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11/11/20 às 21h57 - Atualizado em 11/11/20 às 21h57

Festival de Brasília do Cinema Brasileiro – Os anos 2010

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Pesquisa e texto: Alexandre Freire a partir dos livros de Berê Bahia e Maria do Rosário Caetano

Edição: Sérgio Maggio (Ascom/Secec)

11/11/2020

20:44:27

 

2010

Uma transexual que concilia a prostituição com a vida acadêmica, um atendente de telemarketing integrante da torcida organizada Galoucura e participante do movimento Hare Krishna e um escritor desiludido sustentado pela mãe. Estes são os personagens do premiado O Céu Sobre os Ombros, vencedor de cinco troféus Candangos no 43º Festival de Brasília de Cinema Brasileiro (melhor filme, direção, roteiro, montagem e prêmio especial do júri).

 

2011

Hoje, de Tata Amaral, é o melhor filme desta edição. Baseado no livro Prova Contrária, de Fernando Bonassi. Estrelado por Denise Fraga (melhor atriz) e César Troncoso, o longa conta a história de ex-militante às voltas com recordações de sofrimentos na ditadura militar no Brasil. Levou ainda Candangos de roteiro, direção de fotografia, de direção de arte e Prêmio da Crítica.

 

2012

Na categoria longa-metragem de ficção, dois filmes dividiram o Candango: Era Uma Vez Eu, de Verônica de Marcelo Gomes, e Eles Voltam, de Marcelo Lordello. O documentário vencedor foi Otto, de Cao Guimarães. A melhor direção de ficção ficou para Daniel Aragão com Boa sorte, meu amor, e Petra Costa levou a melhor direção de documentário por Elena.

 

2013

 

Exilados do Vulcão, de Paula Gaitán, foi o grande vencedor da mostra competitiva do 46º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. O filme recebeu o prêmio de melhor longa-metragem de ficção e outro Candango de som. O melhor documentário fica com O Mestre e o Divino, de Tiago Campos.

 

2014

 

O documentário de Adirley Queirós, Branco Sai, Preto Fica, que retrata o apartheid racial no Brasil, garantido com perversidade pela polícia, fica com o Candango de Melhor Filme. O filme faz parte de um movimento de criação cinematográfica sediado em Ceilândia.

 

2015

Os filmes Big Jato, de Claudio Assis, e Para Minha Amada Morta, de Aly Muritiba, foram os destaques do Festival. Além do prêmio de melhor filme, o longa-metragem pernambucano conquistou mais quatro Candangos – ator (Matheus Nachtergaele), atriz (Marcélia Cartaxo), roteiro e trilha sonora. A película de Muritiba ficou com seis prêmios.

 

2016

Divulgação/A cidade onde envelheço

A Cidade onde Envelheço, dirigido por Marília Rocha, fica com o Candango mais cobiçado, além dos de melhor direção, atriz (dividido entre Elisabete Francisca e Francisca Manual) e ator coadjuvante (Wederson Neguinho). O longa mostra o reencontro de duas amigas portuguesas em Belo Horizonte, envoltas em ressignificações e sensualidade na terra estrangeira.

 

2017

Divulgação/Arabia

 

Arábia, drama dirigido pela Affonso Uchôa e João Dumans, é baseado no conto homônimo de James Joyce. O filme segue a história de um jovem que encontra o diário de um metalúrgico, revisitando suas memórias. Ficou com os Candangos de filme, ator (Aristides de Sousa), trilha sonora e edição.

 

2018

Divulgação/Temporada

 

Temporada, drama escrito e dirigido por André Novais Oliveira, conquistou cinco prêmios no Festival, entre os quais o de atriz para Grace Passô. O filme retrata Juliana, que sai do interior de Minas para trabalhar na região metropolitana de Belo Horizonte, onde lida com a temporada longe do marido e diante de velhas questões como misoginia e racismo.

 

2019

foto: reprodução

52º Festival de Brasília (2019) – A Febre, de Maya Da-Rin

O Candango de melhor filme ficou com A Febre, da cineasta e artista visual Maya Da-Rin. Conta a história de um vigilante (Regis Myrupu) de porto de cargas em Manaus que desenvolve estranha febre quando a filha (Rosa Peixoto) se prepara para ir estudar medicina em Brasília. Além de melhor longa e da melhor direção, levou ainda como melhor ator (Murupu), fotografia e melhor som.

 

Fontes de Pesquisa:

“Festival 40 anos, a Hora e Vez do Filme Brasileiro”, de Maria do Rosário Caetano.

“30 Anos de Cinema e Festival, a História do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro”, coordenação de Berê Bahia.

 

Assessoria de Comunicação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Ascom/Secec) 

E-mail: comunicacao@cultura.df.gov.br