Governo do Distrito Federal
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18/07/19 às 18h10 - Atualizado em 18/07/19 às 18h53

Estudantes de alfabetização digital recebem certificados na BNB

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Subsecretário de Patrimônio Cultural revela planos para oferecer outros cursos no local

 

Joviano da Silva Araújo, 30, casado, dois filhos, terceirizado nos serviços gerais do Complexo Cultural da República, recebeu hoje (18) o certificado de Alfabetização Digital pela presença e aprovação no curso de dez horas ministrado na Biblioteca Nacional da República.

 

“Traçando Rotas, Redescobrindo Caminhos com o Google Maps” foi uma iniciativa do servidor do Governo do Distrito Federal lotado na Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) Igor Wright, mestrando do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, instituição onde pesquisa na linha de “Práticas e Linguagens na Educação”. Ele é quem dá as aulas.

 

Joviano fez parte de um grupo de sete alunos que aprenderam, com o auxílio do aplicativo, a se localizar não apenas no mundo físico, mas também no universo de possibilidades que a educação propicia. “Quero aprender como os computadores funcionam”, revelou, com o diploma na mão. “Joviano leva jeito, e eu disse a ele que essa é uma área com demanda de mercado”, incentivou o tutor, que vai se utilizar achados da experiência em sua pesquisa, cuja defesa deve ocorrer até maio de 2020.

 

Outro grupo, com nove participantes, vai participar amanhã (19) de uma formatura semelhante, com direito a lanche oferecido ao final por servidores, que ajudaram o projeto a ganhar vida, como ocorreu hoje. “Gostaria de agradecer a todos os meus colegas”, discursou Igor na entrega dos certificados, com a participação do subsecretário do Patrimônio Cultural, Cristian Brayner.

 

“Essa cerimônia singela lança sementes emancipadoras, o que é papel das bibliotecas públicas”, falou Brayner. Bibliotecário há 23 anos, ele também estava emocionado porque sabe que livros e informação podem mudar a vida das pessoas. “Isso aconteceu comigo a partir de uma modesta biblioteca em Brazlândia”, onde viveu infância humilde.

 

A ideia de Igor é terminar a pesquisa no Rio e voltar para Brasília a fim de retomar a proposta e ampliá-la. “Espero que a Secretaria me ajude, conseguindo transporte para atingirmos mais gente, de outros equipamentos”.

 

Aulas de reforço

O subsecretário do Patrimônio Cultural da Secec Cristian Brayner apoia a ambição do servidor e quer ir adiante. “Vamos selecionar voluntários para dar aulas de reforço de matemática, física, química, e mini-cursos de inglês instrumental”, revela.

 

Ele entende que a BNB dispõe do espaço e da localização estratégica, próxima à rodoviária, e por isso deve aprofundar a vocação de biblioteca pública com boas práticas.

 

Maria Raimunda da Silva, 49 anos, também dos serviços gerais, está há oito anos na BNB e teve a oportunidade de fazer o mesmo curso em 2016. “Foi muito útil, antes só mexia nas redes sociais. Aprendi a me localizar, planejar meus trajetos. Meu objetivo agora é aprender a usar o Excel”, diz, de olho em planilhas para as atividades paralelas que a auxiliam a complementar a renda.

 

“Minha satisfação é enorme. O pessoal viaja pelo aplicativo, aprende a conhecer os espaços pelos quais se move, pensa sobre as diferenças que existem entra a periferia, desprovida de serviços e oportunidades, e as áreas que concentram tudo isso. Isso muda muita coisa”, acredita Igor Wright, idealizador do curso.