Governo do Distrito Federal
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2/09/19 às 12h15 - Atualizado em 2/09/19 às 12h15

CCDF e CRCs discutem pautas do setor cultural

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O Conselho de Cultura do Distrito Federal (CCDF) se reuniu, neste sábado (31), com representantes dos Conselhos Regionais de Cultura e gerentes de cultura de várias Regiões Administrativas do Distrito Federal. Durante toda a tarde, eles discutiram as perspectivas para o setor cultural e iniciativas para o fortalecimento das políticas públicas para a área.

 

A conselheira do CCDF Fernanda Morgani conduziu o encontro, o primeiro realizado pela atual composição do colegiado. Ela apresentou o Conselho, seu funcionamento e suas atribuições e falou aos presentes sobre as bases do sistema de cultura do Distrito Federal. “O CCDF é um espaço de articulação e participação social de caráter permanente dentro do Sistema de Arte e Cultura do DF”, pontuou.

 

Ela também explicou sobre os Conselhos Regionais de Cultura, que desempenham papel fundamental na relação com os gerentes de Cultura e que têm interlocução direta com o chamado Conselhão. Ela ressaltou o caráter deliberativo, consultivo e fiscalizador dos órgãos e chamou a atenção para a necessidade de exercitar as atribuições no sentido prático. “Nós temos um sistema reconhecido no país inteiro, mas ainda é preciso integrar para que ele deslanche”, avaliou.

 

Para isso, ela afirmou, é indispensável não apenas conhecer as normas que regem a Cultura no Distrito Federal, mas também valorizar os saberes regionais. “Também é preciso aprimorar as habilidades de interação com a comunidade”, disse.

 

Um dos principais pontos do debate foi o processo de escolha dos CRCs, que hoje não é uniformizado. Segundo Fernanda Morgani, o Conselho de Cultura do Distrito Federal tem se debruçado sobre o tema e deve, até o fim de outubro deste ano, publicar normativa que regulamente o tema.

 

Para a conselheira do CCDF Sol Montes, esse é um passo essencial para desenvolver e fortalecer o trabalho dos CRCs. “Nossa meta é garantir que todos os membros sejam nomeados dentro dos parâmetros do SAC-DF”, considerou.

 

A pauta é de extrema relevância, como apontou o presidente do Conselhão, Wellington Abreu. Segundo ele, a figura do conselheiro regional é vital para auxiliar na coleta de dados das regiões, o que viabiliza a estruturação de políticas públicas efetivas. “Os conselheiros regionais são fundamentais para os administradores, por isso é importante que todos conheçam as atribuições e direitos de maneira que sirvam de interlocutores com a comunidade”.

 

Balanço
O segundo momento do encontro foi destinado para as dúvidas dos conselheiros e gerentes de cultura. Eles falaram principalmente sobre os desafios dos gestores de cultura e o processo de escolha dos Conselhos Regionais de Cultura.

Segundo Divino Dias, do CCDF, ser conselheiro no DF é muito difícil porque a comunidade ainda está sendo sensibilizada, e conhecer a realidade de cada Região Administrativa auxilia na integração das instâncias de participação. “Desta maneira é possível que os CRCs deixem de ser a comunidade reivindicante para ser a comunidade participante”.

 

“Esclarecedor, clareador e orientador”. Assim Marco Antônio Gomes resumiu o encontro, ao ponderar que este tipo de abordagem técnica é uma necessidade, tendo em vista o momento vivido pelo Distrito Federal, com a publicação da Lei Orgânica da Cultura. “É um momento super interessante, onde estamos construindo algo importante que pode e deve ser norteador para o resto da vida da comunidade cultural”.

A ocasião também foi de troca de experiências e aprendizado, como enfatizou Anatta Nadeen. Ela considera que este tipo de encontro deve ser aproveitado para elucidar questões a partir da vivência de outras pessoas em situação semelhante. “Hoje até a função do gerente de cultura ficou mais clara para mim. Estou saindo daqui muito satisfeita”.

 

Os resultados positivos deste tipo de debate, na visão de Anatta, podem ser ampliados com a informatização, seja pela criação de fóruns online, transmissão ao vivo de reuniões ou webinários.

 

Nesse sentido, foi aprovada a realização de encontros periódicos, que serão bimestrais com os CRCs e os representantes das macrorregiões do CCDF e semestral com todos os representantes do SAC.