Governo do Distrito Federal
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15/01/21 às 16h22 - Atualizado em 15/01/21 às 16h57

Com recurso de Termo de Fomento, Grupo Obará exalta a arte negra em oficinas culturais

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Texto e edição: Ascom/Secec

15.01.21

16:30:01

 

Conduzido pelo Grupo Cultural Obará (fundado em 2009), o projeto Mó Soró Dayó (“eu falo de felicidade”, na língua iorubá), apoiado por Termo de Fomento executado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec), envolve conteúdos de teoria musical, percussão e danças afro-brasileiras. As aulas são gravadas no Centro de Dança (equipamento da Secec) e transmitidas pelo Canal do grupo no Youtube.

 

O Obará é também um dos 345 contemplados com recurso de R$ 20 mil para Lei Aldir Blanc no Inciso II (para espaços, empresas, grupos, etc.). Com esse novo aporte, o coletivo abre novas inscrições a partir de 15 de fevereiro pelo e-mail projetobara@gmail.com.

 

 

Coordenador do Obará, George Ângelo dos Santos conta que as “lives livres” – como gosta de frisar, já que não há custo para os interessados – atingem até 25 mil visualizações, um reflexo talvez do significado de obará na língua africana, “caminho de prosperidade”.

 

Essa prosperidade fica marcada também no alcance de empregos gerados pela iniciativa. Entre empregos diretos e indiretos, o Termo de Fomento de R$ 129.385 mil e o aporte da Aldir Blanc somam 70 postos de trabalho para bailarinos, atores, músicos, professores, produtores e pessoal de bastidor – operadores, iluminadores, montadores –, além de profissionais que trabalham com artes gráficas e malharia, numa cadeia produtiva com a marca da cultura. As oficinas oferecidas aos alunos inscritos que tenham presença e participação dão certificado.

 

ARTE AFRICANA

foto:divulgação

Acontecendo desde novembro, o trabalho do grupo baiano, em Brasília há 18 anos, combina arte com a crença em divindades do continente africano para trazer um destino (“odu” em iorubá) de bem-aventurança e prosperidade. Uma proposta alvissareira para um mundo assolado pela pandemia do Covid-19.

 

Concebido para ser feito presencialmente, com a pandemia, o projeto Mó Soró Dayó foi obrigado a migrar para as plataformas on-line, com  “lives” no canal de YouTube do Grupo Cultural Obará, de segunda à sábado. Os inscritos acompanham os ensinamentos em primeira mão, mas qualquer pessoa pode depois assistir às oficinas de percussão, dança e teoria musical, que ficam gravadas.

 

“Depois de ter trabalhado com infinitos grupos de Brasília, tivemos de aprender a lidar com as máquinas”, relata George.

 

Nada que tenha tirado o ânimo de artistas que, fortalecidos pelos sons de atabaques dão corpo e música ao projeto sócio-cultural-educativo que pretende para a arte negra nada mais nada menos que um elemento de transformação das pessoas para melhor.

 

Mó Soró Dayó

Projeto do Grupo Cultural Obará

Inscrições a partir de 15 de fevereiro

Telefone: :99578-1264

e-mail: projetobara@gmail.com

 

Assessoria de Comunicação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Ascom/Secec)

E-mail: comunicacao@cultura.df.gov.br