Governo do Distrito Federal
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29/05/19 às 16h58 - Atualizado em 7/06/19 às 10h12

Escola Vai ao Cinema mostra animações nacionais para alunos da rede pública do DF

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Parceira reúne Cultura e Economia Criativa, Educação e Associação Brasileira de Cinema de Animação

 

De fora do prédio do Cine Brasília foi possível se ouvir a algazarra das crianças quando as luzes da sala de exibição se apagaram hoje (29) à tarde para a exibição de “Salu e o Cavalo Marinho” (de Cecília da Fonte, 2014, animação, 14 min). Cerca de 270 alunos de seis escolas da rede pública – do Plano Piloto, Núcleo Bandeirante, Samambaia e Taguatinga – davam início a mais uma participação na iniciativa Escola Vai ao Cinema, parceria das Secretarias de Cultura e Economia Criativa e da Educação.

 

“Nossa busca é, através do cinema, promover a educação e a cultura, levando estudantes da rede pública de ensino do DF para dentro do Cine Brasília, a casa do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro”, explica a professora Ilane Nogueira, à frente dessa política de estado que já tem 11 anos.

 

“Para muitos alunos essa é a única oportunidade de conhecer esse espaço”, revela a coordenadora da Escola Classe 27 de Taguatinga, Vânia Barbosa Ivo, que levou 45 alunos para assistir ao “Festival Infantil de Animação”, uma mostra de desenhos animados de curta metragem, com temática e produção genuinamente nacional, viabilizada pela Associação Brasileira de Cinema de Animação (ABCA).

 

O desenho que abriu a programação, por exemplo, conta a história de Mestre Salustiano, um dos artistas populares mais famosos de Pernambuco, filho de ilustre rabequeiro local. As crianças aprenderam que o cavalo marinho, além de exemplar da fauna oceânica, é também uma festa típica que surge nos canaviais da região do agreste nordestino. Os alunos assistiram a nove produções, que serão exploradas em sala de aula em redações e atividades de arte.

 

Vânia ressalta também o valor da iniciativa, por permitir que crianças com diferentes necessidades especiais frequentem ambientes que não estão no leque de opções de suas famílias. Há autistas, portadores de transtornos globais de desenvolvimento, surdos, entre outros. No caso da EC27 de Taguatinga, de 761 estudantes, 43 estão nesse grupo, seja em salas especiais ou juntos com estudantes em salas comuns. “Hoje está presente aqui um autista que ama gibis”, exemplifica a educadora.

 

A Escola Vai ao Cinema atende, além do público infanto-juvenil (como no caso de hoje, entre 5 e 11 anos ), a adolescentes (12 aos 18) e a jovens com vulnerabilidade que vivem em casas de acolhimento ou são encaminhados pelo Conselho Tutelar. Estes têm sessão exclusiva mensal, nas manhãs de sábado.

Os filmes exibidos fazem parte da inédita (em Brasília) Mostra Infantil 2016 do Dia Internacional da Animação, um evento anual que celebra essa arte, e que, no Brasil, é realizado pela ABCA, na forma de sessões de cinema gratuito para a população. Todos os filmes possuem classificação indicativa livre, indicados para um público infantil e, notoriamente, são todos dirigidos e produzidos por artistas brasileiros.

 

A parceria das pastas de Cultura e Educação no projeto guarda-chuva Cultura Educa abrange, ainda, concertos didáticos da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro e visitas patrimoniais dos Territórios Culturais, que consistem em excursões a museus e outros equipamentos da SECEC. Escolas interessadas em participar podem preencher planilha disponível aqui.