Governo do Distrito Federal
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19/12/20 às 20h29 - Atualizado em 19/12/20 às 20h31

Festival de Brasília traz uma diversidade de abordagens documentais nos curtas selecionados

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Texto: Loane Bernardo. Edição: Guilherme Lobão (Ascom Secec)

 

19/12/2020
20:29:00

 

A diversidade de tratamentos documentais dos curtas-metragens concorrentes ao Candango no 53º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro foi a pauta de uma das mesas da programação de atividades paralelas, neste sábado (19).

 

Mediado pela historiadora e documentarista Edileuza Penha, o painel, que foi transmitido pelo YouTube da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec), contou com a presença dos diretores que concorrem com produções no festival: Rodrigo Sena, de “A Tradicional Família Brasileira Katu”; Muniz Filho e Sávio Fernandes, de “Noite de Seresta”; e Gregory Baltz, de “Ouro para o Bem do Brasil”.

 

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Desejando um ótimo dia aos presentes e celebrando a grande festa do cinema brasileiro, Edileuza Penha homenageou a ancestralidade como referência e força para construir e comunicar o cinema brasileiro. Ela apresentou uma breve biografia de cada cineasta presente no painel e direcionou a palavra para o tema principal do encontro. “Primeiramente gostaria de saber como surgiu a ideia de conceber cada curta-metragem”, provocou.

 

Idealizadores de “Noite de Seresta”, os cineastas Muniz Filho e Sávio Fernandes relataram a origem da produção. A trama que carrega o lema “Quem canta seus males espanta” narra o dia a dia da diva do karaokê cearense Katia Blander e o poder mágico da música de transformar nossas vidas e curar feridas, assim como as dela.

 

Diante de uma realidade comum passada em vários interiores brasileiros, Muniz Filho contou que a essência do filme surgiu da necessidade de apresentar não só o show de serestas nos bares e boates das cidades, mas também a necessidade de apresentar os problemas e as dores da personagem de forma consciente. “Nosso filme foi gravado em apenas três dias. Kátia é uma diva e é a cara de vários artistas do Brasil. Queríamos levar ela para além dos palcos, temos muito carinho pela mulher que ela é. Somos muito gratos por toda a equipe e chegar ao festival foi uma grande surpresa”, celebrou.

 

Para o cineasta e fotojornalista potiguara Rodrigo Sena, seu trabalho partiu não só de uma situação complexa do ponto de vista antropológico, social, comportamental e político, mas de um chamado espiritual. Rodrigo conta que o documentário “A Tradicional Família Brasileira Katu” veio da necessidade de publicar um ensaio feito há anos atrás para o jornal que ele trabalhava. “Fiz um ensaio com crianças indígenas e as fotos não foram usadas. Temos cinco comunidades indígenas no Rio Grande do Norte. Esse povo não morreu, só ficou oprimido, esquecido e escondido”, pontuou.

 

Durante o período da conclusão do curso de cinema da Faculdades Integradas Hélio Alonso, do Rio de Janeiro, o estreante Gregory Baltz agradeceu a oportunidade de emplacar seu projeto em um festival tão importante como o de Brasília. Ele relatou que sua inspiração foi o filme de Silvio Tendler, “Jango”, de 1984. Feito com material de pesquisas, um dos formatos estabelecidos de documentários, Baltz diz que optou por “fazer um resgate e uma atualização de uma história que ocorreu nos anos 60, de arrecadação de ouro e de dinheiro, iniciada pelos Diários Associados, logo após o golpe de 1964. O filme então é sobre essa campanha de doação de ouro”, detalhou.

 

Sobre o momento de pandemia e a necessidade da realização online do festival, os cineastas concordaram que a pandemia atingiu a todos sem exceção. “Está muito difícil, mas a gente tem se fortalecido. A gente faz a famosa economia criativa. Nós temos o cinema como ferramenta social”, vibrou o diretor potiguara Rodrigo Sena.

 

Assessoria de Comunicação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Ascom/Secec)
E-mail: comunicacao@cultura.df.gov.br