Governo do Distrito Federal
29/12/21 às 14h09 - Atualizado em 25/02/22 às 14h36

Cultura incentiva livro e leitura com R$ 3,7 mi

Texto: Sérgio Maggio . Edição: Sâmea Andrade (Ascom Secec)

26.01.22

09:36:00

 

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Em 2021, a política pública para o livro e a leitura ganhou foco especial da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec). A pasta fez  aportes diretos de R$ 2,7 milhões para incentivo, fomento e capacitação em três editais: Prêmio Candango de Literatura (R$ 1 milhão), Capacitação da Mala do Livro (R$ 1,2 milhão) e Premiação de Agentes de Leitura (R$ 500 mil). Criou ainda o Prêmio Candanguinho de Poesia Infanto-juvenil, que contemplou 30 jovens autores.

 

Essas ações caminharam em paralelo com o fomento do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), que teve linha específica para “Leitura, Escrita e Oralidade” no valor R$ 1 milhão para ao menos 28 projetos. Ao total, a área teve incentivo de R$ 3,7 milhões.

 

 

Fotos: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília

“São ações inéditas dentro das últimas gestões da Secec, cuja política do livro e da leitura estava, até então, restrita aos editais do FAC. Temos um compromisso com a política de difusão do livro e da leitura. Sabemos o quanto o acesso ao livro muda vidas. O Estado é a peça-chave dessa transformação”, aponta Bartolomeu Rodrigues, secretário de Cultura e Economia Criativa.

 

Com o intuito de criar uma política permanente, a pasta enviou à Casa Civil minuta de projeto de lei instituindo o prêmio anual Candango de Literatura de língua portuguesa e o prêmio Candanguinho, voltado ao público infanto-juvenil.

 

“A iniciativa é para garantir a continuidade dessas premiações no futuro, como parte do calendário cultural da cidade. O primeiro prêmio Candanguinho ocorreu em setembro, e o Candango está em plena fase de preparação para ser lançado em 2022”, conta Beth Fernandes, chefe da Assessoria de Relações Institucionais.  

 

PRÊMIO CANDANGO DE LITERATURA

Com o potencial de se tornar um dos mais importantes concursos do gênero entre os países de língua portuguesa, o Prêmio Candango de Literatura será realizado em 2022. Para sua execução, a Secec selecionou o Instituto Cultural Casa de Autores.

 

Com aporte de R$ 1 milhão, essa instituição vai gerir, em parceria com a Cultura, todas as fases do concurso: do lançamento à entrega do Prêmio Candango de Literatura, que terá seis categorias: Romance, Poesia, Conto, Prêmio Brasília, Capa e Projeto Gráfico, além de duas linhas destinadas a iniciativas de incentivo à leitura (Geral e PcD/Pessoa com Deficiência).

 

O Prêmio Candango de Literatura é uma aspiração que nasceu desde o início dessa gestão, com o objetivo de integrar a comunidade internacional de língua portuguesa. É uma forma de estimular e valorizar os escritores nesse momento delicado”, destaca o secretário. 

 

Rompendo a fronteira nacional, o Candango de Literatura acolhe escritores de países que falam a língua portuguesa. Esse aspecto que universaliza o certame vai dialogar com a valorização da literatura produzida em Brasília, que ganha uma categoria específica (Prêmio Brasília).

 

“Estamos virando uma página nessa pandemia para mostrar a força da literatura em língua portuguesa. O Estado tem esse papel de abrir caminhos. Acredito que esse Prêmio Candango de Literatura vai entrar no calendário internacional”, projeta Bartolomeu.

 

O Prêmio Candango de Literatura alinha a Secec à Política Nacional de Leitura e Escrita no Brasil (Lei 13.696), que reconhece a prática da leitura e da escrita como um direito para exercer plenamente a cidadania. Com base na última edição da pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, a quantidade de leitores no país caiu de 56%, em 2015, para 52% em 2019.

 

foto: Marina Gadelha - Secec/DF

 

“Seguir com o Candango de Literatura é aprofundar e dar prosseguimento à política pública de Leitura, Escrita e Oralidade no âmbito nacional, estadual e local, contribuindo para valorizar e disseminar a cadeia produtora do livro e leitura”, destaca Beth Fernandes.

 

PRÊMIO CANDANGUINHO DE POESIA

No intuito de fomentar os primeiros leitores, o I Prêmio Candanguinho de Poesia Infanto-juvenil selecionou 30 obras inéditas de crianças e jovens entre seis e 17 anos para compor a coletânea de poesias “Mala do Livro: uma viagem na leitura”, em celebração aos 30 anos do projeto da Biblioteca Nacional de Brasília (BNB).

 

“A equipe da BNB envolvida no projeto ficou entusiasmada com os resultados. Esse programa e o prêmio representam um pedacinho de um desafio maior de estímulo à escrita, à leitura e à oralidade que a Secec está construindo”, explica Elisa Raquel Quelemes, diretora da BNB.

 

foto: Marina Gadelha - SECEC/DFAs 30 poesias selecionadas foram publicadas em coletânea nos formatos e-book, livro impresso e braille. Para além de 10 exemplares da obra impressa, os primeiros colocados nas categorias Infantil, Pessoa com Deficiência (PCD) e Juvenil receberam como prêmios smartphones, tablets e leitores de e-book. Os demais selecionados ganharam certificado de participação e dois exemplares da coletânea.

 

As crianças e jovens premiados e selecionados foram convidados para o evento de entrega da premiação e lançamento da publicação do livro, em 27 de outubro, na Biblioteca Nacional, numa manhã de homenagens e autógrafos.

 

 

MALA DO LIVRO

foto: Marina Gadelha - Secec/DF

Maria José

Com o intuito de valorizar o trabalho e a dedicação dos voluntários do programa “Mala do Livro”, a Secretaria lançou dois editais. Um de premiação de 100 voluntários com aporte de R$ 500 mil e outro de capacitação, com investimento de R$ 1,2 milhão.

 

No primeiro, cada voluntário selecionado do programa de criação de bibliotecas domiciliares foi premiado com R$ 5 mil por sua contribuição ao fomento do livro, da leitura, e da contação de histórias no DF ou na Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE).

 

“A Mala do Livro é um programa tipo exportação, que rompeu as fronteiras do Distrito Federal. Tem a força que tem devido a esses voluntários amantes da leitura”, destacou Bartolomeu Rodrigues.

 

No segundo, foi selecionada a instituição Companhia Voar Arte Para Infância e Juventude para capacitar 500 agentes de leitura da Mala do Livro.

 

“A Mala do Livro é um projeto estratégico na política de leitura do Distrito Federal. Todo o investimento feito nessa ação expande-se de forma incalculável na vida do futuro e jovem leitor”, destaca o gestor.

 

O Programa de Extensão Bibliotecária Mala do Livro – Biblioteca Domiciliar – é uma iniciativa de estado do GDF sob o guarda-chuva da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, formalizado pelo Decreto nº 17.927, de 20 de dezembro de 1996.

 

foto: Marina Gadelha - SECEC/DF

 

“A Mala do Livro é um dos mais bem-sucedidos programas de incentivo à leitura do mundo. Como é um projeto de Extensão Bibliotecária, a BNB trabalha para aperfeiçoá-lo, seja capacitando agentes, seja ampliando o número de malas e atingindo mais leitores”, ecoa a diretora da BNB.

 

Atualmente, a Mala do Livro tem 75.300 títulos cadastrados no sistema e em 196 malas (na verdade, caixas de madeira dobráveis). Há ainda 188 malas em instituições que prestam assistência social, além de outras sete em hospitais. A Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE-DF), que avança para Minas e Goiás, contabiliza mais de 500 unidades.

 

Assessoria de Comunicação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Ascom/Secec)

E-mail: comunicacao@cultura.df.gov.br