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16/12/20 às 14h10 - Atualizado em 16/12/20 às 14h21

Festival de Brasília premiará filmes humanistas em parceria com a Anistia Internacional

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Texto: Vanessa Castro/Edição: Guilherme Lobão (Ascom Secec)

 

16/12/2020

14:10:00

 

A 53ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (FBCB) apresenta um novo troféu especial este ano. Em sua primeira edição, o Prêmio Cosme Alves Netto vai agraciar o filme que melhor representar os direitos humanos e os pilares humanistas defendidos pela Anistia Internacional Brasil, que capitaneou a iniciativa de criar a honraria.

 

Estudioso e amante do cinema, Cosme é homenageado por sua dedicação ao audiovisual e à militiancia política e social. O amazonense foi um verdadeiro guardião do cinema brasileiro, sendo inclusive perseguido e torturado pela ditadura militar. Entre 1965 e 1989, dirigiu a Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM) e também foi programador do Cinema Paissandu.

 

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“O Festival está muito feliz em oferecer este prêmio”, diz Silvio Tendler, curador e diretor artístico da 53ª edição do FBCB. “É uma homenagem ao amor que Cosme sentia pelo cinema nacional. Sua partida, em 1996, deixou muitas saudades. Ele foi responsável pela formação de gerações e gerações de cineastas”, lembra.

 

O júri da premiação é composto por Jurema Werneck, diretora executiva, e Alexandra Montgomery, diretora de programas, ambas da Anistia Internacional Brasil, e ainda o cineasta e diretor convidado, Joel Zito Araújo. Todos os seis longas–metragens e 12 curtas que compõem a Mostra Oficial Competitiva do Festival de Brasília estão elegíveis para receber o Prêmio Cosme Alves Netto, que será uma placa gravada no tradicional Troféu Candango.

 

Para Jurema Werneck, a condecoração visa reconhecer o trabalho de profissionais da sétima arte comprometidos com a luta por justiça social. “Contar histórias é fundamental para a construção de um povo. Em todos esses anos, a Anistia Internacional sempre esteve comprometida em amplificar vozes de pessoas e de comunidades que lutam pela preservação dos direitos humanos. Essas vozes se expressam de modo potente e sensível pela arte. Nas telas de cinema, é possível transmitir valores de um mundo mais justo com emoção”, reconhece.

 

A Anistia Internacional foi criada em 1961. É um movimento de mais de 7 milhões de pessoas e tem compromisso com a justiça, igualdade e a liberdade, com o objetivo de proteção e defesa dos direitos humanos. A organização apoiará na promoção do filme vencedor através de sua rede de ativistas no Brasil, bem como na realização de outras sessões, em comum acordo com a diretora ou diretor do filme vencedor.

 

Assessoria de Comunicação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Ascom/Secec)

E-mail: comunicacao@cultura.df.gov.br