Governo do Distrito Federal
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14/03/18 às 20h06 - Atualizado em 13/11/18 às 15h31

Cultura quer fortalecer ações inclusivas

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Artistas, produtores culturais e representantes dos movimentos de pessoas com deficiência se reuniram nesta quarta-feira (14) com a equipe da Subsecretaria de Cidadania e Diversidade Cultural da Secretaria de Cultura para analisar o texto da portaria que vai instituir a Política Cultural de Acessibilidade do Distrito Federal.  O objetivo deste novo instrumento legal é fortalecer, valorizar e fomentar ações que promovam a acessibilidade e arte inclusiva, assegurando o acesso à cultura para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.

 

Veja aqui a galeria de fotos.

 

Segundo a subsecretária de Cidadania e Diversidade Cultural,  Jaqueline Fernandes, a política representa sobretudo um avanço simbólico ao abordar não apenas a acessibilidade dos espaços e atividades culturais, mas apontar caminhos para que a produção cultural feita por pessoas com deficiência seja incentivada.

 

“Não adianta só falar que elas têm direito. Hoje os editais e programas de fomento à cultura não vedam a participação de agentes culturais com deficiência. No entanto, não são garantidos os meios para que elas efetivamente possam se fazer presentes. Nessa política estamos pautando editais com defesa oral, com defesa em libras, editais em braile, mapeamento de pontos de cultura que investem em acessibilidade para o público”, afirmou a subsecretária exemplificando alguns avanços presentes na portaria.

 

O texto da Política Cultural de Acessibilidade é resultado de uma construção coletiva que começou há três anos, em seminários e reuniões promovidas pela Secretaria de Cultura para dialogar com grupos historicamente excluídos das políticas culturais, entre eles mulheres, indígenas, ciganos e pessoas com deficiência.

 

Para Paulo Lafaiete, da Associação de Amigos dos Deficientes Visuais, essa escuta pública é essencial para construção de uma política pública efetiva e responsável. “O primeiro passo foi dado, mas não pode ficar apenas no papel. Quero ver essa política colocada em prática na sua totalidade”, enfatizou. “É uma proposta muito boa, mas sabemos que precisamos lutar muito e cobrar para que ela aconteça de fato”, completa Renata Rezende, representante da Liderança Surda Cultural de Teatro e suas variações.

 

Todas as contribuições apresentadas na reunião serão consolidadas e incorporadas pela Secretaria de Cultura ao texto da portaria que deve ser publicado ainda este semestre.