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18/04/22 às 22h13 - Atualizado em 26/04/22 às 13h40

Cultura saúda artistas no Renato Russo

Texto e edição: Sérgio Maggio

19.04.22

11:00:00

 

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Hugo Lira

Multicultural em sua natureza, o Espaço Cultural Renato Russo, que mantém em seu nome a homenagem a um dos maiores poetas do rock nacional, vai saudar a memória de três grandes artífices da arte brasiliense, que morreram nos últimos dois anos: o poeta e ativista cultural TT Catalão (1949 – 2020), o fotógrafo Orlando Brito (1950 – 2022) e o teatrólogo Hugo Rodas (1939 – 2022).

 

Os três vão batizar respectivamente a Gibiteca, a Praça Central (ou Galeria Livre) e o Teatro Galpão. Somam-se assim a outros artistas celebrados como o pintor Rubem Valentim (1922 – 1991), que denomina uma das galerias; o multiartista Marco Antônio Guimarães, o cineteatro; o ator Robson Graia, teatro de bolso; e Ethel de Oliveira Dornas, a biblioteca.

 

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Foto de Hugo Lira

 

“O Espaço Renato Russo está no coração de Brasília, na quadra modelo da 508/308 Sul, e ele traz, em sua gênese, essa inquietude da arte feita na capital federal para além do poder. É de fundamental importância que as futuras gerações entrem nesse território de todas as artes e vejam espelhadas as memórias desses três grandiosos artistas”, aponta o secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues.

 

 

O poeta, ativista e artista visual TT Catalão é o primeiro a ser homenageado. Na quinta-feira (21.4), ele batiza a Gibiteca que volta a funcionar depois de nove anos sem atividade. TT Catalão tem uma intimidade com o Espaço Cultural Renato Russo, onde foi gestor entre os anos de 1993 e 1997. Além disso, doou, nos primeiros tempos, o seu valioso acervo de quadrinhos para que o espaço entrasse em funcionamento. Hoje, a Gibiteca TT Catalão tem 23 mil itens no acervo.

 

Na sequência, no mês de maio, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa fará uma cerimônia de duplo batismo. O Teatro Galpão se tornará Teatro Galpão Hugo Rodas, e a Praça Central, onde ocorrem frequentes exposições fotográficas, a Galeria Orlando Brito.

 

“Hugo e Orlando, dois mestres em suas linguagens, ocupam os territórios por pertencimento. O primeiro está na base da consolidação desse espaço cultural com peças antológicas como “Os Saltimbancos” (1976); o segundo por conjugar a fotografia jornalística com a arte, tornando-se um cronista do poder”, avalia o secretário.

 

Gerido pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec), o Espaço Cultural Renato Russo surge a partir de galpões da Novacap próximos às instalações da extinta Fundação Cultural no quadrilátero da primeira unidade de vizinhança desenhada por Lúcio Costa – formada pelos edifícios no entorno da W3 a partir da 107/108 Sul, passando pela 308 Sul, W2 e 508 Sul.

 

Essa área foi descrita pelo poeta da cidade TT Catalão como o epicentro dos abalos sísmicos gerados na cidade por atores e atrizes, bailarinas e bailarinos, artistas visuais e da área musical, cineastas, produtores culturais e ex-diretores do complexo, incluindo experimentos do pessoal dos bastidores em iluminação, sonoplastia e outros ofícios.

 

Assessoria de Comunicação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Ascom/Secec)

E-mail: comunicacao@cultura.df.gov.br