Governo do Distrito Federal
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16/08/19 às 16h16 - Atualizado em 16/08/19 às 16h37

Concerto vigoroso de Ravel, do “Bolero”, será destaque em concerto da Sinfônica do Teatro Nacional

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Apresentação gratuita da próxima terça (20) trará ainda peças de Nielsen e Mozart

 

É possível fazer um concerto eletrizante, belo e vigoroso com um solo de piano executado apenas com a mão esquerda? A Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro (OSTNCS) convoca uma peça de Maurice Ravel, celebrizado pelo conhecido “Bolero” (1928), para provar que sim.

 

O “Concerto para a mão esquerda em ré maior”, composto dois anos depois do “Bolero” a pedido de um célebre pianista austríaco, Paul Wittgenstein, que havia perdido o braço direito na Primeira Guerra Mundial, é a principal peça do concerto do dia 20 no Cine Brasília, dentro da programação regular do corpo sinfônico. A demonstração de virtuosismo ficará a cargo do solista português Adriano Jordão.

 

No Concerto, diz o regente da OSTNCS, Cláudio Cohen , “os vestígios da experiência de guerra irrompem como um brado de superação. Malgrado as circunstâncias que envolvem sua concepção, o concerto não deixa escapar o menor sinal de limitação. Não há concessões, é uma obra densa e virtuosística diante de um numeroso efetivo instrumental. O piano ora dialoga, ora deixa que outras vozes cantem, ou ainda se contrapõe, com vigor, às investidas do tutti orquestral”.

 

Em outra peça, a “Sinfonia nº 1 Op.7” (1892), do dinamarquês Carl Nielsen, o público estará diante de uma batalha sinfônica entre duas escolas. De um lado, os partidários da música do futuro, de Richard Wagner, do outro, conservadores liderados pelo conterrâneo Johannes Brahms. Nielsen, explica o maestro, ficou ao lado do autor do “Réquiem Alemão”.

 

“Mas que o público não se engane. Nielsen é conservador, mas pratica seus atrevimentos. É capaz, por exemplo, de começar uma obra numa tonalidade e terminá-la em outra, como na Sinfonia nº 1, no qual quase sempre desobedece as regrinhas tonais e não resolve as dissonâncias”, afirma o regente.

 

Last but not least, é a vez de W. A. Mozart no “Concerto nº 14 para piano e orquestra” (1784). “Mozart é um compositor obrigatório nas temporadas das orquestras profissionais em todo o mundo. Sempre estará presente” lembra o maestro Cláudio Cohen, que volta a convidar o público para lotar o encontro na principal venue do corpo sinfônico.

 

Serviço
Wolfgang Amadeus Mozart, “Concerto nº.14 para piano e orquestra”
Maurice Ravel, “Concerto para a mão esquerda em ré maior”
Carl Nielsen, “Sinfonia nº1”
Maestro Cláudio Cohen
Solista português Adriano Jordão
Cine Brasília, 20 de agosto às 20h
Entrada franca sujeita à lotação (acesso a partir de 19h30)