Governo do Distrito Federal
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30/07/19 às 18h05 - Atualizado em 30/07/19 às 18h05

Feiras de Livro terão FAC específico no ano do aniversário de Brasília

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Secec planeja lançar chamamento no início de 2020 no valor de R$ 1,5 milhão

 

A Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) vai lançar um edital específico do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) para feiras de livros no início de 2020 com recursos de R$ 1,5 milhão. A intenção do titular da pasta, Adão Cândido, é que o chamamento seja publicado em janeiro, a fim de reforçar a programação literária no aniversário dos 60 anos da capital com um tema que é do gosto da população da cidade.

 

“Proponentes terão um máximo de R$ 500 mil por projeto e deverão buscar mais recursos de outras fontes. O fomento da Secec é para incentivar na proliferação e diversificação de iniciativas”, adiantou o secretário.

 

A notícia foi dada por Cândido hoje (30) depois de receber no gabinete da Biblioteca Nacional os organizadores da edição da Feira do Livro de Brasília (FeLiB) de 2019, que já definiram para 2020 o tema “FeLiB 360 – 36 anos de Feira e 60 de Brasília”. O presidente do Instituto Latinoamerica, Atanagildo Brandolt, instituição que organiza a iniciativa com a Câmara do Livro, apresentou ao gestor os números da feira de junho passado (6 a 16) no Complexo Cultural da República.

 

A feira – que teve apoio da Secec e da Secretaria de Educação do DF – recebeu 126 mil visitantes nos dez dias. Os 119 expositores comercializaram 131.203 livros, faturando R$ 2,2 milhões. Os autores locais tiveram mais de 10 mil obras comercializadas, e 240 escolas da rede pública de ensino do DF percorreram os 27.500 metros quadrados da Cidade da Leitura montada no local. Quase 700 unidades escolares do GDF receberam R$ 1 milhão para compras destinadas a suas bibliotecas. Foram gerados no período 2.209 postos de trabalho.

 

“São números expressivos, que mostram a vocação da capital para a cultura literária, que o GDF quer cultivar”, diz Cândido. Para o subsecretário do Patrimônio Cultural, Cristian Brayner, bibliotecário e entusiasta do assunto, o Complexo Cultural da República (perímetro que engloba a Biblioteca Nacional de Brasília e o Museu da República) precisa ser ocupado mais amiúde e tem planos para isso.

 

“Queremos fazer eventos mensais no local, tanto na área aberta como nos espaços do Complexo. Vamos abordar literatura infanto-juvenil, literatura e poesia, e queremos vincular o livro a muitos eventos, como um que vamos anunciar em breve, de práticas públicas de yoga em cada último domingo do mês. Traremos então literatura védica, por exemplo”, adianta o gestor do patrimônio, para quem tais ações auxiliam na educação patrimonial e preservação de áreas tombadas.