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19/12/20 às 11h08 - Atualizado em 19/12/20 às 11h08

Curta relata a busca pela sobrevivência dos Potiguaras

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Texto: Lúcio Flávio/Edição: Guilherme Lobão (Ascom Secec)

 

19/12/2020
11:08:00

 

Incrível e revoltante. Passados tantos anos da colonização do Brasil, séculos de convivência e assimilação – inclusive com aprendizado nas escolas sobre o tema -, o desprezo, o preconceito e a falta de informação em relação à herança e cultura dos indígenas, povos originários da nossa formação, ainda é uma triste e cruel realidade. Segundo o documentário “A Tradicional Família Brasileira Katu”, produção potiguar na competição da mostra oficial de curtas-metragens do 53º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, na Plataforma Canais Globo, trata-se de um mal longe de desaparecer ou extinguir.

 

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“Acho que tem diretamente a ver com a colonização, o poder e posse da disputa de terras”, arrisca Rodrigo Sena, diretor do filme, ele próprio, de origem potiguara, a menor população indígena do Brasil, segundo censo do IBGE de 2010, grupo abordado no filme. “Sabemos muito pouco sobre os indígenas. Hoje existe um retrocesso em relação a algumas pequenas conquistas. Em nosso filme, mostramos situações em que o preconceito existe dentro e fora da aldeia”, lamenta.

 

A Tradicional Familia Brasileira KATU

Trata-se de situação complexa do ponto de vista antropológico, social, comportamental e até político. O próprio historiador, antropólogo, advogado e jornalista Câmara Cascudo (1898 – 1986), então uma sumidade no assunto e, por sinal, natural de Natal, afirmava que os indígenas do Rio Grande do Norte, ao se miscigenarem, passaram a não existir mais. “Não é bem assim”, afirma Rodrigo Sena. Atualmente habitam no Katu, região localizada cerca de uma hora e meia da capital potiguar, 226 famílias, segundo o diretor.

 

Katu, em tupi, significa belo, agradável, bonito. Potiguara – que remete a potiguar, gentílico para quem nasce no estado do Rio Grande do Norte -, comedor de camarão. O filme, com 25 minutos de duração, é, lamentavelmente, de uma urgência gritante. Sobretudo no que diz respeito ao processo de sobrevivência da comunidade. Começou a ganhar contornos em 2007, quando o diretor fez um ensaio fotográfico para o jornal local, com doze crianças do grupo. Doze anos depois, Rodrigo Pena resolveu revisitar essas fotos.

 

Assessoria de Comunicação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Ascom/Secec)
E-mail: comunicacao@cultura.df.gov.br