro Cultural Banco do Brasil “Brasilidade Pós-Modernismo”, celebrando o centenário da Semana de Arte Moderna de 1922.

 

Com curadoria de Tereza de Arruda, registros de Paiva integram o núcleo temático “Futuro”, ao lado de esboços e desenhos de Lina Bo Bardi, Lúcio Costa e Oscar Niemeyer e do cineasta Jorge Bodanzky. Até novembro no Rio, a exposição segue depois para São Paulo, antes de chegar à capital federal e ser encerrada em Belo Horizonte.

 

 “JOAQUIM PAIVA: COR E VIDA”

Casa Azul, Museu Vivo da Memória Candanga

Núcleo Bandeirante – Setor JK Lote D – Núcleo Bandeirante

Visitação: todos os dias das 9h às 17h

Telefone para dúvidas: (61) 3301-6641

 

Assessoria de Comunicação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Ascom/Secec)

E-mail: comunicacao@cultura.df.gov.br