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25/10/22 às 10h43 - Atualizado em 27/10/22 às 11h30

Clube de Leitura da BNB homenageia Saramago

Texto: Alexandre Freire. Edição: Ascom Secec

 

Livros enfileirados

Foto: Hugo Lira/Ascom

O escritor português José Saramago (1922-2010), prêmio Nobel de Literatura em 1998, autor de obras como “Ensaio sobre a cegueira”, traduzido para a telona em 2008, completaria 100 anos em 16 de novembro. O Clube de Leitura da Biblioteca Nacional de Brasília (BNB), equipamento da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF (Secec), resolveu homenageá-lo como autor do penúltimo encontro em 2022. A newsletter eletrônica do Clube deste mês publica os resumos de seis romances, das duas dezenas de autoria do escritor, poeta, cronista, tradutor, jornalista e intelectual. Os três mais votados por meio de formulário on-line serão apresentados aos participantes na reunião na próxima quarta-feira, 26/10, para a escolha final.

 

“Ensaio sobre a cegueira”, “As intermitências da morte”, “O homem duplicado”, “A caverna”, “A viagem do elefante” e “Caim” disputam a preferência dos participantes. A BNB decidiu manter o modo on-line dos encontros, mesmo depois do controle da pandemia, em virtude das pessoas que passaram a frequentar o Clube no meio do caminho, incluindo algumas de fora de Brasília. A votação eletrônica começou na semana passada e vai até o dia da reunião.

 

Capas de seis livros de Saramago

Um dos livros de Saramago será escolhido pelo Clube de Leitura na BNB

“Recomendo vivamente a experiência. Destaco também a curadoria, que é muito boa. Gosto da ideia da votação dentro do Clube de Leitura. Alguns livros me marcaram profundamente”, informa Marco Rodrigo Carvalho Silva, 44, de Taguatinga. Bacharel e mestre pela Universidade de Brasília (UnB) em Ciência Política e Relações Internacionais, especialista em Big Data pela PUC-MG, o servidor do Ministério da Cidadania venera livros.

 

“O que me levou ao Clube de Leitura da BNB foi o desejo de encontrar outros leitores e poder conversar sobre os livros escolhidos. A experiência para mim tem sido muito valiosa por causa da diversidade de pontos de vista, de faixa etária, gênero e das trocas com outras perspectivas. Participo desde 2019”, explica. Foi em junho daquele ano que a iniciativa dos servidores da BNB decolou. Hoje, seis técnicos e analisas de Assuntos Culturais, funções de carreira da Secec, se revezam, encabeçando a curadoria e mediando os encontros.

 

Vandliny Paiva é uma das servidoras. Graduada em Ciências Contábeis, a cearense radicada na Capital também tem história para contar. “Quando os colegas bibliotecários me convidaram para fazer parte do Clube de Leitura, eu fiquei muito feliz”. Ela ponderou, contudo, que ajudaria apenas na parte administrativa, porque não era bibliotecária. “Mas a gente fala uma coisa e a realidade é outra. A leitura e os livros realmente têm o poder de transformar. Quando, no primeiro encontro, eu vi o que era um Clube de Leitura, me apaixonei pela experiência: ler livros que eu não pensaria em ler sozinha e poder compartilhar a experiência de leitura com pessoas diferentes, ouvir outros pontos de vista, trocar ideias em um ambiente de respeito e acolhimento!”

 

A servidora diz que sempre gostou de ler e não vê qualquer contradição entre sua graduação e seu amor pelas palavras. “Eu gosto da minha formação porque me ajuda em outras partes da vida. Por outro lado, é uma alegria poder trabalhar com colegas tão dedicados a levar o hábito da leitura para mais pessoas”, diz ela. Sua estreia como mediadora foi com “Alice no país das maravilhas”, um clássico de insondáveis profundidades que desafiam a compreensão.

 

36 obras compõem a estante acumulada na empreitada. Diversidade de assuntos e miradas fazem parte da proposta curatorial. Thomas Mann ao lado de Jorge Amado. Agatha Christie e Shakespeare. Graciliano Ramos e Dostoiévski. “Pra mim, o Clube é uma oportunidade de trazer novos públicos para a Biblioteca e aproximar pessoas da comunidade de Brasília. Nas curadorias, priorizamos a diversidade de livros, autores e temas. Homenageamos algum autor ou autora e sempre equilibramos a quantidade de escritores e escritoras”, explica Rodrigo Mendes, bibliotecário na BNB.

 

Luciane Crepaldi mora na zona norte de São Paulo. A professora do ensino fundamental e médio, pedagoga, mestre em Ensino de Geografia pela PUC-SP, de 55 anos, se conecta mensalmente com a rede da BNB, faça chuva ou faça sol. “Na época de pandemia, veio a vontade de trocar percepções sobre livros. Até então, minhas leituras ficavam apenas comigo mesma. O isolamento me levou a querer participar do Clube, que achei na internet”, conta.

 

O sucesso do Clube também se dá pelo fato de as escolhas acabarem se tornando uma motivação para abrir horizontes. Além, é claro, de encontrar pessoas. “A curadoria da BNB organiza os encontros com todo cuidado e carinho, é perceptível isso, o que faz das reuniões um ambiente delicioso de amizade, onde os participantes novos e mais antigos, com hábitos ou não de leitura, são todos muito bem recebidos”, descreve Luciane. “Além do prazer de conhecer pessoas e de trocar ideias, o Clube de Leitura também tem me proporcionado o desafio de conhecer temas e autores que sozinha jamais teria lido”, confessa.

 

O Clube de Leitura é aberto e basta preencher o formulário de acesso para participar. Os encontros são na última quarta-feira de cada mês, o que pode ser alterado em virtude de feriados.

 

Assessoria de Comunicação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Ascom/Secec)

E-mail: comunicacao@cultura.df.gov.br