Governo do Distrito Federal
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23/07/19 às 10h29 - Atualizado em 25/07/19 às 16h38

Documentário com arquivos do cinema brasileiro e fábula chinesa em superprodução estreiam no Cine Brasília

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“Desarquivando Alice Gonzaga” traz preciosidades do arquivo da Cinédia; diretor de “Adeus, Minha Concubina” aborda mistério na dinastia Tang

 

Uma panorâmica sobre a história do cinema brasileiro pelo olhar da herdeira da Cinédia (produtora de filmes que funcionou no Rio de Janeiro de 1930 a 951) e uma fábula chinesa ambientada na dinastia Tang (618–907), superprodução que levou mais de cinco anos para ser finalizada, orçada em US$ 200 milhões, dividem a tela do Cine Brasília a partir de sexta-feira (26).

 

A diretora Betse de Paula conta a história de Alice Gonzaga, filha do cineasta Adhemar Gonzaga, carioca que está na base do cinema brasileiro, para o qual defendia estética e temática próprias. Ele ficou à frente de mais de 50 filmes entre os produzidos e dirigidos. A filha Alice, “a arquivista mais velha do Brasil”, em suas palavras, divide com o espectador histórias, anedotas e lembranças dessa época de ouro, que inspiraria as chanchadas da Atlântida (companhia cinematográfica que existiu de 1941 a 1962) anos mais tarde.

 

Betse, que também tem DNA artístico – filha do cineasta Zelito Viana, sobrinha de Chico Anysio, irmã do ator Marcos Palmeira –, dirige com segurança um documentário feito entre arquivos de metal e corredores empoeirados.

 

Cinema chinês da 5ª geração

 

Palma de Ouro em Cannes em 1993, por “Adeus, Minha Concubina”, Chen Kaige faz parte da chamada “quinta geração” de diretores chineses, responsáveis pela corrente de cinema inde-pendente que surge na esteira da “Revolução Industrial” e seu anti-intelecualismo, que identificava o pensamento crítico com os inimigos do estado. Ao lado de um punhado de diretores, Kaige deu visibilidade e prestígio mundiais à sétima arte produzida em seu país.

 

Confira abaixo fichas técnicas, sinopses e programação.

 

“Desarquivando Alice Gonzaga”
De Betse de Paula (2017, documentário, Brasil, 88 minutos, livre)
Sinopse: O filme revisita uma parte importante da história do cinema brasileiro por meio da vida e da obra de Alice Gonzaga, filha de Adhemar Gonzaga, cineasta sonhador que, em 1930, fundou a Cinédia, o primeiro estúdio de cinema no Brasil. Herdeira do mais antigo estúdio cinematográfico do país, Alice o abre para contar as histórias dos Gonzaga e suas apostas ci-nematográficas.

 

“O Mistério do Gato Chinês”
De Chen Kaige (2017, drama, China/Japão, 129 minutos, 14 anos)
Sinopse: Quando um poeta e um monge se unem, muito mais do que um crime pode ser desvendado. “O Mistério do Gato Chinês” se passa há mais de mil anos, durante a Dinastia Tang. Uma série de crimes misteriosos começa a acontecer na alta corte, e a situação chega ao limite quando a esposa de um general é possuída pelo suposto responsável pelos crimes – um gato demoníaco.

 

Programação do Cine Brasília (26 a 31 de julho)

 

26, sexta
16h- Desarquivando Alice Gonzaga
18h- Desarquivando Alice Gonzaga
19h30 – Debate com a diretora Betse de Paula no Foyer do Cinema
20h- O Mistério do Gato Chinês

 

27, sábado
16h- Desarquivando Alice Gonzaga
18h- Desarquivando Alice Gonzaga
20h- O Mistério do Gato Chinês

 

28, domingo
16h- Desarquivando Alice Gonzaga
18h- Desarquivando Alice Gonzaga
20h- O Mistério do Gato Chinês

 

29, segunda, e 30, terça (sem sessões)

 

31, quarta
16h- Não haverá sessão
18h- Desarquivando Alice Gonzaga
20h- O Mistério do Gato Chinês

 

Ingressos a R$ 12 (inteira); bilheteria não aceita cartões
Entrequadra Sul 106/107, telefone: (61) 3244-1660